Seleção Brasileira Feminina de Punhobol é vice-campeã mundial
Equipe juvenil feminina volta para o Brasil com título inédito na competição e muita experiência na bagagem
Entre os dias 21 e 24 de julho, em Nuremberg, na Alemanha, foi realizado o Mundial IFA Sub-18 de Punhobol 2016. E, compondo a Seleção Brasileira, estavam as atletas pomerodenses Emanuelli Scarduelli e Larissa Krueger.
Mais uma vez o Brasil foi destaque em um Mundial Juvenil de Punhobol. Após quatro dias de jogos, as equipes brasileiras conquistaram a medalha de bronze, no masculino, em uma vitória contra a Suíça, por quatro sets a zero, além da medalha de prata, no feminino, após perder para a Alemanha por quatro sets a dois.
Levando o nome de Pomerode para o mundo, as meninas, que treinam sob o comando de Egon Henrique Kerscher, já carregam uma bagagem de conquistas e agora trazem mais um título importante para casa. Motivo este de orgulho para os pais, amigos e toda comunidade pomerodense. “Por muito pouco não conseguimos realizar nosso sonho de ser campeãs mundiais. Estou muito feliz, pois somos a melhor seleção juvenil do Brasil de todos os tempos. Nenhuma chegou na final como nós chegamos. Representar o Brasil em um campeonato mundial é inexplicável, cantar o hino brasileiro junto à torcida é sensacional, foi uma experiência muito boa e agora basta treinar para que nos próximos mundiais consigamos o título”, comenta Larissa. “Participar de um mundial é um sentimento único, pois conhecemos muitas pessoas e uma cultura diferente. Tivemos muitas emoções, como chorar de alegria na semifinal, e chorar de tristeza quando não alcançamos o objetivo. Demos tudo dentro de campo, tivemos que ter muita concentração para que a gritaria da torcida adversária não pudesse nos deixar tensas, pois estávamos fazendo uma final com o time da casa. É claro que todas nós também ficamos extremamente felizes com a conquista, pois nosso time é muito novo ainda”, completa Emanuelli.
Para Egon, o resultado é fruto do longo trabalho realizado com as atletas. “Como treinador das meninas estou muito feliz, principalmente por ser uma final inédita. Dos seis mundiais femininos, foi a primeira final. Dava para chegar, tudo dependia da cabeça delas. A seleção da Alemanha era muito forte, mas poderíamos ter ganho. Como treinadores procuramos não apontar defeitos, quem está fora vê de uma maneira diferente. Esse título vem da solidificação do Punhobol. É um esporte que vem diminuindo, infelizmente, mas o feminino vem com uma crescente muito boa. Em breve, se for feito um trabalho bem estruturado, tem tudo para conquistar o título, quem sabe no próximo mundial. Agora é dar continuidade ao trabalho. Nosso time está se encaminhando de uma forma muito boa, tem tudo para crescer”, finaliza o treinador do Punhobol pomerodense.