Geral

Sinais

Por Carlos Erbs Jr.

28 de abril de 2011

A Lei Natural rege que os filhos morram depois de seus pais. Quando a ordem se inverte, parece que a dor se torna ainda maior. Pior ainda deve ser um pai ver um filho deixar a vida sem sequer se despedir e ainda presenciar todo a fatídico episódio que resultou na morte.
São momentos como deste fim de semana em Pomerode, onde um jovem de 14 anos morreu ao cair de parapente, após decolar do Morro Azul, em Timbó, que nos faz refletir sobre a vida e como as conduzimos O que era para ser dia feliz em família terminou em tragédia.
Culpado existe, mas esse não é o momento de apontar o dedo para ninguém e sim é a hora de refletir sobre a responsabilidade que muitas vezes temos sobre a vida das pessoas. Como nossos atos podem interferir no destino de outros e o que podemos fazer para não ser ter influentes.
Também devemos refletir sobre os nossos atos que nos colocam em risco. Subjetivismo à parte, não temos como precisar quando algo irá dar errado, mas muitos vezes devemos seguir alguns sinais que a vida nos dá. Seja um aviso, incisivo da mãe, o aconselhamento de um amigo ou até mesmo sinais da natureza, como um mau tempo que o impede de sair de casa.
Pode parecer balela, mas quando algo acontece é que percebemos quantos sinais foram dados para que o pior fosse evitado e no fim nada fizemos.
Às vezes um atraso pode salvar sua vida e evitar que você esteja fazendo parte de algum episódio mortal. Lembro-me de um filme sobre o 11 de Setembro, onde um leve atraso no café da manhã evitou que um dos personagens morresse na trama. Pura ficção? Sim, mas que muitas vezes acontecesse conosco e não nos damos conta de que poderia ser uma mensagem superior nos alertando do que está por vir.
Claro que o poder divino está acima da nossa vontade e quando chegar nossa hora, não teremos como evitar qualquer fatalidade. Porém, é indiscutível que muitas chances nos são dadas e daí, percebemos que não são somente os gatos que têm sete vidas.
 

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