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Raimundo Colombo faz balanço do seu governo em 2013

No dia 20 de dezembro, às vésperas do recesso de fim de ano, o Governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, concedeu entrevista à Agência Adjori de Jornalismo, na Casa da Agronômica, em Florianópolis, a fim de realizar um balanço das atividades à frente do Executivo catarinense.

1 de junho de 2015

No dia 20 de dezembro, às vésperas do recesso de fim de ano, o Governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, concedeu entrevista à Agência Adjori de Jornalismo, na Casa da Agronômica, em Florianópolis, a fim de realizar um balanço das atividades à frente do Executivo catarinense. Além disso, Colombo falou de temas ligados ao governo, como a revitalização de rodovias, saneamento básico e segurança. Também esteve em pauta a perspectiva para 2014, no que se refere à execução de obras e assinaturas de convênios. A entrevista contou com a participação de representantes dos jornais associados à Adjori/SC de diversas regiões do estado, entre eles, Jornal Metas (Gaspar), Jornal Em Foco (Brusque) e o Jornal de Pomerode.

Agência Adjori – Qual é o balanço de 2013? Fazendo uma retrospectiva de cada setor, especialmente daqueles que integram o Pacto por SC.

Governador Raimundo Colombo – Nossa avaliação do ano de 2013 é que ele foi, com certeza, o melhor dos três anos de governo, em que nós pudemos viabilizar investimentos importantes e resolver problemas históricos. Conseguimos pagar algumas dívidas que tinham juros muito altos, como para o BNDS, com um empréstimo contratado com taxa de 14,4% de juro ao ano. Nós pagamos um bilhão de reais para zerar essa dívida. Conseguimos resolver o passivo com a OAB, no valor de R$ 100 milhões. Metade já foi paga e até abril será quitado o restante.

Conseguimos, de fato, terminar o ano bem na questão financeira, honrando todos os compromissos. Para se ter ideia, nós repassamos 100 milhões de reais em bolsas de estudos para ajudar ensino superior. São coisas muito importantes. Fizemos bem esse aspecto operacional.

Em nível de investimento, batemos todos os recordes. Nós investimos, neste ano, com recursos do tesouro, mais de 1,5 bilhão de reais. É o maior volume da história de Santa Catarina. A gente investiu, mais ou menos, um bilhão de reais pelo Pacto. Então o sistema avançou muito. A área que mais avançou foi a infraestrutura. Noventa por cento das obras previstas no Pacto já receberam ordem de serviço. Algumas nós estamos inaugurando, outras já começaram e outras estão começando a partir de agora. Então são obras estruturais fundamentais.

O Sistema Prisional também avançou bastante. Estamos entregando mais 600 vagas em Criciúma, que é a Penitenciária Sul; a de Joinville, que é a Penitenciária Industrial, terá uma ampliação grande; a Penitenciária de Itajaí, da Canhanduba, a gente fortaleceu muito. Nós temos mais uma série de projetos que em janeiro e fevereiro serão entregues e nós vamos aumentar mais de 3 mil vagas. Ficamos com duas pendências grandes: a unidade de Florianópolis, que a gente precisa tirar daqui e inaugurar a nova penitenciária de Imaruí; e a de Blumenau que a gente concluiu a escolha do terreno e estamos apenas na fase de regularização ambiental e a compra do terreno para começar uma nova unidade.

A questão da Saúde, com o novo plano, nós aumentamos muito, melhorou bastante. Ainda está longe do que nós precisamos chegar, mas de fato, a gente avançou. Exemplo: o Hospital Celso Ramos fazia em média, 300 cirurgias por mês. Com o sistema de produtividade, nós estamos chegando a 900. Em Ibirama, nosso hospital melhorou muito, e todos os outros estão dando uma resposta melhor. As obras dos hospitais também estão avançando. O Hospital de Joaçaba acredito que em abril a gente já entrega o prédio pronto. O de São Miguel do Oeste está funcionando muito bem. Acho que é um dos grandes hospitais de Santa Catarina hoje. No final de janeiro a gente já entrega o de Xanxerê. O Tereza Ramos, em Lages, está indo num ritmo bastante acelerado, embora vá ficar pronto dentro de um ano. O Marieta Konder Bornhausen de Itajaí e o de Chapecó também. Estamos entregando no dia 8 de janeiro o Hospital Florianópolis. O Hospital do Câncer eu acredito que a gente termine em maio. Então, essas obras todas estão encaminhadas.

Na educação, 57% das escolas, representando cerca de 600 unidades educacionais, estão recebendo ordem de serviço para melhorias. Até fevereiro, 94% do plano estará em execução. São dados muito positivos.

Para a área de Segurança Pública, foram adquiridos 1,7 mil carros. As fábricas já entregaram cerca de mil e, até o final de janeiro, o restante será entregue. O programa é muito bom, com orçamento de bilhões de reais. Foram investidos até agora cerca de um bilhão, representando apenas 10%. A previsão de 2014 é de investir mais 30% deste valor. Depois tem 2015, 2016… Tem obra que vai até 2017 dentro desse programa de investimento, que é o maior que Santa Catarina já teve até hoje.

