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Santa Catarina teve segundo maior volume de chuvas do mundo

As chuvas que castigaram Santa Catarina no último fim de semana causaram o desalojamento de mais de 41 mil pessoas e deixaram cerca de 4 mil desabrigados. Mas de acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, os números ainda estão em atualização.

1 de junho de 2015

As chuvas que castigaram Santa Catarina no último fim de semana causaram o desalojamento de mais de 41 mil pessoas e deixaram cerca de 4 mil desabrigados. Mas de acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, os números ainda estão em atualização. Foram 41 o total de cidades afetadas oficialmente. Dos municípios atingidos, 18 decretaram estado oficial de emergência: Joaçaba, Palmitos, Itapiranga, Videira, Herval do Oeste, Capinzal, Presidente Castelo Branco, Lageado Grande, Piratuba, Planalto Alegre, Irá, Irani, Rio do Sul, Cordilheira Alta e Águas de Chapecó. Balneário Rincão e Ibicaré são os municípios mais recentes que informaram ocorrências devido as chuvas no estado. Ibicaré já confirmou Decreto de Situação de Emergência. As regiões Oeste, Meio-Oeste e Exremo Oeste foram as que mais sentiram os efeitos das chuvas nos últimos dias. O volume de chuva desde o dia 23 de junho superou a marca de 400 milímetros. As duas cidades que registraram maior precipitação foram Mondaí e Chapecó.

O volume do Rio Itajaí-Açú, em Rio do Sul, estabilizou em 9,42 metros e a previsão é que não passe de 10 metros. Em Taió, às 11h, o rio estava com 8.64 metros e, em Rio do Oeste a leitura do mesmo horário aponta 9.25 metros.

Na segunda-feira, 29 de junho, em Ituporanga o Rio Itajaí do Sul estava com volume de 2,7 metros às 11h e de 7.87 metros em Blumenau. O Rio do Peixe, no Meio Oeste catarinense, registra 8.64 metros. No Extremo Oeste, em Itapiranga, o Rio Uruguai tem nível de 14,8 metros. Os municípios de Águas de Chapecó e São Carlos estão em processo de manutenção e a comunidade se organiza para limpar a cidade. Até segunda-feira a água ainda estava 12 metros acima do nível normal, mas já está no leito do rio.

Ainda no domingo, a situação de Lages, na serra catarinense também começou a ser normalizada. Durante a madrugada, o nível do Rio Carahá, que atravessa a região central da cidade, baixou cerca de um metro. Mas na segunda-feira, a água continuava fora do leito e invade ruas e casas de cinco bairros da região.

 

Riscos de deslizamentos – Mesmo com o cessar das chuvas ainda há riscos de escorregamentos. Os maiores volumes foram registrados em Chapecó (421mm), Mondaí (425mm), Joaçaba (345mm), Ouro (293mm) Ibiam (286mm), São Miguel do Oeste (285mm) e Águas Frias (270mm).

A Defesa Civil de Santa Catarina recomenda que a população fique atenta a fatores como movimentos de terra ou rochas nas proximidades de suas residências, bem como inclinação de postes e árvores e rachaduras em muros ou paredes. Neste caso, é recomendável que a família saia de casa e acione a Defesa Civil municipal ou o Corpo de Bombeiros.

 

Previsão – Segundo os meteorologistas da Somar, a chuva vai dar uma trégua na região. As instabilidades perdem força e uma condição de tempo mais firme retorna aos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, mas ainda com ventos fortes e sensação de frio. Na quarta-feira, o sol ainda predomina no Sul do país, mas na quinta-feira tem nova mudança no tempo, com a volta da chuva.

 

Rodovias danificadas – Segundo nota divulgada no portal da Defesa Civil de Santa Catarina, a Polícia Rodoviária Federal – PRF continua monitorando as rodovias do estado. Vários pontos apresentam problemas devido às chuvas que castigaram Santa Catarina no mês de junho. A PRF informou que na BR-280 – Km 93 há interdição, em Corupá. A situação é a mesma registrada no primeiro evento climático desse mês. O trecho ainda apresenta problemas. Já na BR-153, no Km-118, a ponte no trecho que faz divisa com o Rio Grande do Sul está interditada.

Ainda na BR 153, o Km-49, em Vargem Bonita está com interdição. Há 10 Kms do cruzamento entre as BRs-282 e 153 há queda de barreira. Já na Rodovia BR-158, em Palmitos existe interdição na Ponte do Rio Uruguai. Também está interditado km 271, da BR-282, em São José do Cerrito. Em Vargem, o KM 293 há um trecho com muitos buracos, fissuras e depressões, com degraus de até 60 centímetros. Em caso de dúvida, a PRF está de plantão no telefone 191.

Já as Rodovias Estaduais possuem muitos pontos danificados. A SC-155, no Km-70,1, em Xanxerê, o asfalto foi danificado, por isso o trânsito está interrompido. O Km 156 da SC-350, em Caçador possui depressão na pista. A Polícia Militar Rodoviária Estadual afirmou que na SC-465, no Km-15, em Macieira registrou deslizamento de pista, por isso está interditada.

O relatório da PMRV aponta que o km 33, na SC 390, em Ipira possui depressão na pista e por esse motivo está com o tráfego interrompido. Já na SC-155, Km-133,95, em Itá o trânsito está interrompido devido danos da malha viária. Em Luzerna, o Km-65, 7, na rodovia SC-453 possui rachadura na pista. Existe ainda deslizamento no km-73, da SC-155, em Xanxerê. Situação que mantém o trânsito interditado.

O cenário de problema também é visível na SC-283, KM-30,8, em Concórdia. Há depressão na camada asfáltica e por isso, o trânsito está em meia pista. Na mesma rodovia, em Avoredo, no Km-69,8 a PMRV registrou deslizamento de deslizamento de terra e a flux foi interrompido Ainda na SC-283, próximo a ocorrência de deslizamento, existe uma depressão na pista. Diante da situação o fluxo foi mantido em meia pista.

Trecho interrompido após ter sido afetado por deslizamento na SC-155, Km-3, em Xanxerê. Todos os pontos apresentados passam por análises dos departamentos de infraestrutura do Estado e da União, responsáveis pelo gerenciamento da malha viária que corta o Estado Catarinense. A PMRV atende a população através do telefone 198.

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