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Secretaria de Saúde participa da programação do Dia Mundial de Combate à Aids

A Secretaria Municipal de Saúde realizou na segunda-feira, dia 1 de dezembro, programação em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Aids.

4 de dezembro de 2003


A Secretaria Municipal de Saúde realizou na segunda-feira, dia 1 de dezembro, programação em comemoração ao Dia Mundial de Combate a Aids. Uma banca foi montada ao lado da Farmácia Farmalan, onde equipe da secretaria distribuía folhetos educativos e com orientações a respeito da doença, modos de prevenção e números. Também foram realizadas demonstrações do uso da camisinha, tanto masculina como feminina.


Na rua Luiz Abry, em frente ao Restaurante Schroeder, houve um pedágio com distribuição de sacolinhas de lixo para carros, com o símbolo da Aids, contendo panfletos orientativos e uma camisinha. Em Pomerode, há 15 pessoas portadoras do vírus em tratamento na Unidade de Saúde. No Brasil, os números da Aids, atualizados até setembro deste ano, apontam o registro de 19.373 novos casos nos últimos nove meses ? sendo 5.762 deste ano e 13.611 relativos a 2002.


A grande preocupação do Ministério da Saúde, é o aumento do número registrado em heterossexuais, sendo que a incidência entre masculinos heterossexuais supera 65% das notificações. Já entre as mulheres, as transmissões por relações sexuais passam de 90% das notificações. 


Enquanto isso, mantém-se a redução dos casos devido à transmissão por uso de drogas injetáveis e a manutenção dos números em relação à transmissão homossexual, em todas as regiões. O aumento da Aids entre homens heterossexuais tem feito o Ministério da Saúde ampliar as ações para este segmento. Por este motivo, está sendo criada uma cartilha voltada para o público masculino de 40 a 50 anos, que apresenta mais resistência ao uso do preservativo.


Nos próximos meses, serão distribuídos 300 mil exemplares, em estádios de futebol, fábricas, obras de construção civil, portos e outros lugares de grande aglomeração masculina. Outra forma de atingir os heterossexuais é a campanha de incentivo ao diagnóstico Fique Sabendo, desenvolvida pelo Ministério da Saúde, e que está hoje em curso.


O objetivo da mobilização nacional é dobrar, a cada ano, o número de testes do HIV realizados no Brasil, atingindo 100% das gestantes e alcançando os cerca de 400 mil brasileiros que podem ter o vírus da Aids e ainda não sabem. Com o diagnóstico precoce, o tratamento é iniciado mais cedo, garantindo maior sobrevida aos infectados, sem evolução para casos de Aids.


Governo vai aplicar mais US$ 100 milhões em ações de prevenção e tratamento


O programa de combate à Aids do Brasil foi considerado modelo em âmbito internacional. E para o desenvolvimento e continuidade nas ações de prevenção e tratamento das DST e Aids no Brasil, o Aids III, o Governo Federal assinou, no dia 27 de novembro, o novo acordo de empréstimo com o Banco Mundial. O valor fixado para o empréstimo será de US$ 100 milhões e o Governo Federal terá uma contrapartida de US$ 100 milhões. Ao todo serão investidos US$ 200 milhões. O acordo com o Banco Mundial, é responsável por 8% dos gastos com Aids do Ministério da Saúde. As ações do Projeto Aids III começam a ser implementadas em dezembro deste ano, com vigência de três anos (2003 a 2006). Os recursos se destinam a aumentar a capacidade de combater a epidemia de HIV/Aids e reduzir o seu impacto.


As principais metas do acordo são: melhoria da cobertura e da qualidade das intervenções de prevenção e assistência; fortalecimento dos gastos do Programa com o monitoramento e avaliação das ações; e  introdução de novas tecnologias no campo de vacinas e tratamento.


Aids I e II   O Projeto Aids II, implementado em 1998 e concluído em junho de 2003, foi de US$ 300 milhões (US$ 165 milhões do Banco Mundial e US$ 135 milhões da contrapartida dos Governos Federal, Estadual e Municipal. O projeto foi executado em 100%). Os Acordos de Empréstimos foram estratégicos para a implantação da infra-estrutura do Programa Brasileiro de Aids e logo após houve um envolvimento maior com os serviços de saúde do país e com as áreas de Vigilância Epidemiológica, Prevenção, Assistência e Desenvolvimento Institucional. O Aids I foi iniciado em 1994 e terminou em 1998, com um total de US$ 250 milhões, sendo US$ 160 milhões do Banco Mundial e US$ 90 milhões do Governo Federal.

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