Sarampo: Há com o que se preocupar?
Durante a semana passada, dois casos de sarampo foram novamente registrados no país. O estado do Rio Grande do Sul ficou em alerta, e pela proximidade, Santa Catarina também. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil está livre da doença desde 2000, contudo assim como o vírus da poliomielite, em…
Durante a semana passada, dois casos de sarampo foram novamente registrados no país. O estado do Rio Grande do Sul ficou em alerta, e pela proximidade, Santa Catarina também.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil está livre da doença desde 2000, contudo assim como o vírus da poliomielite, em outros países o vírus ainda circula, podendo então, chegar ao país. O Ministério afirma que todos os casos registrados nos últimos dez anos no território nacional, foram de vírus importados de outros lugares do mundo. Todos estes novos casos já são esperados pela vigilância de saúde, que age anualmente no combate a doença.
Foi o que aconteceu com os dois casos gaúchos. Dois irmãos, 11 e 12 anos, passaram alguns dias em Buenos Aires, e trouxeram de lá a doença. Como são alérgicos a ovo, não receberam a vacina contra a doença. Mas, para o Ministério da Saúde, esses são casos isolados, e que foram imediatamente detectados pela vigilância em saúde brasileira.
Para evitar a proliferação do vírus no país, algumas medidas foram tomadas, como a coleta do sangue para definição do vírus, busca de casos suspeitos em todas as unidades de saúde, avaliação da cobertura vacinal, e notificação à Secretaria Municipal de Saúde do local onde a doença foi verificada e nas demais das regiões que podem ser atingidas pelo vírus.
O sarampo é uma doença viral, infectocontagiosa que é transmitida através de secreções respiratórias. A doença costuma permanecer até o quarto dia após o aparecimento de erupções, mas o tempo de incubação é de oito a 12 dias. Sua extinção aconteceu devido à vacina, mas ainda em todo o mundo, o vírus atinge mais de 40 milhões de pessoas anualmente, causando inclusive, dois milhões de mortes.
Os principais sintomas são a febre alta, a tosse rouca e persistente, coriza, conjuntivite e a fotofobia (medo de luz). Após esses sintomas, surgem ainda manchas brancas na boca e avermelhadas na pele, atingindo do rosto até os pés do infectado.
O tratamento é apenas sintomático e a única forma de prevenir a doença é tomando a vacina, que está disponível e prevista no calendário de vacinação do país.
A recomendação do Ministério da saúde é reforçar a vacinação aos que ainda não tenham recebido a dose, que pertence a rotina do calendário infantil, e tem cobertura de mais de 99% no Brasil. Em 2008, inclusive, foi realizada a Mobilização Nacional para a Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita, estas, com a vacina que também combate o sarampo. Nesta campanha, 67,9 milhões de brasileiros foram imunizados, portanto, apesar da doença ter sido considerada um pequeno ?surto?, todas as pessoas que já receberam a vacina podem ficar tranquilas a cerca da doença.
Já as que viajarão para o exterior nos próximos dias, devem verificar a carteira de vacinação para verificar se a mesma está em dia, a fim de evitar o contágio com qualquer outro vírus já extinto no Brasil e que existe no exterior.