Schornstein e Leuven lançam a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal
Lançamento foi realizado nesta semana, na própria Schornstein
Foi lançada, oficialmente, na segunda-feira, 09 de dezembro, a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA). A marca é o resultado de uma fusão entre a Schornstein e a Leuven, de Piracicaba (SP). Foi necessário um ano de estudos e estruturações das duas partes para a criação da CBCA, oficializada no dia 26 de outubro. A partir de agora, serão acelerados os processos de unificação das operações e colocadas em prática as estratégias conjuntas.
Para o CEO da CBCA, Gustavo Barreira, a união das duas marcas pretende levar ainda mais qualidade aos consumidores do Brasil, por meio da união das forças. “A Leuven está prestes a completar 10 anos e tem a predominância do estilo belga, além de já ter o DNA da inovação, com rótulos com realidade aumentada e uma comunidade forte de 632 investidores. Então, cumprimos o desafio de promover a junção destas duas culturas únicas, gestão profissional e governança própria. A Schornstein e a Leuven também têm em comum a chaminé e o nascimento em unidades menores, fazendo, depois, a restauração de patrimônio histórico, trazendo valor e memória para a cidade”, afirma, garantindo que a união já vem obtendo um bom grau de sucesso, até o momento.
Para o consumidor, Schornstein e Leuven seguem com produtos e identidades distintas. Para o mercado, uma série de facilidades geradas pela unificação será sentida nos próximos meses. “Ganharemos agilidade, dinamismo e vamos fortalecer ainda mais o potencial das duas marcas”, afirma Barreira.
A Schornstein é uma das pioneiras no mercado nacional de cervejas artesanais. Chegou ao mercado em 2006 e, hoje, está em mais de dois mil pontos de vendas. Entre os destaques da linha, estão rótulos premiados nacional e internacionalmente. Um dos exemplos é a IPA, que figura entre as mais conhecidas do país.
A cervejaria nasceu da ideia de três pomerodenses, após um curso de MBA, como conta um dos fundadores, Luiz Selke. “Depois de percebermos a possibilidade do negócio, eu, Gilmar Sprung e Klaus Roeder bolamos a ideia de fazer a cervejaria em Pomerode, na cidade mais alemã do Brasil. E buscamos um cervejeiro genuinamente pomerodense, para fabricar uma cerveja realmente pomerodense. Nosso mestre cervejeiro teve um curso em Munique, na escola superior de cerveja e veio, de início, com quatro fórmulas”, relembra Selke.
Ele também afirma que é um prazer ver a semente que eles plantaram se tornar algo de tamanha relevância. “A evolução da empresa, neste cenário, não foi fácil, pois quase não há espaço para o crescimento. Então, migrar de uma nano-empresa até a situação de agora, foi uma estrada arduamente caminhada. Foram vários projetos interessantes, até percebermos a necessidade da junção de forças, com um grupo de São Paulo. Porém, manteremos a identidade das cervejarias”, ressalta.
O outro sócio fundador, Gilmar Sprung, enaltece a continuidade da identidade pomerodense da Schornstein. “A CBCA já é uma realidade e queremos reforçar cada vez mais o sentimento de propriedade. A Schornstein é nossa, assim como de todos os pomerodenses. Mas com a CBCA temos ganhos de logística, em uma fusão de empresas boas. A CBCA nasceu com endereço-sede em Pomerode, aqui é o escritório, então, o pomerodense tem que se sentir feliz, por ter outras marcas de outros municípios, com a sede em Pomerode. Temos certeza de que uma linda história está sendo escrita, com várias novidades muito boas vindo nos próximos meses e anos. O nosso propósito é levar boa cerveja ao brasileiro e, o mais importante, sem deixar de produzir cerveja artesanal”, frisa Sprung.
Já a Leuven é reconhecida pela inovação não só nos produtos, mas também, na gestão. Foi a pioneira no Brasil a captar recursos através de um equity crowdfunding, que possibilitou, através de mais de 600 sócios, os investimentos na fábrica. Seus produtos já conquistaram mais de 15 medalhas, entre elas, seis no World Beer Awards.
A CBCA já representa um portfólio de 30 produtos e nasce com uma capacidade produtiva que pode chegar a 280 mil litros ao mês, com sedes no Sul e no Sudeste do país.
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