Sentimentos ganham forma…
Transcrever emoções e sentimentos em textos de verso ou de prosa, escrever aquilo que muita gente queria dizer, mas não sabe ou não tem como dizer. Um escritor tem no caderno o melhor aliado, ali põe suas confissões, anota uma ideia e tudo isso depois pode se transformar em um texto que pode alegrar, que pode emocionar, prender e suspender o leitor.
Transcrever emoções e sentimentos em textos de verso ou de prosa, escrever aquilo que muita gente queria dizer, mas não sabe ou não tem como dizer. Um escritor tem no caderno o melhor aliado, ali põe suas confissões, anota uma ideia e tudo isso depois pode se transformar em um texto que pode alegrar, que pode emocionar, prender e suspender o leitor. A leitura pode nos levar a lugares jamais imaginados.
A escritora Neida Rocha passa por isso a cada palavra que é publicada, uma ansiedade em saber o que o leitor irá sentir quando terá para si aquela palavra que ela escreveu. “O que me chamou atenção esses dias é quando uma pessoa leu um escrito meu e ela disse: ‘eu queria ter escrito isso'”.
Empatia é a capacidade de sentir o que o outro está sentindo, não de forma materializada, mas sim de forma humanizada (Trecho da crônica Empatia, do livro Artigo Definido).
O início da vida literária de Neida foi quando publicou um poema em homenagem ao irmão que faleceu. Este poema Páscoa, foi publicado pela primeira vez em um jornal gaúcho.
Depois dessa primeira experiência, a escritora experimentou novos estilos textuais. Escreve contos, crônicas, romances… Para ela, estar presente em diversos estilos, é o que lhe fez receber várias premiações e menções honrosas (mais de 40). Ela é patrona na Feira do Livro de Canoas – cidade onde morou por alguns anos.
“Escrever é tão importante quanto respirar. Única diferença é que eu respiro em todo momento, mas escrevo em poucos”. A autora coloca que cada palavra publicada, depois que sai do pensamento do escritor, somente torna a ter significado quando proferida pelo leitor e que muitas delas ficam escondidas, guardadas na memória nunca imprimida do autor oculto, ou daquele que guardou seus escritos em uma gaveta.
O caminho para a escola era novo, ou melhor, era visto por um novo ângulo, pois neste ano podia ir para escola sozinho, sem depender de que os mais velhos o levassem (trecho do livro infantil Danilo, sua mochila e seus amigos).
Já vimos que muitos autores, grandes nomes da literatura brasileira, compunham obras literárias a partir de momentos pessoais, sentimentos e momentos da vida particular que interferiram diretamente no enredo. Frases, parágrafos, versos e estrofes em que se coloca para fora aquilo que sufoca, de tristeza ou de alegria. “Todo autor tem momento que chamamos de intimista, onde colocamos em nossas obras aquilo que sentimos”.
O ponto de partida de um poema, para Neida, é o que ela chama de “inspiração poética”. “Normalmente para escrever um poema, estou no escuro, de olhos fechados e escrevo aquilo que me vem”. Nesses 32 anos desenvolvendo atividades de escritora, ela escreveu alguns textos que, conforme ela descreve no prefácio do livro Mestre Interior, ao fechar os olhos as mãos apenas se moviam e com a caneta em punho dali saíram algumas mensagens que constam no referido livro.
Nem só de amor vive uma poesia. Fatos, objetos, músicas, cenas, plantas… Tudo pode servir de inspiração para Neida. “Poema, muitas vezes é lembrado como algo de amor. Não é so de amor que eu escrevo. Escrevo sobre tudo”.
Para os autores que ainda não despontaram, ou simplesmente escondem as suas palavras no fundo das gavetas, a escritora recomenda divulgar primeiro na sua cidade, procurar espaços em coletâneas e fazer-se viver da escrita, deixar que ela também faça parte de outras pessoas.
Portanto, o segredo do bem viver é ter prazer nas atividades realizadas (trecho da crônica Vida Simpes, do livro Artigo Definido).
Era Páscoa!
Tu te foste sem um adeus,
sem uma despedida.
Tu te foste sem palavras.
Tu és sempre
motivo de lágrimas,
pois cada vez que em ti penso,
os meus olhos brilham
e há sempre
uma lágrima
querendo rolar.
Tu fizeste muito,
mas muito mais
poderias ter feito.
Como Jesus,
tinhas seguidores!
Era Páscoa!
Como Jesus,
que ressuscitava,
tu morrias
e nascias para
a Vida Eterna!!!