Economia

Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações de carnes e supera US$ 2 bilhões em faturamento

Estado registrou o melhor resultado da história nos cinco primeiros meses de 2026, impulsionado pelas vendas de carne suína e de frango para mais de 150 mercados internacionais

10 de junho de 2026

Foto: Divulgação/Portonave

Santa Catarina alcançou um marco histórico no setor agropecuário ao registrar o melhor desempenho já observado nas exportações de carnes durante os cinco primeiros meses de um ano. Entre janeiro e maio de 2026, o estado exportou 883,7 mil toneladas de carnes, incluindo frango, suínos, bovinos, perus, patos e marrecos, gerando US$ 2,01 bilhões em receitas.

Os números representam crescimento de 7,4% no volume exportado e de 12,1% no faturamento em comparação ao mesmo período de 2025, consolidando o melhor resultado da série histórica para o intervalo. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, destacou que o resultado é reflexo da credibilidade conquistada pelo estado ao longo de décadas no controle sanitário e na qualidade da produção agropecuária.

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“Santa Catarina possui um patrimônio sanitário reconhecido internacionalmente, que abre portas para mercados exigentes e fortalece a competitividade das nossas carnes no exterior. Esse resultado histórico é fruto do trabalho conjunto dos produtores, agroindústrias e do sistema de defesa agropecuária do estado”, afirmou.

Carne suína alcança melhor resultado da série histórica

No acumulado de janeiro a maio, Santa Catarina exportou 308,4 mil toneladas de carne suína, gerando US$ 771,2 milhões em receitas. Os números representam aumento de 3% em volume e de 6,3% em faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.

Com esse desempenho, o estado atingiu o melhor resultado da série histórica para os cinco primeiros meses do ano, tanto em quantidade exportada quanto em receitas obtidas com as vendas externas.

Exportações de frango superam US$ 1,1 bilhão

A carne de frango também apresentou resultados expressivos. Entre janeiro e maio, Santa Catarina embarcou 543,1 mil toneladas do produto, gerando US$ 1,15 bilhão em receitas.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 9,4% no volume exportado e de 13,5% no faturamento. O resultado representa o maior valor já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997, além do segundo maior volume exportado para os cinco primeiros meses do ano.

Presença em mais de 150 países

Atualmente, as carnes produzidas em Santa Catarina chegam a mais de 150 destinos internacionais. Entre os principais mercados compradores estão Japão, Coreia do Sul, União Europeia, China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Países Baixos.

As exportações para a União Europeia possuem registros desde 1989. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a presença consolidada nesses mercados é resultado da confiança construída ao longo dos anos.

“Isso é reflexo da confiança construída ao longo de décadas na qualidade e na segurança dos produtos do Estado”, destacou.

Pioneirismo sanitário fortalece competitividade

O desempenho das exportações está diretamente ligado ao reconhecimento sanitário conquistado por Santa Catarina. Em 2007, o estado foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação. Já em 2015, recebeu o status de zona livre de peste suína clássica.

Além disso, Santa Catarina registra a menor incidência de brucelose bovina do Brasil e está entre os estados com menor incidência de tuberculose bovina.

Outro diferencial é a rastreabilidade animal. O estado foi o primeiro do país a implantar a identificação individual de todos os bovinos e bubalinos, garantindo maior controle sanitário e monitoramento da cadeia produtiva.

A combinação entre rigor sanitário, rastreabilidade e qualidade da produção tem sido apontada como um dos principais fatores para a expansão das exportações catarinenses e para a manutenção da confiança dos mercados internacionais mais exigentes.

Fonte: Agência de notícias SECOM

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