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Transplante de órgãos: uma referência nacional na região

No primeiro semestre de 2012, o Estado superou a marca de 2011, consolidando-se como líder nacional do ranking de doadores por milhão de população. Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes, publicado pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes), SC atingiu a marca de 26 doadores para cada milhão de pessoas (pmp). A média nacional é de 12 doadores, pmp.

1 de junho de 2015

No primeiro semestre de 2012, o Estado superou a marca de 2011, consolidando-se como líder nacional do ranking de doadores por milhão de população. Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes, publicado pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes), SC atingiu a marca de 26 doadores para cada milhão de pessoas (pmp). A média nacional é de 12 doadores, pmp.
As doações no Estado só não são maiores devido à recusa das famílias. De acordo com o Registro de Transplantes, em 38% das entrevistas familiares realizadas em que é apresentada a possibilidade de doar os órgãos do familiar falecido, a resposta das pessoas consultadas é negativa.
O Hospital Santa Isabel (HSI), em Blumenau, é referência nacional em transplantes e desde 2002 já realizou 1.103 cirurgias desse tipo. Os mais comuns, de acordo com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Santa Isabel, Setor de Transplantes, são o de fígado e rins. Porém, já foram realizados transplantes de coração, córneas, rim e pâncreas (conjugado) e rim e fígado (conjugado).
De acordo com dados do HSI, dois transplantes de fígado e três de rim foram realizados em pacientes de Pomerode, porém, a demanda do hospital é nacional, até pelo título de referência que possui no segmento.
No HSI, só neste ano, foram realizados 13 transplantes: sete de fígado e seis de rim.
Segundo a CIHDOTT, para a população se conscientizar, há a necessidade de mais divulgação sobre o processo de diagnóstico de morte cerebral e da doação de órgãos. Infelizmente, o tema doação de órgãos ainda tem muita mística e polêmica porque não é amplamente divulgado.
O órgão reforça que também há a necessidade de divulgar a doação de órgãos nas escolas, ainda em séries iniciais para a criança ir entendendo, aos poucos, sobre o tema e levar este ensinamento para a vida. Se não houver divulgação sobre a doação de órgãos na mídia, dificilmente o tema será abordado no convívio familiar, pois dificilmente falamos sobre morte com entes queridos.
Em Blumenau não há um banco de órgãos. Somente no caso da medula óssea é possível deixar o cadastro como doador, cuja doação é feita em vida. Nestes casos, a pessoa deve se dirigir ao Hemosc.
Hoje no Brasil, para ser doador, não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento (como era antigamente com a carteira de identidade e de motorista). Basta comunicar sua família do desejo da doação. A doação de órgãos só acontece após a autorização familiar.

Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes – No ano de 1999, o Hospital Santa Isabel formalizou o trabalho de captação de órgãos, o que até então era feito por diversos profissionais sem uma coordenação específica. A partir desta data, foi definido um profissional responsável por realizar as buscas nas unidades de terapia intensiva, aumentando, assim, o número de doadores.
No ano de 2000, o Ministério da Saúde criou a portaria 905, a qual determina que os hospitais devem ter uma comissão intra-hospitalar. Nessa época a comissão foi formada por duas enfermeiras e uma assistente social, que foram treinadas para atuar no processo de captação de órgãos e junto à família do potencial doador.
Em 2005, uma nova portaria, a 1752, determina como exigência para os hospitais com mais de 80 leitos a criação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes-CIHDOTT. A partir dessa data, o hospital criou essa equipe que atua da seguinte forma: Equipe de busca ativa (composta por enfermeiros e psicólogos), que acompanha o processo de diagnóstico de morte cerebral e óbitos de pacientes de coração parado, e que realiza entrevista com a família do possível doador. Além da equipe de busca ativa, atualmente o Hospital Santa Isabel possui uma equipe interdisciplinar de transplantes composta por enfermeira, nutricionista, psicóloga, assistente social, farmacêutica e fisioterapeuta, que atua com pacientes que entram na fila para transplante e também realiza acompanhamentos pós transplante com pacientes e familiares, de acordo com a necessidade de cada paciente.
No ano de 2006, o Ministério da Saúde criou a portaria 1262, que define atribuições da CIHDOTT, entre elas, atividades de educação continuada, campanhas de sensibilização em pontos estratégicos na comunidade, palestras sócioeducativas em empresas e instituições de ensino, e registro de dados estatísticos. Além disso, essa portaria define atribuições ao coordenador da CIHDOTT. No ano de 2006, o Ministério da Saúde reconheceu a CIHDOTT do Hospital Santa Isabel com uma premiação pelo seu esforço para atingir a excelência nos trabalhos de conscientização, captação, implantes e recuperação dos pacientes.
No ano de 2007, a equipe transplantadora de fígado e de coração recebeu uma premiação da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos – ABTO, como pioneira na realização de transplantes no Estado de Santa Catarina.

Transplantes realizados no HSI desde 2002
Rins: 384
Fígado: 660
Coração: 19
Córneas: 04
Rim/Pâncreas conjugado: 33
Rim/Fígado conjugado: 03

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