Secretaria de Saúde lança campanha contra piolho
Pediculose do couro cabeludo, ou piolho do cabelo, como é mais conhecida, é uma doença causada pelo piolho Pediculus humanus capitis.
Pediculose do couro cabeludo, ou piolho do cabelo, como é mais conhecida, é uma doença causada pelo piolho Pediculus humanus capitis. Atinge pessoas de qualquer idade, sexo, raça ou nível social. Crianças em creches e escolas são mais afetadas. Com esta preocupação, a Secretaria de Saúde, juntamente com os médicos Nelson Quinto e George Schüstz, iniciou nesta semana um trabalho de prevenção e combate a doença.
Aproveitando o período de vacinação das crianças de zero a cinco anos contra a poliomielite, a Secretaria estará disponibilizando material explicativo e orientação médica aos pais que forem vacinar seus filhos. Quando necessário, será destinado às famílias a medicação de uso oral, após avaliação médica, para combater a doença.
O piolho é um inseto muito pequeno e resistente, que não voa, não pula e tem seis pernas curtas que se agarram ao cabelo. Alimenta-se do sangue das pessoas e vive em torno de 20 a 30 dias. A fêmea coloca de sete a dez ovos por dia.
Por sua vez, as lêndeas são os ovos do piolho, pequenos, de cor clara e presos firmemente aos fios de cabelo. Devem ser retirados o quando antes, já que são eles os responsáveis pelo nascimento de outros piolhos.
O contágio acontece de uma pessoa para outra por contato físico direto (cabeça a cabeça, jogos, brincadeiras, chamegos, abraços), ou ainda, através do uso coletivo de objetos como: toalhas, chapéus, bonés, lenços de cabelo, almofadas, escovas de cabelos, travesseiros, entre outros.
O sintoma clínico mais característico da doença é a coceira intensa no couro cabeludo, principalmente na região da nuca e atrás das orelhas. Como conseqüência, resulta em feridas causadas pelo ato de coçar; ínguas, infecções e anemia; baixo rendimento escolar; desconforto e vergonha devido ao preconceito.
Descobre-se que se está com a doença quando se sente coceira muito forte no couro cabeludo; quando são achadas lêndeas com aspecto esbranquiçado presas aos fios de cabelo; encontro dos piolhos em movimento (mais difícil); a presença de feridas infectadas no couro cabeludo (ato de coçar).Formas de tratamento:
* Nunca usar querosene, neocid ou qualquer outro inseticida (produtos tóxicos).
* Lavar o cabelo com xampu ou loção própria, receitada pelo médico. Repetir o tratamento em uma semana para eliminar lêndeas resistentes.
* Para retirar todas as lêndeas, aplicar diariamente nos cabelos uma mistura de água morna e vinagre em partes iguais (1:1), abafando por 30 minutos. Em seguida, passar o pente fino e deixar os piolhos e lêndeas numa bacia com vinagre para que sejam mortos.
* Lavar lençóis, roupas, lenços de cabelo e bonés em água fervente e depois passar tudo com ferro bem quente.
* Ferver objetos pessoais como presilhas, pentes e escovas de cabelo.
* Tratar todas as pessoas de convívio mais próximo da pessoa infestada.Como evitar o piolho?
* Conservar os cabelos limpos e bem penteados, de preferência presos.
* Não deixar os cabelos úmidos por muito tempo e prendê-los somente quando estiverem secos.
* Inspecionar a cabeça diariamente a procura de piolhos e lêndeas.
* Passar frequentemente o pente fino.
* Evitar contato com pessoas infectadas.
* Não usar coletivamente ou emprestar chapéus, bonés, roupas, pentes, escovas de cabelo, presilhas, entre outros objetos de uso pessoal.Orientações gerais:
Não se deve ter vergonha de ter piolhos, porque estes não significam falta de higiene. Procure ajuda o mais rápido possível para evitar que a doença se espalhe. É muito importante avisar a escola, amigos e família quando os piolhos são encontrados.
O ideal é que a criança infectada seja afastada da creche até que não haja mais nenhum piolho ou lêndea na cabeça. O acompanhamento de casos / surtos deverá ser feito pela Unidade de Saúde local. Nunca use medicamentos sem receita médica.