Trabalhadores da Shopee fazem greve em Blumenau; paralisação causa atraso nas entregas
Manifestação ocorre nesta quarta-feira (15) na BR-470, próximo ao centro logístico da empresa
Foto: Joana Prochera/JP
Na manhã desta quarta-feira, 15 de outubro , motoristas e entregadores da Shopee paralisaram as atividades em Blumenau. O protesto ocorre nas imediações da BR-470, perto do trevo da Mafisa, onde funciona o centro logístico da empresa.
Os participantes cobram melhores condições de trabalho, reajuste de valores pagos por diária e uma organização mais eficiente das rotas de entrega. Segundo os trabalhadores, a ausência de um sistema fixo de roteirização tem causado atrasos, confusão e jornadas exaustivas, sem remuneração proporcional.
Entre as principais demandas, está a criação de rotas fixas, para que cada entregador atue em uma região determinada, o que, segundo eles, reduziria o desgaste físico e o tempo gasto nos deslocamentos.
Outro ponto levantado é o reajuste nas diárias, que, conforme os manifestantes, não é atualizado há anos. Eles pedem correção com base na inflação acumulada entre 2022 e 2025, de cerca de 20,25%. Com isso, o valor pago por carros de passeio subiria de R$ 250 para R$ 301, e o de utilitários, de R$ 290 para R$ 349.
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Os entregadores também afirmam que houve queda no número de entregas registradas, conhecidas como “ocorrências”, que passaram de 15 por dia para cerca de 5, o que impacta diretamente na renda. Além disso, reivindicam o retorno do romaneio, documento que detalha as entregas do dia e ajuda na organização das rotas.
Nas redes sociais, diversos profissionais demonstraram apoio à paralisação. “Só quem sabe é quem trabalha, uma desorganização danada. Até que fim acordaram. Fizeram o certo”, comentou uma funcionária.
A paralisação deve impactar as entregas em Blumenau e cidades próximas ao longo do dia.
Movimentos semelhantes também têm ocorrido em outras plataformas de comércio eletrônico, como o Mercado Livre, além de aplicativos de entrega e transporte urbano. Especialistas apontam que o cenário evidencia falhas estruturais na logística digital, setor que cresceu rapidamente, mas ainda não oferece garantias trabalhistas proporcionais à expansão tecnológica.