Geral

Tragédia inesperada

Helicóptero cai na divisa entre Pomerode e Jaraguá do Sul, vitimando três pessoas

22 de julho de 2011

A manhã de sexta-feira, 15/07, transcorria normalmente, sem nenhum fato de destaque. Porém, próximo ao meio dia um contato com a Polícia Militar, para averiguação de outro fato indicou uma possível queda de um helicóptero nas proximidades da Malwee, no Testo Rega.
Imediatamente a equipe de reportagem se deslocou ao local e não encontrou nenhum indício de qualquer incidente.
De volta à redação, iniciou o trabalho de apuração, que logo constatou que o acidente ainda não estava confirmado, mas havia a suspeita, pois na base aérea de Navegantes, uma aeronave Esquilo, de propriedade do empresário José Giberto Menel, 62 anos, não havia completado o percurso anunciado antes da decolagem.
A referência da empresa Malwee, que foi passada à equipe de reportagem, estava correta. Porém, não se tratava da filial de Pomerode e sim da sede, em Jaraguá do Sul, mais precisamente no bairro Rio Cerro, na localidade de Tifa do Rio Alma, região que faz divisa com os municípios de Pomerode e Massaranduba.
Sendo assim, logo na primeira hora daquela tarde a reportagem se dirigiu ao local. Chegando ao Parque Aquático Paraíso, local onde foi instalada a base da operação de resgate, próximo à empresa Nanete Têxtil, de propriedade de Menel, recebemos dos policiais que comandavam a operação a notícia que os destroços da aeronave já haviam sido identificados pelo helicóptero Águia do Grupamento Aéreo de Joinville, que auxiliado por um helicóptero particular iniciam as buscas sobre a mata fechada da região.
Confirmada a queda, as equipes de resgate, que contaram também com os Bombeiros Voluntários e Defesa Civil, iniciaram o planejamento do resgate, sem saber ainda se havia sobrevivente.
Junto com Menel, estavam o piloto Álvaro Pisetta Júnior, 39 anos e o pedreiro da empresa, Erico Melchioreto, 48. Essa era a informação que as equipes tinham sobre os tripulantes da aeronave.
Familiares das vítimas estavam no local e acompanhavam com aflição e esperança de um final feliz. Entretanto, quando o Capitão Reisdorfer, piloto da aeronave Águia da PM retornou a base de operações veio a fatídica notícia: “Não há sobreviventes. Agora vamos planejar a retirada dos corpos e dos destroços”, disse o piloto.
Deste momento, por volta das 15h30min, até completarem todo o resgate levou mais duas horas, para enfim os corpos serem levados para o Instituto Médico Legal e depois serem liberados para os procedimentos funerários que aconteceram no sábado, 16/07.
José Gilberto Menel,deixa esposa e três filhos. Já Erico Melchioreto, também deixa esposa e uma filha de 20 anos. O piloto Álvaro Pisetta Júnior era solteiro e morava com a mãe e um irmão.

O voo
A aeronave não chegou a ficar três minutos no ar e segundo informações no local do acidente teria avisado a Torre de Comando em Navegantes, que não seguiria o plano de voo porque havia muito nevoeiro. Depois disso foi dada como desaparecida.
O piloto Ávaro Pisetta Júnior, era experiente e tinha mais de 1.000 horas de voo e segundo seus familiares pilotava para Menel desde janeiro, quando a aeronave foi adquirida. Ele nunca havia se envolvido em acidentes.

Luto
A prefeita de Jaraguá do Sul, Cecília Konell, chegou a decretar luto oficial de três dias na cidade em virtude da morte de Gilberto Menel, por ele ter exercido o cargo de vereador e ter se destacado como empresário de sucesso.

Investigação
O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronaúticos (Seripa V), baseado em Canoas (RS) está à frente das investigações sobre o acidente em Jaraguá do Sul, na sexta-feira. Elas transcorrem em sigilo, mas algumas informações puderam ser fornecidas pelo órgão.
O Seripa V confirmou o trajeto e o tempo de voo de aproximadamente três minutos, mas disse que não há confirmação se o piloto avisou a torre de comando que não tinha como prosseguir. Conforme a Comunicação Social da Aeronáutica, o Seripa V já reuniu a documentação da aeronave e fez fotos do local do acidente. Caso seja necessário irá solicitar a retirada de partes do helicóptero para análise. Não há prazo para conclusão dos relatórios que serão enviados à Brasília. Segundo informações da Aeronaútica esse tipo de aeronave não possui caixa preta.
O Seripa V é um órgão da Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela Região Sul do Brasil, que trabalha na investigação e prevenção de acidentes aéreos. Segundo o Major Carlos Queiroz, do Seripa V, todo cidadão deve comunicar ao Seripa V qualquer indício de acidente com aeronaves, para tanto existem alguns telefones de contato de emergência, são eles: (51) 3472-9928/3466-0180; celular do oficial de sobreaviso, (51) 9268-3043; celular do auxiliar de sobreaviso: (51) 9283-5207.

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