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Tem bicho novo no pedaço

Acostumados com atrações no Zoo Pomerode, os turistas e pomerodenses agora contarão com mais duas novidades, já que dois nascimentos marcaram os últimos dois meses no local. O casal de lhamas que já fazia parte do cenário do zoológico procriou e a cria nasceu no dia 07/06. A pequena Penélope…

19 de agosto de 2010

Acostumados com atrações no Zoo Pomerode, os turistas e pomerodenses agora contarão com mais duas novidades, já que dois nascimentos marcaram os últimos dois meses no local.
O casal de lhamas que já fazia parte do cenário do zoológico procriou e a cria nasceu no dia 07/06. A pequena Penélope já tem mais de dois meses e como narrou o veterinário responsável pelo Zoo, Marcus Vinícius Cândido, “se parece muito com o pai”.
As lhamas são mamíferos ruminantes típicos da América do Sul, pertencentes à família dos camelídeos. Quando domesticados, geralmente, servem para transporte e produção de lã, carne e couro.
Vivem com facilidade em baixas temperaturas, afinal, tem como habitat natural as Cordilheiras dos Andes. São animais aparentemente calmos e tranquilos, mas essa não é a maior verdade.
Eles podem ter sua irritabilidade aflorada em poucos instantes, como é o caso da mãe de Penélope. “Não da pra chegar muito perto que ela não gosta”, confirmou Marcus enquanto a equipe do JP entrava para tirar as fotos. “Mas o máximo que ela fará, é dar uma cuspida em vocês”, reafirmou rindo.
Os lhamas tem esse costume, ou seja, quando se sentem ameaçados, regurgitam o alimento e cospem no predador ou até mesmo em outros lhamas – com o intuito de intimidar. A gestação de Penélope durou cerca de 11 meses, assim como é típico da raça
A alimentação desta raça baseia-se em capim e mato, e na fase adulta chegam a medir 2,40m (variando entre 1,40m e 2,40m) e pesar até 150 kg. Penélope ainda é filhote, mas como foi criada sempre pelos pais, já pode ser vista pelos visitantes.
Caso oposto do pequeno Benjamin. O babuíno verde (Papioanubis) nasceu no dia 29/06, também em cativeiro. Porém, a outra babuína que estava na jaula ‘roubou’ o neném para ela. Sem leite para amamentá-lo, não conseguia suprir as necessidades de Benjamim.
Tentou-se ainda devolver o recém-nascido para a verdadeira mãe, que não aceitou mais o filhote. Os médicos veterinários então entraram em ação para salvar Benjamin. “As primeiras 48horas levei ele para casa, acordava de duas em duas horas para poder amamenta-lo. Não tenho filhos, então, a experiência foi única, sabia que teríamos que cuidar dele como se ele fosse um neném, e as semelhanças são muitas”, contou a bióloga Marcela Ahlfvandini, uma das ‘mães’ do macaquinho. Ele ainda conta com o apoio dois médicos veterinários, Rodolfo Bertoli e Alícia Hipólito.
Hoje, com um pouco mais de um mês de vida, Benjamin ainda está sob os cuidados dos médicos veterinários e biólogos do Zoo. Ele toma mamadeira sete vezes por dia, dadas pelos responsáveis durante o dia e a noite. “É como um bebê humano, de madrugada também precisa comer”, relatou o veterinário.
Benjamin nasceu com 550gramas e agora está com 902gramas, mas poderá chegar aos 25 kg na sua fase adulta. O babuíno recebe atenção especial dia e noite. Durante as manhãs e tardes, além das mamadeiras, o filhote toma banho de sol, que, segundo o veterinário “serve para fixação do cálcio no corpo dele” e recebe muita atenção, incluindo o banho de paninhos e a troca das fraldas, adaptadas ao seu tamanho e correspondente a metade de uma fralda normal, com um espaço destinado a calda. Já à noite, dorme em um ambiente climatizado a 30º, sempre acompanhado de perto pelo veterinário de plantão.
Contudo, apesar de todos os cuidados que Benjamin recebe, vai demorar bastante para que o público possa o conhecer fora dos bastidores do zoológico. “Quando ele tiver quase um ano, vamos colocar ele com os outros. Ainda vai ter um processo de adaptação e só a partir disso poderemos introduzir ele lá”, explicou Marcus.
Na área de visitação, espaço reservado aos macacos, o pai e a mãe de Benjamin estão junto com a outra babuína – a mesma que roubou o filhote da outra macaca para ela.
Os babuínos verdes, encontrados no zoo, têm como características a visão aguçada, facilidade em nadar e os hábitos são diurnos. Têm esse nome por sua semelhança com o antigo Deus egípcio Anúbis, representado sempre por uma cabeça de cão que lembra o rosto do babuíno.
Vivem sempre em grupos e seguem a linha de outros macacos, que sempre tem na liderança do bando o macho mais velho. Tem uma gestação que varia entre seis e sete meses, gerando sempre um filhote. A alimentação é feita de vegetais, frutas e pequenos animais. O primata, que é membro da família mais antiga do mundo (Cercopithecidae), pode ser encontrado em mais de 25 países africanos.
Benjamin foi o primeiro babuíno verde a nascer no Zoo Pomerode e é filho da babuína que foi trazida ao local por maus tratos. “A mãe dele foi a babuína que trouxeram ao zoo machucada, colocou-se até uma placa de platina no braço dela”, lembrou Marcus.

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