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Tragédia na Serra:

“Fomos colocando os cavaletes, tudo em fila. Isso dava um arrepio, um arrepio… Era muito triste”, conta dona Gilda, que
há 13 anos é responsável pela Capela Mortuária do bairro Santa Rosa.

17 de março de 2015

Hilda Krug, 66 anos, nunca viu algo parecido. Das 51 vítimas fatais do acidente com um ônibus de União da Vitória, na Serra Dona Francisca, 11 foram veladas no pavilhão da igreja Santa Rosa, em Porto União. Os velórios só foram possíveis com a ajuda da comunidade que, em algumas horas, se mobilizaram para limpar e organizar o pavilhão.

“Fomos colocando os cavaletes, tudo em fila. Isso dava um arrepio, um arrepio… Era muito triste”, conta dona Gilda, que há 13 anos é responsável pela Capela Mortuária do bairro Santa Rosa.

“O velório foi muito triste, muito chocante. Os familiares das vítimas se agarravam aos caixões. Nunca mais quero ver uma coisa dessas.”

Hilda só soube da tragédia quando professoras do colégio pediram para arrumar a capela mortuária, ainda no sábado à noite. Nesta segunda-feira, 16, ela lembrava com carinho dos vizinhos que faleceram, ainda sem acreditar que tudo isso aconteceu.

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