Samae apresenta novo equipamento para usina de reciclagem
Recentemente, o Samae adquiriu um equipamento que vai permitir a obtenção de dados estatísticos com relação aos lixos orgânico e reciclável recolhidos pela autarquia. O Samae de Pomerode é uma das únicas autarquias do estado a possuir essa tecnologia.
Recentemente, o Samae adquiriu um equipamento que vai permitir a obtenção de dados estatísticos com relação aos lixos orgânico e reciclável recolhidos pela autarquia. O Samae de Pomerode é uma das únicas autarquias do estado a possuir essa tecnologia, que tem como finalidade modernizar a usina de reciclagem e trazer transparência ao processo de carregamento dos caminhões que transportam o lixo aos seus destinos corretos.
Antes de ter a balança, o caminhão precisava ser pesado primeiro em uma outra empresa, voltar à usina, ser carregado e, então, ir de novo para a outra empresa ser pesado, além de um funcionário da empresa precisar ir junto e acompanhar a operação, tornando todo o processo demorado e oneroso. Agora, com o novo investimento, a promessa é tornar tudo mais ágil e barato.
Com o novo equipamento, o processo de separação e pesagem do lixo vem para dentro da usina, não sendo mais necessária a contratação de um serviço terceirizado para realizar a tarefa, o que barateia a operação.
A nova balança custou R$ 134.700,00 e todo o recurso utilizado para comprá-la foi arrecadado ano passado, no final de 2016. O processo licitatório foi feito e a balança pôde ser comprada. “Quando assumimos a autarquia este ano, demos continuidade ao trabalho, principalmente com relação aos contratos e acompanhamento do processo de compra”, explica Ricardo Campestrini, presidente do Samae.
Segundo Campestrini, com as estatísticas mais detalhadas, é possível se ter uma noção melhor dos números relacionados ao lixo reciclável e ao orgânico, trabalhando de diversas maneiras com eles. Uma delas seria mostrar com mais clareza à população o quanto nós produzimos de lixo na cidade, principalmente o orgânico, cerca de 340 toneladas e, a partir daí, estimular a redução.
A destinação correta dos resíduos orgânicos, ainda de acordo com o presidente do Samae, é extremamente onerosa, principalmente quanto ao fato de precisar ser transportado para um aterro sanitário em Timbó.
“Precisamos inverter a questão dos lixos produzidos, diminuir o orgânico e tornar o consumo de reciclável o maior. A partir do momento que temos uma balança como esta, que fornece dados, podemos conscientizar melhor as pessoas. O lixo orgânico produzido hoje é somente um custo, cerca de R$ 28 mil, só para podermos depositar o lixo em Timbó. Quanto menor o consumo de lixo orgânico, menor será o custo e mais nós poderemos investir na usina, com o lixo reciclável, que vai nos produzir receita”, ressalta Campestrini.
Um exemplo para o retorno que vem através do lixo reciclável é o leilão. Até o mês de abril, aproximadamente R$ 180 mil foram arrecadados em lixo reciclável.
