Strike a pose!
Modelo pomerodense conta sobre a carreira, a vida em São Paulo e sua participação no São Paulo Fashion Week. “Foi
incrível!”
Glamour. A palavra da moda. São flashes em todos os lados. Uma vida de poses, de carões. O título desta matéria faz referência à música “Vogue”, da cantora Madonna, que virou um hit do mundo das passarelas. “Faça uma pose”, diz a tradução. Frase que o pomerodense Caio Dalpiaz conhece bem. O modelo, de 23 anos, reside em São Paulo, e sai levando consigo o nome da cidade mais alemã do Brasil.
Caio fazia faculdade e levava uma vida comum com a família em Pomerode. Sua namorada já era modelo, e todos comentava que ele deveria seguir a profissão também, pois tinha jeito para isso. “Eu não pensava muito na ideia. Mas as pessoas próximas a mim sempre me diziam que eu deveria tentar. Então, em um momento que eu não estava tão contente com a minha faculdade, decidi arriscar. Fiz as malas e fui para São Paulo. Minha namorada já morava lá, e eu pensei que talvez fosse legal ficar mais próximo dela. No final, ela acabou indo viajar para outro país e fiquei por lá. Foi então que as coisas aconteceram”, comenta.
Ele conta que no começa da carreira, sentiu a dificuldade que todos têm. Encontrar trabalho. Mas assim que conseguiu, sentiu o gosto da profissão e então, decidiu que era isso que queria fazer da sua vida. “Assim que conheci esse mundo, já me encantei por ele. É muito diferente. Os trabalhos que realizamos são muito legais. Meu primeiro foi para uma revista, e soube que as fotos iriam sair na capa. Foi muito bacana ver o seu trabalho reconhecido. A profissão é um pouco incerta. Hoje você tem trabalho, amanhã pode não ter. Tudo é muito relativo, mas ao mesmo tempo, é muito gratificante”.
A parte de não possuir uma rotina estipulada é o que Caio mais gosta em seu trabalho. “É muito legal acordar e saber que seu dia será diferente de ontem. Nenhum dia é igual. Nenhum trabalho é como o outro. Não há uma rotina a se seguir, como entrar e sair de uma empresa em determinado horário. Temos coisas a cumprir, responsabilidades, mas é diferenciado. Além disso, o mundo da moda é fantástico. Você é o que é.”, explica. Entretanto, também existem as adversidades. “Existe muita concorrência, em especial para os modelos masculinos. Acontece por que, no Brasil, a maioria dos trabalhos ainda são destinados as mulheres, o que faz os homens concorrerem mais no mercado”, explica.
No ano passado, o pomerodense teve a oportunidade de participar do maior evento de moda do Brasil, o São Paulo Fashion Week (SPFW). E não é preciso palavras para mostrar o quanto este foi um momento importante para Caio. Quando ele abre seu portfólio, lá está ela, a pulseirinha do evento, guardada como uma lembrança de algo muito bom. “Foi a melhor experiência da minha vida. Em 2013 eu tinha sido escalado para participar, mas no fim acabou não dando certo. Já em 2014, eu nem estava esperando. Estava focado em outras coisas quando me disseram que tinham se interessado por mim. Fiz os testes e passei. Desfilei no casting da marca masculina do estilista João Pimenta. Fiquei muito feliz. Quando chegou o grande dia, eu fiquei bem nervoso. Quanto mais próximo do evento, mais o nervosismo subia. Quando chegou o meu momento de entrar na passarela e ver toda aquela estrutura, eu esqueci de tudo. Foram 10 segundos que eu nem pensava direito. E quando vi, tinha sido perfeito. É uma experiência inigualável”, exalta.
No fim de ano, Caio aproveitou para visitar a família em Pomerode. Para ele, morar em São Paulo é muito bom, mas estar em casa, com a família, curtindo a tranquilidade da sua cidade natal, também é ótimo. “Gosto de voltar para cá, rever a família e os amigos. São Paulo é a cidade que nunca para, tudo você encontra lá, e isso é muito bacana. Mas o conforto de Pomerode é sem igual”, realça. Ele comenta ainda que os pais ficaram preocupados quanto à carreira e a mudança, mas que hoje, são extremamente orgulhosos. “No começo eles relutaram um pouco sobre me mudar, pois temos uma imagem de uma São Paulo perigosa, mas nunca foram contra e sempre me ajudaram. Eles foram sensacionais. Apoiaram-me em todos os momentos. Sou muito grato a eles. E essa mudança só me fez crescer e aprender. Tinha muitas coisas que eu não fazia quando morava com meus pais e que, morando na metrópole, eu tive que aprender”, explana.
Caio ainda dá uma dica importante para quem deseja seguir essa carreira. “Primeiro, é preciso de uma avaliação profissional para ver se tem perfil de modelo. Para isso, o mais indicado é procurar uma agência séria para que eles possam dar o veredito. Tem muita gente por aí que quer se aproveitar dos outros e acaba cobrando por coisas desnecessárias. Além disso, é preciso ter em mente que vai passar por grandes mudanças. Ir para uma cidade grande, passar por dificuldades. É preciso ter cabeça. Se não, pode se perder, pois lá, também há muita gente de má índole. Precisa ter consciência”, conclui.