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Qualificação profissional revertida em oportunidades

Para que se chegue ao topo de uma escada, é necessário subir um degrau de cada vez. Uma analogia que pode ser utilizada para comparar o crescimento de um colaborador que visa trilhar uma carreira de sucesso na empresa em que trabalha. Para Márcia Hackbarth não foi diferente.

1 de junho de 2015

Para que se chegue ao topo de uma escada, é necessário subir um degrau de cada vez. Uma analogia que pode ser utilizada para comparar o crescimento de um colaborador que visa trilhar uma carreira de sucesso na empresa em que trabalha. Para Márcia Hackbarth não foi diferente.Há poucos dias de completar 22 anos de empresa, o que acontecerá no dia 18 de junho deste ano, Márcia Hackbarth pode dizer, com orgulho, que conhece praticamente todos os setores da Cativa Têxtil. Sua trajetória teve início no Acabamento, quando não possuía nenhuma experiência no ramo. Trabalhei por um ano e meio em uma indústria de brinquedos. Minha mãe trabalhava na Cativa e sugeriu que eu também fosse para a empresa para ficar mais próxima dela. Nesta época eu tinha somente 14 anos, explica a colaboradora.

A origem de um futuro promissor – No setor de Acabamento, Márcia Hackbarth recebeu como primeiro ensinamento técnicas para revisar e dobrar peças. Nesta época, contou com a ajuda de seus líderes, pessoas que ocupam um lugar especial em seu coração e as quais ela agradece até hoje. Os líderes que tive foram os meus grandes professores. Se eles não tivessem a paciência que tiveram para me ensinar, certamente eu não saberia o que sei hoje e nem teria chegado aonde cheguei. Fiquei no Acabamento por, aproximadamente, um ano, depois fui para a Costura. Fui costureira profissional por oito anos. Aprendi a trabalhar em todas as máquinas, desde as mais antigas até as mais modernas. Se eu tinha alguma dúvida, perguntava. Nunca tive preguiça de aprender algo novo.

A primeira grande paixão – Quando se conversa com uma pessoa apaixonada, o sorriso no rosto e o brilho nos olhos são impossíveis de não serem notados. Na entrevista realizada com Márcia Hackbarth não foi diferente, principalmente quando ela descreve sua experiência como costureira profissional. A costura foi uma das minhas grandes paixões. Mas mesmo assim, eu sabia que podia mais. Quando perguntavam quem estava disposto a cumprir horas extras, me oferecia na hora. Era a oportunidade que eu tinha para atuar em outros setores, vivenciar novas experiências e aprender algo diferente. Foi nesta época que tive os primeiros contatos com a Estamparia, Corte e Bordado. Parecia que eu sabia que futuramente eu precisaria destes conhecimentos.
Hoje, olhando para o início de sua carreira, Márcia Hackbarth revela que conhece praticamente todo o processo têxtil da empresa Cativa. Graças à oportunidade que me foi dada de passar por todas as áreas, consigo entender as particularidades de cada um dos departamentos existentes na empresa.