AA – Qual a perspectiva para 2014?
GRC – A maior obra de todas em Santa Catarina é a geração de emprego. Nós batemos todos os recordes da nossa história. Hoje, Santa Catarina tem o segundo melhor nível de emprego do mundo. Só Singapura está como nós abaixo de 3%. Hoje o nível de desemprego em Santa Catarina é menor que 3%. É um dado realmente espetacular, mas é evidente que nós temos muitas coisas a fazer. Eu acho que duplicar rodovias, como a de Brusque – Itajaí, fazer a estrada do Corvo Branco, terminar a restauração da Ponte Hercílio Luz, terminar os hospitais.

A mobilidade das cidades. A via Guilherme Reis, em Blumenau, é uma estrada fantástica, ela é indispensável para resolver todo o problema de trânsito daquela região. A duplicação de Guaramirim à Jaraguá é indispensável que seja feita com rapidez, a conclusão do acesso à Chapecó, que eu acho que até abril deve terminar, é uma obra indispensável. Terminar a Ponte Hercílio Luz e melhorar o trânsito da região da Grande Florianópolis é essencial. As obras de aeroporto também. Todas elas devem funcionar, e, para isso, toda segunda-feira a equipe é reunida, uma por uma, e trata de todas essas obras. O que pontualmente avançou, o que faltou, se surgiu um obstáculo, qual o obstáculo, como resolvê-lo. Estamos fazendo um acompanhamento também com câmeras nas principais obras que transmitem a imagem instantânea para que a gente veja se isso está ocorrendo dentro do planejado. Se a informação que a gente tem, as fotos que recebemos, estão condizentes com a realidade, para que possamos aumentar a eficiência do Governo.

Na área social, temos um programa bem arrojado. Agora, todas as secretarias municipais de Assistência Social ganharam veículos. Estamos fazendo mais de 100 órgãos de atendimento ao idoso e às pessoas carentes dos bairros. Então é um conjunto muito grande.

AA – Ano de eleições. Qual seria uma possível composição de palanque para 2014?
GRC – A política é muito dinâmica. Às vezes você prevê uma coisa e acontece outra e todo dia tem uma alteração, uma mudança. A nível nacional, como eu já afirmei, eu sou muito grato a presidente Dilma. Ela foi e é uma parceira importante de Santa Catarina para resolver problemas importantes do nosso estado, como o crescimento econômico, a geração de emprego e o desenvolvimento com investimentos para o setor público. Então eu me aproximei da presidente Dilma e é meu desejo apoiá-la. Isso não significa uma aliança com o PT. Pelo que eu percebo, o PT teria dificuldade de fazer aliança. O nosso pessoal também tem dificuldades. Eu entendo que a gente tem que avançar e olhar para frente, mas eu quero manter a aliança com o PMDB, que é um parceiro importante e leal. Nós estamos construindo juntos o sucesso, e as dificuldades também superamos em conjunto. É muito importante isso. O PP sempre nos ajudou durante o governo. Foi leal, foi correto e está disponível para construir uma aliança e eu entendo que isso também é positivo. Tem partidos importantes, como o PR, o PTB e nós temos conversas para avançar e fazer uma aliança que fortaleça a governabilidade.

Jornal Metas (Gaspar) – Jornalista Giovanni Ramos
Jornal Metas
– Os hospitais filantrópicos de Santa Catarina estão sofrendo com problemas financeiros. O Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Gaspar, é um deles. O Governo estadual planeja algum tipo de suporte anual para estas instituições?

GRC – Nós temos ajudado bastante o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mas a verdade é que eles estavam com problema de gestão, agora assumiu uma nova direção. Eu recebi esses dias um relatório bem mais ambicioso, mas tem que haver um sistema de trabalho, nós estamos pagando por produtividade, por exemplo, pagávamos R$ 400 o leito de UTI, passou para R$ 800, pra podermos estimular a abrir UTIs. Nós passamos a pagar o Rede de Urgência e Emergência um valor muito maior, então conforme o serviço prestado o Hospital tem mais arrecadação, a mesma coisa o Rede Cegonha, são programas federais, inclusive, que nós fortalecemos. Eu tenho conhecimento do Hospital de Gaspar, estou esperando um plano de operacionalização, senti bastante vontade de corrigir esse problema, isso é muito bom pra nós, Gaspar é uma grande cidade, o Hospital precisa estar prestando esse serviço. Agora, nosso sistema não é uma cota anual, ele é de produtividade, prestou o serviço, nós ajudamos, não prestou, aí não dá.

 

JM – Quando o projeto do Contorno Sul de Gaspar estará pronto? Se o projeto original havia sido orçado em R$ 500 milhões, qual o caminho para baratear o custo da obra? Qual o limite de gasto do Governo para esta obra?

