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Três onças-pardas são flagradas no Parque Serra do Itajaí

Animais foram fotografados por uma câmera do Projeto Carnívoros, que fica escondida no meio da mata

24 de agosto de 2018

Uma onça fêmea e dois filhotes foram flagrados pela câmera do projeto Carnívoros, no Parque Nacional da Serra do Itajaí. A máquina fotográfica fica escondida no meio da floresta, e as imagens foram recolhidas pela equipe do projeto, na última segunda-feira, dia 20 de agosto. Segundo o Instituto Caeté-Açu, os animais foram filmados no começo do mês de agosto, dia 02.

Dois dias antes, outras duas onças machos foram registradas pela câmera do projeto, no mesmo local. Uma delas tinha a coleira de monitoramento colocada anos atrás, em parceria com o Zoo Pomerode. A outra parece ser um animal, que até então, não está sendo rastreado pelos biólogos.

De acordo com o instituto, os filhotes que aparecem na imagem possuem um tamanho equivalente a uma onça adulta, mas devem ter por volta de um ano a um ano e meio de idade. Os biólogos também pediram reforço na fiscalização à Polícia Ambiental, parceira no Projeto Carnívoros.

Em 2010, o projeto havia identificado quatro onças no Parque da Serra do Itajaí, o menor índice em área de Mata Atlântica no Brasil. Com as novas imagens, surge a esperança de que a espécie ameaçada de extinção, também conhecida como puma e leão-baio, comece a se multiplicar na região.

Sobre o animal

Conhecida também como puma ou Puma concolor, seu nome científico, a onça-parda é o maior membro da subfamília Felinae, podendo medir até 155cm de comprimento, sem considerar a cauda, e pesar até 72kg. 

Possui um porte parecido com o do leopardo, que é o segundo maior felídio das Américas. 

Geralmente, é um animal mais solitário e mais ativo durante à noite e é considerada como um predador oportunista. 

Não está na lista de animais em extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, mas já apresentou extinção na América do Norte e em algumas localidas das Américas Central e do Sul, devido à caça e destruição de habitat. 

Seu estado de preservação é considerado por várias instituições como “pouco preocupante”, uma vez que é um animal muito adaptável. 

 

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