Trabalho voluntário na Alemanha
Dois brasileiros foram selecionados para embarcar em agosto à Alemanha. Entre eles está uma pomerodense
Já pensou ter a oportunidade de ganhar uma bolsa parcial para trabalho voluntário na Alemanha? A AFS Brasil, por meio de uma parceria entre a AFS da Alemanha e o Governo, oferece o programa Weltwaerts Sul-Norte para jovens acima de 18 anos, de vários países e que possuem em comum a motivação.
No Brasil, foram selecionadas duas pessoas, uma delas é a pomerodense Bianca Tribéss e a outra bolsa parcial ficou com um estudante da Bahia. Bianca nos contou que ficou sabendo do programa através de uma amiga que a marcou em uma publicação do Facebook. “As oportunidades que aparecem estão muito relacionadas ao quanto você investe no que quer, realmente abraçando seu propósito. Se fizer da sua causa a sua cara, a rede de contatos acaba indicando muitos caminhos”.
Para que tivessem a chance de participar do programa e a inscrição fosse aceita, os candidatos tiveram que enviar uma redação de motivação em alemão, um currículo em inglês, responder um questionário de interesses e enviar documentos pessoais e relacionados à saúde.
A expectativa de Bianca não é em relação ao país, mas sim na experiência de estar inteiramente responsável pelo que fará.
“Vou estar inteiramente responsável por aquilo que farei, impactando o projeto com o que aprendi nos programas aqui em Florianópolis e em Pomerode, incorporando as ideias e propostas para voltar ao Brasil podendo fazer mais. Pretendo conciliar com Psicologia e com as atividades na AIESEC, alinhando os conhecimentos com os desafios e com possíveis projetos futuros”.
Bianca ficará na Alemanha durante um ano e viaja no dia 1º de agosto. Todos os participantes ficarão um mês em Hamburgo em preparação, com intensivos de alemão e atividades para contextualizar o grupo no Programa e na proposta do Governo. Depois, seguirão para uma cidade da ONG, que será definida em maio, onde irão trabalhar voluntariamente. “O projeto no qual estarei envolvida será relacionado à saúde pública, ou em um dos Centros de Cultura”.
Para quem realmente estiver interessado em fazer um intercâmbio, deve procurar, conversar, compartilhar com conhecidos o seu interesse. Também devem encaixar no seu dia alguns minutos para aprender outra língua, pode ser através de um aplicativo gratuito ou praticando conversação. “O essencial é não se acomodar. Não significa ficar desconfortável todo o tempo, mas estar flexível e disposto a conhecer e se desafiar. Mentalize o legado que quer deixar, e a partir disso construa suas possibilidades. Além disso, é muito importante o apoio dos pais e da família, que te acompanharam até onde está hoje”.
Caso neste momento seja inviável ir para outro país, pode-se ter a experiência de troca cultural hospedando um intercambista em sua casa ou sendo voluntário em organizações como a AFS ou AIESEC, que articulam os intercâmbios. “É um aprendizado pessoal imenso, que nos acrescenta e motiva a novos desafios, como o intercâmbio”.