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Sem limites para o desrespeito

Foi através de um apelo em uma rede social que o crime foi revelado. A sede do Grupo Escoteiro Pomerano foi, pela segunda vez, alvo de furto. Desta vez, além da invasão, os pisos que seriam utilizados para a reforma dos banheiros foram levados.

17 de agosto de 2017

Foi através de um apelo em uma rede social que o crime foi revelado. A sede do Grupo Escoteiro Pomerano foi, pela segunda vez, alvo de furto. Desta vez, além da invasão, os pisos que seriam utilizados para a reforma dos banheiros foram levados. “Na primeira, arrombaram o escritório, de onde furtaram um computador, um ar condicionado e materiais de atividades. Tanto o computador quanto o ar condicionado, recém havíamos recebido de doação. Na segunda, invadiram e levaram os pisos. Infelizmente, agora, o projeto atrasará, visto que necessitamos investir novamente na compra”, revela Gilberto Mota, integrante do grupo.

A situação, porém, não traz apenas prejuízos materiais. O trabalho realizado pelo grupo, durante todo o ano, tem como objetivo orientar e trazer aos jovens participantes questões como ética, respeito, cidadania. E, a cada contratempo, o trabalho é prejudicado. “Esta situação é muito lamentável. Fica difícil entender o porquê destes elementos furtarem de um grupo que desenvolve um belo trabalho para a sociedade. Talvez eles não saibam que todas as ações e conquistas do grupo são uma soma de trabalho voluntário, mensalidades dos pais e doações. Cada desfalque barra uma nova ações e projeto. Apesar da frustração e do sentimento de revolta, daremos a volta e reconquistaremos o que nos foi subtraído”, ressalta Mota.

Por conta dos crimes, o local conta com videomonitoramento constante. “Depois do primeiro furto, instalamos um sistema de monitoramento que, grava 24 horas por dia, vários pontos da sede. Já verificamos nas imagens que o local é muito frequentado durante o dia e à noite. Por ser mais ‘retirado’, as pessoas frequentam para usar drogas, manter relações sexuais e, é claro, alguns para furtar. O que chama a atenção, é o fato lamentável das pessoas não tomarem o cuidado na descrição de seus atos. Deixam preservativos usados, pontas de cigarros, ‘baseados’ e garrafas de bebidas tudo à mostra e jogados em acessos onde os jovens frequentam.

Toda semana, no dia que antecede as sessões, visitamos a sede justamente para recolher tudo, a fim de os jovens não terem contato. Mas já aconteceu de nos depararmos com crianças (nossos lobinhos) com preservativos nas mãos e questionando a origem”, comenta.

Na questão da prevenção, os grupo se reuniu com a diretoria para tratar sobre o assunto e ações visam a segurança. De imediato, porém, a questão do bom senso, aliada a placas de orientação, acesso e informativos acerca do grupo, serão colocadas na região.

Quanto ao crime praticado, as medidas cabíveis já estão sendo efetuadas. “As gravações são de 24 horas durante os sete dias da semana e temos uma capacidade de armazenamento de imagem de mais de 30 dias. Já temos várias imagens de pessoas que frequentaram a sede fora dos horários de funcionamento e, inclusive, de suas ações no local. Registraremos um boletim de ocorrência e disponibilizaremos todas as imagens para que sejam tomadas as devidas providências”, completa Mota.

O trabalho realizado pelo grupo 

Mas, se por um lado o grupo enfrenta situações do tipo, por outro, o trabalho realizado pelos integrantes é motivo de orgulho e alegria. “Mesmo diante destas adversidades, o Grupo Escoteiro Pomerano está cada vez mais sólido. A cada dia, recebemos novos jovens integrantes, bem como a participação ativa dos pais.

Hoje, estamos com uma estrutura muito bem definida dentro dos princípios e métodos escoteiros. Apesar de sermos um grupo ainda muito jovem, com apenas cinco anos, já temos visão e maturidade para afirmarmos que praticamos, de fato, escotismo. Vale ressalvar que o grupo possui uma equipe de voluntários (chefe) da mais alta qualidade, sejam em seu caráter e ou comprometimento, com os princípio e propósitos do movimento”, frisa.

E para auxiliar nos trabalhos realizados, o grupo está estruturando uma comissão de pais voluntários. “Nas próximas semanas, divulgaremos algumas iniciativas para buscar recursos. Tão logo definido, apresentaremos para a comunidade, empresas e poder público”, ressalta.

O convite para participar e conhecer as atividades do grupo permanece a todos os interessados. “Estamos de portas abertas para receber a comunidade, para que conheçam nosso grupo. Tragam seus filhos para conhecer o movimento e surpreenda-se. Nos reunimos todos os sábados, das 14h30min às 17h, na rua Alvin Blank, fundos, atrás do Pavilhão de Eventos”, finaliza Mota.

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