Segurança em Santa Catarina
A maior varejista de móveis e eletroeletrônicos de Santa Catarina teve um prejuízo de R$ 200 mil em pouco menos de três meses devido à assaltos e arrombamentos em suas lojas. Em entrevista à Agência Adjori de Jornalismo, o presidente da rede, Nilso Berlanda, disse que cogita fechar a unidade de São José, na Grande Florianópolis, que sofreu quatro ocorrências nesse período.
A maior varejista de móveis e eletroeletrônicos de Santa Catarina teve um prejuízo de R$ 200 mil em pouco menos de três meses devido à assaltos e arrombamentos em suas lojas. Em entrevista à Agência Adjori de Jornalismo, o presidente da rede, Nilso Berlanda, disse que cogita fechar a unidade de São José, na Grande Florianópolis, que sofreu quatro ocorrências nesse período.
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Sérgio Medeiros, que participa do Fórum Nacional do Comércio, falou à Agência Adjori em Brasília e afirmou que a situação ocorre em todo o estado, especialmente no Litoral. A Polícia não está fazendo o seu dever de casa, apesar de nós termos colaborado e feito ações preventivas conjuntas em todas as regiões, agindo de forma pró-positiva, mas a Polícia não está fazendo a parte dela, disse Medeiros.
A unidade da Berlanda em São José foi inaugurada em abril deste ano, marcando uma nova estratégia da rede, que estendeu seu plano de expansão às grandes cidades do Estado. Mas a violência registrada desde julho vem assustando os diretores da empresa. É difícil suportar a situação. Registramos todas as ocorrências, mas não temos segurança, lamenta Berlanda.
A maioria das ocorrências acontece nas lojas do litoral – além das quatro em São José, houve outras em Itajaí, Canelinha, Piçarras e mais duas na região Oeste. Os assaltos geralmente são praticados no horário do almoço, quando há menos funcionários nas lojas. Os produtos mais visados são celulares, computadores, máquinas fotográficas e TVs de telas menores.
O presidente da FCDL, Sérgio Medeiros, lembrou em Brasília que quando o César Grubba assumiu a Secretaria de Segurança nós fomos e nos oferecemos para colaborar, numa atitude pró-ativa. Ele nos passou para o comandante da PM, o coronel Nazareno Marcineiro, como o qual fizemos diversas reuniões e elaboramos uma estratégia de prevenção. Elaboramos inclusive uma Cartilha e os lojistas do Estado foram treinados, em mais de 50 palestras, para se preparar e evitar dar oportunidade aos assaltantes.
Para Medeiros, este trabalho com a PM teve bons resultados porque os comerciantes passaram a se prevenir, mas não houve a contrapartida do Governo, que não fez a parte dele. É preciso mais efetivo, policiamento ostensivo, e principalmente falta à Polícia fazer um trabalho de Inteligência, ficando à frente dos assaltantes e chegando antes deles. Depois da loja assaltada, tudo fica difícil, o prejuízo é certo: nossos varejistas não suportam mais essa situação.