Geral

Religião e motivação aos pacientes

 Sempre ligado aos preceitos religiosos, a continuação das práticas religiosas ainda é uma marca do hospital. No início, as irmãs eram quem comandavam o ambiente, mas com o passar do tempo e o aumento da necessidade de profissionais, o espírito do HMRT foi mudando. Ao mesmo tempo, a palavra acolhedora…

15 de setembro de 2010

 Sempre ligado aos preceitos religiosos, a continuação das práticas religiosas ainda é uma marca do hospital. No início, as irmãs eram quem comandavam o ambiente, mas com o passar do tempo e o aumento da necessidade de profissionais, o espírito do HMRT foi mudando.
Ao mesmo tempo, a palavra acolhedora que a religião traz (e muitas vezes conforta) ainda faz parte dos corredores, já que diariamente a presença dos membros da comunidade luterana levam mensagens aos internados. ?A gente sempre tem o hábito de dizer que não é um hospital, e sim um hotel de recuperação, você está ali para descansar?, confirmou o pastor Adelsir Sturzbecher, que atua atualmente junto à paróquia do hospital.
Não é qualquer pessoa que pode fazer esse trabalho, explica. ?As senhoras da OASE, sempre visitam de duas em duas os leitos, também irmãs da igreja católica vão até os quartos e eu, normalmente passo cantando e alegrando os internos?. O motivo dessa visita por todas as religiões, segundo ele, é para atender todas as pessoas, seja qual for sua religião. ?Nosso intuito é levar uma palavra amiga aos que necessitam independente da sua crença?.
O capelão do hospital é responsável também pela motivação dos pacientes. ?A intenção é atender todo mundo de uma forma justa, única?. Para ele, o atendimento no HMRT é mais humano que nos demais. ?Todos os hospitais passam por situações difíceis, mas o que seria de Pomerode sem ele??.
O questionamento apresentado por ele ainda remete pelo tratamento recebido no hospital, já que aqui os pacientes são tratados como cidadãos da cidade, não como apenas mais um, ?Em Blumenau ele são qualquer um, aqui não, eles são tratados como família?. Acredita-se que com o contato entre a religião e os pacientes são benéficas aos pacientes, que são consultados se desejam ou não receber as mensagens.
Para ele, este trabalho espiritual, de cantar nos corredores, ir visitar os leitos, tem um retorno que gera uma gratificação impagável. ?Nós sabemos que não é fácil fazer visitas para pessoas que estão fragilizadas física ou espiritualmente. Mas a gente se alegra em poder ajudá-las. Tem algumas que apenas com o sorriso já agradecem, e creio que esse é um dos gestos mais bonitos que nós podemos receber. A gente pode passar algo bom, e essas pessoas se sentem mais fortalecidas?.

Notícias relacionadas