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Um dia para… Descansar do trabalho?

O Jornal de Pomerode esse ano procurou fazer uma homenagem diferente a todos os trabalhadores. Devido ao
fechamento da edição na quarta-feira, no Dia do Trabalhador, nossa equipe de redação também estava trabalhando.
Desta vez, fomos conversar com algumas pessoas que também trabalharam neste dia comemorativo à classe que faz
tudo funcionar. Priorizamos aqueles trabalhadores que não param.

1 de junho de 2015

O Jornal de Pomerode (JP) esse ano procurou fazer uma homenagem diferente a todos os trabalhadores. Devido ao fechamento da edição na quarta-feira, no Dia do Trabalhador, nossa equipe de redação também estava trabalhando. Desta vez, fomos conversar com algumas pessoas que também trabalharam neste dia comemorativo à classe que faz tudo funcionar.
Priorizamos aqueles trabalhadores que não param. Os que estão ligados à saúde, à segurança e aqueles que sempre estão a postos em emergências. Também conversamos com aqueles que nos atendem quando precisamos abastecer nosso veículo, que muitas vezes não escolhe dia para nos deixar na mão.
Nosso primeiro destino foi o Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode. Lá, sempre tem alguém. Deparamos-nos com um cheiro ótimo de comida sendo preparada, guiados pelo cheiro chegamos à cozinha e encontramos três dos sete plantonistas; um deles cozinhava, os outros dois olhavam.
Lá não há distinção em feriados e dias úteis. Afinal, não há dia certo para emergências. Mas Thomas Eduardo Buse diz que na corporação, como se trata de profissionais voluntários, em feriados e finais de semana é maior o número de plantonistas nesses dias. Todos estavam com muito bom humor (mas com vontade que saísse logo esse almoço do cheff Buse).
Depois, no Hospital e Maternidade Rio do Testo, encontramos a recepção cheia e movimentação intensa das enfermeiras. Conversamos com a atendente de farmácia, Nathaly Stingen, e ela disse já estar acostumada em trabalhar nos feriados porque precisa obedecer ao esquema de escalas. A auxiliar de consultório, Cristina Alves disse que a manhã foi movimentada, auxiliando o Dr. Eckart Liesenberg, e que também está acostumada a trocar feriados por “dias normais”.
Não quisemos atrapalhar o trabalho, já que o movimento era grande para uma manhã de feriado. E sob o olhar desconfiado de quem aguardava atendimento partimos para conversar com outros trabalhadores.
No caminho ainda vimos muitos outros trabalhadores dos restaurantes, do zoológico, as charretes, pessoas que continuavam as obras de reurbanização. A cidade estava cheia, afinal, em feriados, muitos que estão de folga aproveitam para passear com a família.
Quem nos atendeu desta vez, foram os frentistas do Auto Posto Pomerode, Edmar Day e Luiz Carlos da Silva. Aqui, uma curiosidade. Edmar apenas trabalha em domingos e feriados, esse é mais um dia normal de trabalho para ele. O serviço não para! Enquanto conversávamos várias vezes um deles teve que atender clientes que chegavam. Quando fomos fazer a foto dos dois atendendo, uma surpresa! O motorista dessa vez era o também colaborador do JP, Ricardo Maia.
Continuando nosso trajeto, fomos à Polícia Militar. E foi difícil cinco segundos com os três plantonistas juntos para fazer uma foto (não pode sorrir). Sim, com seriedade eles não medem esforços para manter segura a nossa cidade e nos disseram que, assim como outros dias, a equipe que está trabalhando sempre em rondas, observando o movimento da cidade assegurando-se da ordem no município.
Em uma manhã não foi possível visitar todos que trabalhavam no comércio, turismo e gastromina de Pomerode. Mas aqui queremos agradecer a todos que trabalham, não somente para o sustento de suas famílias, mas sim para fazer crescer nossa cidade e, num efeito dominó, fazer crescer nosso país.
Fazer do feriado um dia útil no emprego que se tem, não parece agradável, mas para muitos, que trabalham para a saúde dos outros trabalhadores, ou para manter a ordem, é sim um dia como outro qualquer. Sentimos em deixar nossas casas, de aproveitar nossa família que neste momento está descansando, mas depois do trabalho concluído a gratificação é grande, ainda mais quando se faz com amor (destacamos os trabalhos voluntários).
Hoje podemos gozar de muitas conquistas trabalhistas. A constituição de Leis Trabalhistas (CLT), garantem muitos direitos, que são assegurados pelos sindicatos representantes de classe. Sem dúvidas, nada é de um país que não tem trabalhadores, já que a maioria da população pertence a essa classe – uma fase obrigatória da vida.
Se hoje aproveitamos de uma aposentadoria, é porque já contribuímos com a produção do país. Se hoje estudamos, comemos, dormimos, caminhamos, vestimos, nos deslocamos (…) é porque alguém trabalha – em todos os setores – para prover tudo isso.
Parabéns a todos os trabalhadores!

HISTÓRICO
O Dia do Trabalhador é comemorado há muitos anos, mas teve sua origem em em 1886 quando uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América, envolvendo milhares de pessoas, revindicava uma jornada de trabalho de oito horas diárias. A partir desse momento, iniciou uma greve geral naquele país.
No dia três de maio houve um pequeno levantamento que acabou em um confronto com a polícia e a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, uma nova manifestação foi organizada pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com uma bomba lançada por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, houve a morte de sete agentes. A polícia abriu fogo sobre a multidão, matando 12 pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu, por proposta de Raymond Lavigne, convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1º de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

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