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Resgate das típicas expressões pomerodenses

Iniciativa de alunos da escola Dr. Amadeu da Luz traz à tona expressões comuns em bailes realizados na cidade

6 de setembro de 2018

Resgatar as gírias e expressões comumente utilizadas pelos pomerodenses quando frequentam as tradicionais festas na cidade. Esta é a proposta do curta-metragem produzido pelos alunos do 7º ano A da E.B.M Dr. Amadeu da Luz, intitulado “Coisas que Pomerode fala no Baile”, que será lançado, oficialmente, no dia 12 de setembro.

O vídeo é parte de um projeto que surgiu há três anos, na disciplina de Língua Portuguesa, lecionada pela professora Scheila Maass, quando foi trabalhado o conteúdo de variações linguísticas. “Naquele momento, decidi fazer com os alunos um ‘Dicionário de sobrevivência em Pomerode’, com termos comuns da nossa região, especialmente, pelo fato de ela ser bilíngue. Então, por sugestão da Dona Lorizete, tecnóloga educacional, que me mostrou o vídeo ‘Coisas que a Serra fala’, decidimos tornar nosso dicionário um curta-metragem”, conta a educadora.

Assim, foram feitas gravações, em 2015 e em 2016, com três turmas diferentes. Em 2017 não houve, porque a professora não lecionou para os sétimos anos, que tinham este conteúdo. Porém, a iniciativa retornou em 2018, através de uma iniciativa dos próprios alunos do 7º ano A. “Neste ano, o interesse partiu deles mesmos, visto que eu não tinha planejado isso. Não conseguia pensar em um tema novo, que fosse diferente. A sugestão de fazer do baile também partiu deles. Há duas alunas cujos pais têm banda”.

Novamente, produziram um vídeo, depois de elaborarem um roteiro coletivo, intitulado “Coisas que Pomerode fala no Baile”. Scheila também explica como foi o processo de pesquisa de informações que seriam utilizadas no roteiro. “Os alunos fizeram a pesquisa como tarefa, junto aos pais e avós, a fim de levantar situações e vocabulário que pudessem ser utilizados na construção coletiva do roteiro”. Cerca de um mês foi necessário para que o vídeo ficasse pronto, desde a ideia inicial, até as gravações.

Para a professora de Língua Portuguesa, o principal objetivo desta iniciativa é fazer com que os alunos percebam as variações linguísticas que os rodeiam e saber respeitá-las, como parte de um país multicultural, como é o Brasil. Além disso, o trabalho é uma forma de incentivar a preservação cultural.

“Uma vez que se percebe a língua que está à nossa volta e que em localidades de bilinguismo social esses code-switching e code-mixing são comuns, acaba o preconceito. É a nossa forma de falar, sim, e ela é resultado de uma mistura de línguas, processo muito comum em regiões onde circula mais de uma. Não pode ser considerada um erro. Temos de desmitificar essa ideia de que o que se fala aqui não é nem alemão, nem português. É  apenas diferente! Línguas de imigração em contato com outras, locais, acabam se intercambiando, por conta da diferença espacial e temporal”, explica Scheila.

E como o projeto vem fazendo sucesso, provavelmente haverá novas edições de vídeos, com novos temas ou novas maneiras de se trabalhar esse conteúdo. Se, no ano que vem, as novas turmas mostrarem interesse, Scheila garante que haverá novas coisas a serem colocadas e revela a surpresa pela iniciativa da turma deste ano.

Por fim, a professora agradece aos apoiadores do projeto, para que ele fosse concretizado. “Gostaria de agradecer o apoio incondicional da escola; da Dona Lori, com todo o aparato tecnológico necessário; ao Salão Belz, por nos ceder, gentilmente, as instalações em uma tarde de gravações; e aos alunos, sem eles, o projeto não teria acontecido ‘de novo, mais uma vez’. Convidamos a comunidade a assistir nosso curta no lançamento, dia 12 de setembro, às 19h, na escola Amadeu da Luz”, finaliza Scheila.

 

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