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Tipografia: Uma arte milenar

Alinhar letra por letra até formar uma palavra. Desta formação, é feita uma pequena peça que é colocada em uma chapa, onde estão outras palavras que participaram do mesmo processo. Essas palavras formam frases, que por sua vez dão origem a textos inteiros, que serão impressos posteriormente. Complexo não é mesmo?

1 de junho de 2015

Alinhar letra por letra até formar uma palavra. Desta formação, é feita uma pequena peça que é colocada em uma chapa, onde estão outras palavras que participaram do mesmo processo. Essas palavras formam frases, que por sua vez dão origem a textos inteiros, que serão impressos posteriormente. Complexo não é mesmo?

A tipografia é a arte e o processo de criação na composição de um texto, física ou digitalmente. Assim como no design gráfico em geral, o objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação impressa.

O primeiro produto gráfico que circulou no país foi o Correio Braziliense, que era produzido em Londres e entrava sem autorização no Brasil, já que o país não poderia produzir por motivos legais. Com a chegada da família real, D. João VI assinou um documento que permitia as fábricas a funcionarem e então, em 05 de janeiro, fundou-se a Imprensa Régia. Desta forma, criou-se o primeiro jornal impresso produzido no Brasil, intitulado A Gazeta do Rio de Janeiro.

Em Pomerode, a Impressora Mayer possui máquina tipográficas que ainda realizam algumas atividades dentro da empresa. É o caso das numerações, dos relevos e dos cortes especiais. Estes processos ainda são realizados por tipografia, por apresentarem um resultado de qualidade. Mesmo sendo uma arte bastante antiga aqui no Brasil, muitas gráficas especialmente as de pequeno porte, ainda se utilizam desta técnica para realizar impressões.

Fernando Mayer explica que como funciona, basicamente, o processo de impressão tipográfica. Recebe-se o texto e monta-se ele com pequenas letras que são dispostas de maneira ilegível em uma peça de metal, sendo colocada de trás para a frente e de cabeça para baixo, pois assim, quando colocada no papel, ela ficará correta. Essas peças são colocadas em uma chapa ou matriz, na ordem solicitada. É passado, então, uma tinta por cima e prensado contra o papel. Assim, ocorre a impressão de tipos, era um trabalho manual, e quem o executava, era considerado um artista das gráficas.

Por muito tempo o trabalho com a tipografia era limitado aos tipógrafos O design de tipos, no entanto, atividade altamente especializada que requeria o conhecimento das técnicas de gravar punções para fazer as matrizes usadas para fabricar tipos, foi desenvolvida desde o início por especialistas, os gravadores de tipo ou puncionistas, verdadeiros designers de tipo antes que a denominação entrasse no vocabulário profissional. Foram designers de tipo e puncionistas Claude Garamond e Giambattista Bodoni, criando fontes clássicas que até hoje são apreciadas.

A tipografia baseia-se em pequenos paralelepípedos de metal com relevos de letras e símbolos (os tipos móveis). Tipos rudimentares foram inventados inicialmente pelos chineses. No século XV, o alemão Johannes Gutenberg desenvolveu tipos móveis em metal e aperfeiçoou a prensa tipográfica. O conceito básico de Gutenberg foi o da reutilização dos tipos para compor diferentes textos. Mostrou-se eficaz e é utilizado até aos dias de hoje, constituindo a base da imprensa durante muitos séculos. Essa revolução, que deu início à comunicação em massa, foi chamada pelo teórico Marshall McLuhan como o início do homem tipográfico.

Na atualidade, novas tecnologias ampliaram muito as possibilidades tipográficas. Em 1999, um novo formato para fontes tipográficas foi desenvolvido em conjunto pelas gigantes de informática que possui vários recursos adicionais. Com isso, tornaram-se comuns fontes que suportam vários alfabetos, como o latino, o cirílico, o grego, o hebraico e o árabe, integrando as fontes tipográficas com a especificação Unicode.

Uma arte milenária, ainda muito usada para realizar trabalhos gráficos até os dias atuais, a tipografia foi um marco para a comunicação social, que ganhou novos rumos a partir de sua entrada no mercado. Uma tecnologia antiga, que se conservou durante milhares de anos, e ainda se mostra eficaz para o que foi designada.

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