Sem médico
Unidade de Saúde de Testo Alto encontra- sem médico deste março deste ano. A comunidade pede por uma solução.
Uma mãe preocupada, que procurou atendimento médico para a filha de quatro anos que estava com problemas de saúde. Ela vai até o Posto de Saúde próximo a sua casa em busca de um médico para encontrar uma solução. Chegando lá, a enfermeira lhe informou que o local estava sem médico há dois meses e que ela deveria procurar o hospital, caso ela quisesse receber o atendimento. Essa foi a situação vivida por uma moradora de Testo Alto.
Semanas depois, esta mesma moradora se depara com outro problema. Sua mãe, que sofre de reumatismo, necessitava de pronto atendimento médico devido as fortes dores que estava sentindo. Novamente o posto de saúde informou que estavam sem médico e que ela deveria aguardar na fila de espera para que pudessem marcar o exame.
A saúde é uma necessidade básica do ser humano e que é garantida por lei. Porém, desde março, a Unidade de Saúde da Família Nelson Riemer, localizada em Testo Alto, está sofrendo com a falta de um profissional médico clínico geral para atendimento no local. Os moradores estão consternados com a situação, já que o atendimento no local se tornou demorado e escasso.
De acordo com a secretária de saúde, Waltraud Hinkeldey, desde março deste ano a médica do posto de saúde teve de ser afastada por motivos de saúde. Na Unidade de saúde Nelson Riemer do bairro Testo Alto, a médica da equipe saúde da família, a Dra. Claudia, que atua nesse estabelecimento está em tratamento de saúde, e desde março está de licença.
Com a falta de um médico para atender a comunidade, os moradores da localidade encontram-se em situação crítica. De acordo com um morador de Testo Alto, o atendimento é demorado, sendo que ele mesmo já chegou a esperar cerca de dois anos para que uma consulta fosse realizada. Há alguns anos, precisei marcar uma consulta devido ao meu problema de hipertensão e demorou quase dois anos para que eu pudesse ser atendido. Isso é um grande problema. Se eu estou passando mal, e vou até o posto de saúde para me consultar, eu tenho que marcar primeiro a consulta para outro dia. Onde ficam os nossos direitos? Se eles não me atendem aqui, sou obrigado a ir para o hospital, porque outra unidade não pode me atender. A situação é difícil. Eu mesmo prefiro não utilizar os serviços prestados por eles, devido a essa falta de qualidade, explana.
A demanda espontânea é reservada aos usuários que apresentam problemas de saúde subitamente e pelos sintomas não podem aguardar agendamento (febre, vômito, desmaios, crises hipertensivas… entre outros). E, em caso de necessidade e ter a solicitação de atendimento negada? O que fazer? A secretária explica. Sempre que o usuário tiver necessidade de atendimento deve dirigir-se à Unidade de Saúde para ser avaliado inicialmente pela equipe de enfermagem e orientado. Se a situação não for urgência poderá receber a orientação de agendar consulta ou retornar no dia seguinte às 7h para atendimento no período da demanda espontânea. Em horário em que a Unidade de Saúde estiver fechada ou em risco de morte, deve-se procurar o pronto socorro do HMRT. O serviço de ouvidoria da Prefeitura 3387-7234 está à disposição dos munícipes para reclamações e sugestões, explica a secretária.
Entretanto, a Waltraud diz que o Posto de Saúde da localidade está sendo atendido por uma médica da equipe de Secretaria de Saúde, e que ela estaria encarregada das consultas que estão sendo marcadas com o tempo. Mas ainda assim, há um grande número de pessoas que aguardam na fila para conseguir o atendimento. A comunidade está sendo atendida por uma médica Clínica Geral, a Dra. Sandra, que fica lá todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 11h30min. Temos uma lista de espera sim, mas os agendamentos estão sendo feitos, as urgências e emergências estão sendo encaminhadas ao Hospital local, e se houver algum encaminhamento para especialidade estamos viabilizando via PPI, explica ela.
Para outro morador da localidade, esta condição é desconhecida. De acordo com ele, sua filha teve de procurar a unidade de saúde por duas vezes este ano e em nenhuma delas conseguiu marcar o exame que precisava. Minha filha foi a este posto duas vezes, procurando marcar a consulta que lhe havia sido solicitada. Lá, eles disseram que não poderiam estar marcando nenhuma consulta pois não havia um médico para realizar os exames. Não lhe encaminharam a outro médico. Disseram que ela deveria aguardar, explica ele.
Uma moradora da localidade, procurou a redação do Jornal de Pomerode para contar o que haviam dito a ela no dia em que ela procurou ser atendida pelo médico do posto. Eu liguei lá pedindo para marcar uma consulta com o clínico geral, e a enfermeira me disse que não poderiam estar marcando, pois a unidade estava sem médico. Então eu perguntei qual era o procedimento e ela me disse que poderiam me colocar em uma fila de espera, onde minha senha seria o número 339. Ela disse que estavam atendendo o número 153 e que até então, ela não tinha a certeza de uma data para marcar meu exame. Fui recomendada pela enfermeira a buscar atendimento particular, já que pelo posto de saúde seria demorado demais, lembra.
De acordo com Waltraud, as especialidades são agendadas e encaminhadas a especialistas. Os casos de ortopedia, cardiologia, geriatria, pediatria e ginecologia também estão sendo agendados em nossas ESFs, com os profissionais especialistas da Secretaria de Saúde. Ainda quando temos algum atendimento especial, a Dra. Ana, Diretora Técnica, sempre está auxiliando. Existe também uma espera para renovação de receita controlada, mas também estamos conseguindo regularizar a situação aos poucos, esclarece.
Ainda não há previsão da contratação de um medico para o período integral na unidade de saúde. Mas a secretária afirma que medidas já foram tomadas para que a situação se normalize. A Secretaria de Saúde já colocou um anúncio no site da Cremesc para contratação de médicos, mas até o momento não obtivemos êxito, finaliza.