Geral

Recuperação: paciência e força de vontade

Era manhã de quarta-feira, dia 12 de setembro, até que a tão esperada alta médica aconteceu. No entanto, o adeus ao Hospital São Lucas, localizado em Pato Branco/PR, foi dado apenas na tarde de quinta-feira, dia 13. Minha mãe, Noimira, e eu, passamos as quase nove horas seguintes, dentro de uma ambulância para, até que enfim, chegar em casa. Meu pai e minha irmã caçula voltaram de táxi.

1 de junho de 2015

Era manhã de quarta-feira, dia 12 de setembro, até que a tão esperada alta médica aconteceu. No entanto, o adeus ao Hospital São Lucas, localizado em Pato Branco/PR, foi dado apenas na tarde de quinta-feira, dia 13. Minha mãe, Noimira, e eu, passamos as quase nove horas seguintes, dentro de uma ambulância para, até que enfim, chegar em casa. Meu pai e minha irmã caçula voltaram de táxi.
A sexta-feira seguinte foi marcada por visitas de familiares e amigos que vieram prestar apoio à minha família. No final de semana, minha amiga Natália, junto com minhas professoras, Andrea e Viviane, também vieram me visitar.
Na segunda-feira comecei com a fisioterapia, executando exercícios realizados em casa pela fisioterapeuta Fabiana. Os remédios ainda fazem parte da minha rotina, mas agora em doses menores.
Em relação aos estudos, ainda não voltei a frequentar a aula. As atividades desenvolvidas na escola são repassadas pelas colegas de classe. Eu ainda tenho uma semana de atestado e tenho que retornar para a escola na segunda-feira, dia 01 de outubro.
Sou destra e, devido ao acidente, não possuo mais os movimentos do lado direito. Agora, por causa da fisioterapia, já consigo andar sozinha, mas preciso recuperar os movimentos do braço direito e firmar, ainda mais, minha perna.
O acidente que, antes me causou desespero, agora é uma motivação para ser enfrentada de frente. Eu espero contar com o apoio e a ajuda dos amigos na escola, para que me auxiliem na recuperação. Sempre fui ansiosa e agora sei que tudo acontece por um motivo e que devo aprender com isso.
A minha rotina em casa, agora, depende dos meus pais. Atividades antes realizadas com independência e de maneira ágil, agora dependem do auxílio da família.
Quando o acidente ocorreu e estávamos no Paraná, a preocupação de familiares e amigos foi mais um motivo pelo fortalecimento da recuperação. Possuo, atualmente, 14 anos, e a experiência e superação que tenho vivido me tornou adulta antes do tempo. No entanto, é com fé, força e dedicação aprendi uma grande lição: a vida é única e merece ser bem cuidada.

Palavra de mãe
A continuação do atendimento médico está sendo aguardado pelo SUS. No entanto, o agendamento com um neurocirurgião foi marcado apenas para novembro. Devido a situação, esse tempo não pode ser aguardado e a família teve que realizar uma consulta particular, em Blumenau. De acordo com a mãe de Naiara, as despesas com o tratamento estão sendo custeadas pela família.

O Acidente
O acidente ocorreu no dia 10 de setembro, quando a família voltava de Saudades do Iguaçu/PR, visitando a família do pai. Uma hora e meia após iniciar a viagem, o acidente ocorreu, na PRC 280, em Palmas/PR. O veículo que seguia sentido Palmas ao trevo do Horizonte, chocou-se no barranco e capotou após o motorista perder o controle do carro.

Notícias relacionadas