Sobe o número de casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina
Dois dos casos progrediram para óbito, sendo uma das vítimas de Gaspar e a outra de Lajeado do Sul, ambas teriam viajado para outro estado recentemente. Oito macacos adoeceram no mesmo período.
Subiu para sete o número de casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina, informou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (Dive/SES) nesta segunda-feira, 22. Os casos foram notificados entre 1 e 22 de janeiro.
Em dois dos casos suspeitos, as pessoas morreram. Uma das vítimas era uma moradora de Gaspar e a outra de Lajeado Grande. Os outros cinco casos são residentes de Joinville, São José, Lages, Criciúma e Timbó. Em todos os casos, as vítimas tiveram histórico de deslocamento para outros estados. Santa Catarina não tem casos de transmissão da doença dentro do estado desde 1966.
Os exames podem levar até 20 dias para ficarem prontos. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Paraná, é responsável pelos exames laboratoriais.
Pomerode não possui casos suspeitos, porém é importante que população se previna e tome determinados cuidados alerta a Técnica de Enfermagem da Vigilância Epidemiológica, Simone Silva. “É importante o uso de repelente, se possível, colocar telas nas portas e janelas e evitar o acúmulo de lixo e água parada”, ressalta.
A Vacina
A vacina contra a Febre Amarela pode ser feita gratuitamente na rede pública “ Cada frasco contém 5 ou 10 doses de vacina contra a febre amarela, e após aberto, podemos utilizá-lo por 6 horas. Cada município recebe uma cota mensal do Ministério da Saúde e se racionalizarmos a aplicação, podemos vacinar mais pessoas, evitando o desperdício”, afirma a Técnica em Enfermagem.
Neste ano, a vacina também entrou no calendário vacinal, para imunização de crianças entre nove e 10 meses e 29 dias e não possui grupos prioritários.
“A vacina confere importante proteção contra a Febre Amarela. Porém, estamos vacinando somente os casos indicados pelo Ministério da Saúde, de acordo com a nossa região”, exclama Simone.
Morte de macacos
O número de macacos que adoeceram neste mesmo período também cresceu. Entre 1 e 22 de janeiro deste ano, foram registradas oito mortes de macacos no estado, que ainda estão sob investigação.
O Dive, por meio de um Folder, informa que os macacos são como sentinelas da doença, pois vivem no mesmo ambiente que os mosquitos transmissores e são os primeiros a adoecer, alertando para uma possível circulação do vírus em determinada região. “Quando estão doentes a maioria dos macacos apresenta comportamento lento, costuma descer das árvores, fica perambulando pelo chão, tem dificuldades para se alimentar e morre em poucos dias”, informa o órgão, ressaltando a importância de comunicar imediatamente ao Serviço de Saúde do município a morte, ou mudança de comportamento, de macacos.
Ainda segundo o Dive, “a febre amarela é uma doença infecciosa e não contagiosa que se mantém endêmica ou enzoótica nas florestas tropicais dos continentes americano e africano, sendo transmitida ao homem mediante a picada de insetos hematófagos da família Culicidae, em especial dos gêneros Aedes e Haemagogus. As manifestações iniciais da doença são: febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. Quando a doença evolui para a forma grave, há um aumento da febre, diarreia, reaparecimento dos vômitos, dor abdominal, icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) e ocorre funcionamento inadequado de órgãos vitais como fígado e rins. A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença”.