Repensando o traje típico alemão
Estilista e professora, Gisele fala sobre o traje típico alemão e como dar a ele um ar de modernidade
O traje típico é uma herança cultural muito forte na região sul do Brasil. Aqui no Vale Europeu ganham destaque pelas festas típicas que acontecem, principalmente a Oktoberfest e a Festa Pomerana.
A ideia de fazer um curso para repensar a produção de um traje típico, surgiu da Avip em parceria com o Orbitato (curso sem data definida). A proposta do curso é repensar o traje em diferentes tecidos, aviamentos e em pequenos detalhes, sem mudar o traje por completo. “Os trajes que usamos aqui tem referência com os trajes usados na região da Baviera, no sul da Alemanha. O estilo do traje é caracterizado pela região onde mora. Eles surgiram como uniforme para as camponesas.Cada aldeia tinha as suas características”, explica a professora Gisele Fausel.
O nome do modelo mais visto nas festas típicas da região se chama dirndl, sem tradução para o português, ele é composto por uma saia, uma blusa que pode ser com ou sem manga, um colete e um avental, esse com muito significado. A localização do nó irá dizer seu estado civil. O nó do lado esquerdo significa que é solteira. O nó do lado direito significa que é casada ou comprometida e o nó para trás, significa que é viúva ou está trabalhando na festa.
Tanto na Alemanha quanto no Brasil o traje já sofreu algumas alterações desde que começou a ser usado pelas camponesas, sempre procurando um ar mais moderno. Além da busca por algo novo e contemporâneo, o acesso a alguns materiais e especialmente o clima diferenciado, pede criatividade para não fugir totalmente das características básicas de um bom traje. O comprimento da saia, por exemplo, não deve ser mais curta que quatro dedos acima do joelho e a blusa pode ser de manga longa ou curta mas nunca de barriga de fora. Já o colete ou cinto é opcional, mas se for usado deve seguir o estilo típico. O avental é opcional e o sapato deve ser fechado. “Dentro destas regras, dá para se construir coisas lindas, sem perder a essência de um verdadeiro traje, mas com tecidos e aviamentos diferentes e que agregam ainda mais valor as peças e os acessórios”, complementa Gisele.
Sobre a estilista – A paixão da professora Gisele Fausel pelos trajes típicos começou na infância, quando frequentava os desfiles da Oktoberfest. Esse gosto aflorou na idade adulta na busca de peças mais elaboradas. A professora também ministra outro curso chamado, “Venha Costurar” no Instituto Orbitato, um curso com aulas semanais, onde os alunos aprendem a costurar e modelar, o que for da sua vontade, e no seu tempo.