O reconhecimento – Após oito anos como costureira profissional, Márcia Hackbarth recebeu um dos convites mais especiais de sua vida, trabalhar na área de Amostras. Não pensei duas vezes e abracei a oportunidade. Trabalhava na Sala de Amostras do setor de Desenvolvimento. Eu sempre trabalhei no primeiro turno e nesta época fui para o turno geral. Foi um grande desafio. Trabalhava diretamente com os designers. Eles desenhavam as peças, que posteriormente passavam pelo processo de corte. Meu trabalho era um tanto quanto mágico, pois eu transformava desenhos e pedaços de tecidos, em realidade. Tem que olhar o desenho, interpretar e usar as tuas habilidades intelectuais e manuais para dar corpo a peça. É um trabalho que se complementa, o corte tem que ser bem feito, para que a costura possa ser bem feita. A máquina tem que estar bem regulada para que a costura seja perfeita.
Orgulho. Foi este sentimento que tomou conta de Márcia Hackbarth quando viu finalizada a primeira peça desenvolvida por ela. Ficava olhando para a peça. Mesmo sendo básica, sabia que tinha sido eu quem havia feito. Demorei pouco mais de uma hora. Continuei no mesmo setor, mas passei a trabalhar com fichas técnicas. Eu calculava consumo de malha, sequência operacional. Depois fui para a coordenação do setor de Sala de Amostras. Tinha que cuidar da costura, corte, estamparia, bordado, coordenar todo o processo para que a linha de produtos ficasse pronta no prazo que se esperava, já que seria lançada na próxima coleção.
Neste setor, Márcia Hackbarth ficou por, aproximadamente, três anos e logo após assumiu a supervisão. Mesma área, mas com mais responsabilidades. Controlava a sequência operacional, fichas técnicas, elaborava cálculo de malhas, todos os processos que determinam as variantes da produção. A Engenharia foi um dos meus grandes desafios profissionais. A base que eu tinha da fábrica, minhas origens, por ter começado com o básico, me deu suporte para que eu conseguisse enfrentar as dificuldades.
Em 2012, a colaboradora foi convidada para assumir a supervisão do Departamento de Corte, um setor que passou por uma fase de reestruturação. Hoje trabalho na coordenação de 108 pessoas. É mais fácil ensinar e supervisionar quando conhecemos o processo. Trabalhar com o ser humano não é tão simples, principalmente com os mais novos. A nova geração não aceita negações. O não tem que vir acompanhado de uma explicação.
Márcia Hackbarth salienta que, para que colaboradores sejam reconhecidos, a direção da empresa deve estar atenta para esforços, o que ocorre na Cativa. Nossos diretores são pessoas extremamente simples e acessíveis, mesmo diante do crescimento que a empresa tem tido. Eles não se sentem superiores ou melhores do que nós, pelo contrário. Humildade e simplicidade são características fundamentais e extremamente presentes nestes três irmãos, nestes três grandes empreendedores.

Dez anos dedicados À qualificação – Todo o esforço é reconhecido. No caso de Márcia Hackbarth não foi diferente. A trajetória acadêmica complementou a experiência prática. Cursei a faculdade de Tecnóloga em Vestuário, pelo SENAI. Sempre tive sede por conhecimento. Busquei o complemento. Meio ano depois de formada, iniciei uma pós-graduação em Engenharia de Produção. Um ano depois de terminá-la, fiz outra pós, em Manufatura Enxuta. Ao todo, foram dez anos ininterruptos de estudos.
Com a mistura do que aprendeu na prática e na teoria, Márcia Hackbarth se qualificou para encarar os novos desafios enfrentados pela empresa. A Cativa mudou muito. Quando iniciei eram produzidas somente camisetas básicas, calças e bermudas. A partir de 2006 entramos em uma linha diferenciada, um pouco mais elaborada. O grande desafio, de 2010 pra cá, é a linha feminina, rica em detalhes, como por exemplo, a mistura de tecidos. Isso exige muito conhecimento e equipamentos diferenciados, para que entreguemos produtos de qualidade ao mercado.
A colaboradora revela que, ao longo dos anos, a empresa buscou a automação necessária exigida pelas particularidades do ramo têxtil, mas que mesmo assim, a ergonomia sempre foi uma preocupação dos diretores da Cativa. O ambiente de trabalho foi projetado por completo, visando adequações que primam pelo bem-estar dos colaboradores.
Na época em que estudava, Márcia Hackbarth dividia-se entre ser acadêmica, profissional, dona de casa, esposa. E agora serei mãe. Meu neném nascerá em setembro. Tenho certeza que não mudará em nada. A mulher, quando deseja de verdade, consegue se desdobrar em várias e não deixa a desejar em nenhuma de suas funções, relata a futura mamãe.

Dicas de sucesso – Acreditar no que se quer. Buscar realizar. Estudar. Não perder a essência e valores. Auxiliar ao próximo, mesmo que não seja sua função, esses são os segredos do sucesso, apontados por Márcia Hackbarth.
A colaboradora destaca, ainda, que conquistou sua estabilidade profissional e pessoal. Hoje, se me perguntarem se sou realizada, não terei dúvida alguma em responder que sim. Tudo que conquistei nestes 22 anos é reflexo do meu trabalho, do esforço e suor da minha dedicação. Se tivesse trocado várias vezes de empresa, certamente não teria o reconhecimento que tenho hoje. Sempre falo para a minha equipe que nada cai do céu.
Finalizando a entrevista, Márcia Hackbarth revela que deseja se aposentar na Cativa. Quero me aposentar nesta empresa. Sinto-me parte desta história de sucesso. Quero que as pessoas que trabalham comigo se lembrem de mim com carinho. Tive grandes líderes e quero ser relembrada como uma. Como a Márcia, da Cativa.

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