GRC – Eu falei para os engenheiros: O bom projeto é aquele que podemos executar, trazer uma utopia é absurdo, com um valor de 500 milhões de reais não existe, então me perdoem, ai eles colocaram lá que a pista, por exemplo, estaria com uma cota de 17 metros, que poderá chegar um dia a enchentes, estamos com um trabalho de contenção para diminuir isso, ai teria lugares que teríamos que mexer 10 metros pra poder chegar a essa cota de 17 metros porque o solo também é ruim, o custo da desapropriação é muito elevado. Eu mandei reestudar o projeto e fazer a nível que ele possa ser executado com um nível de razoabilidade, enquanto isso, nós estamos estudando algumas ações emergenciais, pontes e outras alternativas para não deixar esse processo prejudicar o desenvolvimento da cidade e de toda a região.

 

Jornal Em Foco (Brusque) – Jornalista Celso Deucher
Em Foco
– A decisão do Deinfra de suspender as obras de duplicação da Rodovia Antônio Heil até fevereiro para negociar com os moradores cujos terrenos vão ser atingidos pelas obras, pode colocar em cheque o cronograma de realização das obras e sua finalização? Que atitudes o Governo está tomando para que esta obra não seja paralisada além deste tempo?

GRC – Onde não há desapropriação a gente vai tocar a obra, onde ela fica na área de domínio do governo. Onde existe desapropriação não tem saída, tem que cumprir o que manda a lei e construir o entendimento. É caso a caso, com critério, evidentemente. Esse é um problema muito grande que a gente enfrenta em quase todas as nossas obras. Só para se ter uma ideia, paralisou a construção da usina de Taió, porque uma pessoa diz que tem uma escritura e nós também temos uma escritura do terreno. Ao invés de dar tempo para construir uma negociação, o juiz já mandou parar a obra. É mais fácil. E a população é que fica no prejuízo. Esse é nosso dia-a-dia. Infelizmente é isso.

EF – Quais as obras o Governo do Estado tem previstas para a região da SDR-Brusque no ano de 2014?

GRC – Nós temos muitas obras, a mais importante é a duplicação da Antonio Heil, que é uma obra de mais de R$ 100 milhões. A comporta a barragem de Botuverá eu considero uma obra muito importante, porque ela vai dar segurança nas questões das enchentes. Eu considero também a Estrada das Cavernas, de Botuverá, uma obra fundamental. O acesso à Guabiruba que está praticamente pronto, também uma obra fundamental. E nós vamos repassar recursos. Nós estamos licitando também o acesso até o Santuário da Madre Paulina, enfim, todas as obras estão tendo um curso bem significativo. Na Educação, estamos fazendo um investimento grande na região. Esse é um processo dinâmico. Cada dia surge uma novidade, uma prioridade, e a gente vai avaliando e nas condições vamos executando. Mas estas obras que falei são emblemáticas para o desenvolvimento da região.

 

Jornal de Pomerode – Jornalista Manfredo Goede
Jornal de Pomerode – Pomerode vive uma onda de insegurança nunca vista anteriormente. Gostaria de saber por quais razões o Governo do Estado disponibiliza mais de nove viaturas para o pelotão instalado em nossa cidade e apenas pouco mais de 20 policiais para se desdobrarem em seus turnos? Sobram viaturas e faltam policiais?

GRC – Vou confirmar essa informação junto ao Comando. Nós, de fato, compramos um número de veículos muito grande e procuramos socorrer as cidades que estão com indicadores de violência maior. Estamos hoje qualificando mais 1.000 novos policiais, e assim que terminar essa etapa, em março, vão entrar mais 500, com isso chegamos a 4.000 novos policiais em quatro anos. O que ocorre é que muitos se aposentam, alguns pedem demissão e com isso o número não é tão grande. Nós pegamos um pico nesses três anos de muita saída, houve um período em que se acentuou muito a aposentadoria, mais de 1.500 policias vão se aposentar ao mesmo tempo em que entram 4.000, assim há um saldo de 2.000, dividido por 300 municípios, dá uma cota de sete policiais por município, dividindo isso por plantões o ganho ainda é pequeno. Mas nossa capacidade máxima de formação é essa, são oito meses nas academias e o período é esse, então não há como ampliar, nem como fazer mais rápido. No que nós estamos avançando é em tecnologia, colocando câmeras de monitoramento, reforçando todo o sistema de veículos de segurança, modernizando e informatizando as centrais, estamos também aumentando os efetivos da Polícia Civil, abrimos um novo concurso, já o terceiro em três anos, e reforçando toda essa questão. Vou olhar por Pomerode, toda a região do Vale do Itajaí vai receber um reforço muito grande, o maior número dessa turma nova de policiais vai pra essa região.

 

JP – Quando realmente será feita a reforma da SC-110, no trecho que corresponde a Testo Rega até o Alto da Serra? O senhor havia prometido em seu primeiro ano de mandato o término desta obra. A população já realizou várias manifestações e não houve resposta do Estado até o momento.

GRC – A obra já começou, neste trecho, já dei a ordem de serviço. A informação que tenho é que já está lá e que não há mais nenhuma pendência, é só realizar a obra.

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