Terremoto de magnitude 7,1 atinge o sul do Japão, deixa milhares sem energia e provoca evacuação de mais de 150 mil pessoas
Tremor na província de Kumamoto interrompe trens, fecha aeroporto, causa incêndios, danos em estradas e coloca autoridades em alerta para réplicas nos próximos dias
Foto: Reprodução Facebook
Um terremoto de magnitude preliminar de 7,1 na escala Richter atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira, dia 28 de julho, provocando falta de energia, interrupção nos transportes, incêndios e danos em estradas e edifícios. As autoridades japonesas orientaram mais de 150 mil pessoas a deixarem suas casas e se dirigirem a centros de evacuação por precaução.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, informou que o governo ainda avalia a extensão dos danos e o número de vítimas. Segundo ela, já há confirmação de pessoas feridas.
Além das quedas de energia, foram registrados incêndios, danos em rodovias e pontes, desabamentos de edifícios e outros impactos causados pelo forte tremor.

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Imagens exibidas pela emissora pública NHK mostram prédios destruídos ou em chamas, grandes rachaduras em rodovias — incluindo uma via elevada — e um trem de carga descarrilado.
Falta de energia e paralisação do transporte
A companhia Kyushu Electric Power informou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica após o terremoto.
Os impactos também afetaram o transporte na região. A empresa ferroviária JR Kyushu suspendeu todos os serviços, incluindo os trens-bala de alta velocidade. O Aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, levando companhias aéreas a cancelar ou desviar voos.
As operadoras de telefonia KDDI e Docomo também registraram interrupções nos serviços de telefonia móvel devido à falta de energia e problemas nas linhas de transmissão.
Empresas suspendem atividades
A TSMC, maior fabricante mundial de chips por contrato, retirou os funcionários de sua fábrica localizada na região como medida preventiva.
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A Sony, que também possui uma unidade na área afetada, informou que está avaliando os impactos do terremoto em suas operações.
Governo alerta para risco de novas réplicas
O governo japonês emitiu alertas de emergência para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) alertou que moradores das áreas mais atingidas devem permanecer atentos à possibilidade de novos terremotos fortes durante aproximadamente uma semana, além do risco de deslizamentos de terra.
Segundo a autoridade reguladora nuclear japonesa, não foram registradas irregularidades nas usinas nucleares localizadas na região.
Japão está entre os países com maior atividade sísmica do mundo
O Japão é considerado um dos países mais suscetíveis a terremotos, registrando, em média, um tremor a cada cinco minutos. O país está situado sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, faixa de intensa atividade sísmica e vulcânica responsável por grande parte dos terremotos registrados no planeta.

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De acordo com dados oficiais, cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6,0 ocorrem no Japão.
A região de Kumamoto já foi palco de uma das maiores tragédias recentes do país. Há dez anos, um forte terremoto deixou 275 mortos e 2.739 feridos, além de causar danos a milhares de edifícios, incluindo o histórico Castelo de Kumamoto, um dos principais cartões-postais da cidade.
Fonte: Agência Brasil