Teatro Mágico… a poesia prevalece!
Magia com toque de realidade. Realidade com toque de magia. O sonho e a realidade! O lúdico e a fantasia unidos ao sério debate sobre quem é o homem e a sociedade em que ele vive. Magia, beleza, cultura, questionamento. O dom de gerar a reflexão sobre o mundo que…
Magia com toque de realidade. Realidade com toque de magia.
O sonho e a realidade! O lúdico e a fantasia unidos ao sério debate sobre quem é o homem e a sociedade em que ele vive. Magia, beleza, cultura, questionamento. O dom de gerar a reflexão sobre o mundo que nos rodeia de forma singela. Assim é “O teatro mágico”, a arte em todas as suas extensões.
Se para tantos a correria do dia a dia não “deixa” tempo para refletir nem a respeito de si, tanto menos para refletir a respeito do todo, sobre a vida e as pessoas que as rodeiam. A Cia. Teatro Mágico trata dos conflitos dos seres humanos unindo elementos do circo, do teatro, poesia, música, política e o cancioneiro popular, traçando um paralelo entre o real e o imaginário.
O grupo criado em 2003, na cidade de Osasco, é uma ideia do ator, músico e compositor Fernando Anitelli. Com dois CDs e dois DVDs lançados, a trupe é capaz de promover cultura, discussão política envolvendo várias expressões artísticas, a linguagem musical e cênica, mas de forma acessível a adultos e crianças de todas as classes sociais. O resultado foi que o projeto, que teve como sua maior divulgadora a internet, atingiu fama nacional e conta com a aprovação dos diversos meios de comunicação, alcançando assim reconhecimento. Foi escolhido como o melhor Show Nacional de 2007 pelo guia da Folha de São Paulo, participando da novela “Viver a Vida” da Rede Globo, sendo considerado o principal projeto da música independente do Brasil nos últimos 10 anos e referência Latino-americana de case na internet entre tantos outros.
Acesso à cultura. É preciso levantar essa bandeira!
Se utilizando da temática de um sarau amplificado, a apresentação do grupo trabalha os mais diversos estilos musicais, canções regionais nordestinas, passando pelo samba e chegando ao rock e pop mundial. O palhaço tem por missão fazer rir e, ao mesmo tempo, ser o fomentador de discussões importantes, seja sobre política, cidadania ou educação. A Companhia Artística Teatro Mágico pode ser resumida como o espaço capaz de contar com as mais diversas manifestações artísticas.
Mesmo com um trabalho independente a Cia. Teatro Mágico é um sucesso. Só o primeiro CD teve mais de 200 mil cópias vendidas, mesmo divulgando a MPB (música para baixar), que defende o livre compartilhamento das músicas na Internet e a flexibilização dos direitos autorais. O CD vendido a preços populares é comprado mesmo as músicas sendo distribuídas de maneira gratuita pela internet. A divulgação da trupe é feita através da internet, apresentações e, é claro, pelos fãs.
Fernando Anitelli é um grande defensor de que todos devem ter acesso à cultura, defende a música livre e os artistas independentes. Assim, o lançamento do segundo CD foi marcado por uma caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo, do qual participaram mais de 800 pessoas, além dos artistas da trupe. Com megafone em punho, a turma defendia a ideia da liberdade. Todas as músicas do “Segundo Ato” foram disponibilizadas no mesmo dia para download gratuito. O CD físico só começou a ser comercializado uma semana depois.
Os Álbuns
A Cia. musical lançou seu primeiro CD em 2003. Ele foi o primeiro trabalho de Anitelli como artista solo. O álbum recebeu o nome de “O Teatro Mágico: Entrada para Raros”, numa referência ao best-seller “O Lobo da Estepe”, do escritor alemão Hermann Hesse. Depois de algumas apresentações, “O Teatro Mágico” deixa de ser apenas o nome do CD para dar nome à companhia artística. Assim, se tornou um espetáculo multiartístico, incorporando interpretações circenses, teatrais e poéticas das melodias. “Quando eu li sobre o Teatro Mágico do Hesse, percebi que era justamente aquilo que eu gostaria de montar: um espetáculo que juntasse tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo mais que a minha imaginação pudesse criar. O Teatro Mágico é um lugar onde tudo é possível” contou Fernando Anitelli.
O segundo álbum, “O Teatro Mágico: Segundo Ato”, foi lançado em 2009. Em uma fase mais madura da trupe, O Segundo ato discute o homem e a sociedade na qual ele se insere. Enquanto o primeiro CD fala sobre lutar pelos sonhos e ideais, o segundo discute como realizar isso.
O Lobo da Estepe
“O Lobo da Estepe” foi escrito por Hermann Hesse (1877-1962) e publicado em 1927. Mas só em meados dos anos 60 o romance virou moda. O autor que atingiu o auge nos anos 60 e 70 recebeu o Prêmio Nobel de 46.
“O Lobo da Estepe” não é um romance fácil, bem pelo contrário, é um livro absolutamente complexo, imaginativo e inovador para a época em que foi escrito. Um texto que oscila entre o simbolismo e o surrealismo. Um dos romances mais representativos do século 20, foi traduzido no Brasil por Ivo Barroso e publicado pela Editora Record em 1993.
Todo o problema do personagem do livro de Hesse é um permanente mal-estar cuja fonte é a inadequação do seu espírito à sociedade, à massa, à média e à vulgarização burguesa da vida e dos valores, daí o fato dele se identificar como “lobo da estepe”.
Aos 48 anos, aluga um quarto mobiliado na casa de uma senhora onde passa a viver isolado do mundo. É um intelectual misantropo. Suas andanças são ao mesmo tempo um mergulho simbólico dentro de si mesmo e uma redescoberta sensorial dos prazeres físicos.
Quando vai à rua, as coisas se sucedem como se ele estivesse sonhando ou alucinando e como se tudo dissesse respeito a si mesmo. Um mundo bem mais imaginário e simbólico do que real.