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Qual o tamanho da crise?

Jornal de Pomerode conversou com três empresários da região e descobriu estratégias para superação de períodos de
crise no Brasil

30 de julho de 2015

A crise política no Brasil tem sido tema recorrente nos noticiários do país. A preocupação, existe e até mesmo a presidente, Dilma Rousseff, reconheceu a existência de problemas na situação econômica, mas afirmou que o Brasil vai voltar a crescer, durante seu discurso na inauguração da Ponte Anita Garibaldi, no município de Laguna (SC).

Para saber como essa realidade econômica tem afetado Pomerode, o Jornal de Pomerode foi investigar e conversou com três empresários do município, que nos contaram suas estratégias para superar este período.

Um crescimento pequeno, mas possível – O Bazar Pomerano, localizado hoje no Centro de Pomerode, existe há 22 anos. O atual endereço ocupa um espaço de 400 metros quadrados e emprega oito pessoas, mas quando o empresário, Alex André, deu os primeiros passos no segmento de produtos de variedades, contava com um espaço com o tamanho de apenas um quarto do atual. 

O crescimento aconteceu gradativo e se o ano de 2010 foi bastante significativo para o empresário, elevando o crescimento da loja em 20%, no primeiro semestre de 2015, a situação deu uma breve estagnada. O estabelecimento cresceu 5%, e não superou a inflação do período, algo inédito. 

A solução encontrada foi uma readequação, com redução de custos e maior controle nas compras. “Não tivemos quedas nas vendas, pois o desemprego não chegou a Pomerode. Mas os aumentos em insumos como a luz e a gasolina traz mais gastos ao trabalhador. São fatores da política econômica que fogem ao nosso controle”, explica Alex.

Contudo o empresário acredita que o cenário deve melhorar no segundo semestre. “As datas comemorativas como o Dia das Crianças e o Natal trazem boa perspectiva para os próximos meses”, afirma.

Aposta na diversificação – A crise nacional fez o empresário Jorge Roberto Odwazny, dono do comércio de materiais de construção Joca, sentir uma queda de 10% nas vendas. “Esse período que estamos vivendo é fruto de uma crise política. De ajustes necessários que o governo não fez na hora certa e que agora precisa fazer a força”, explica Jorge. 

Para superar o período, o empresário tem apostado na diversificação de produtos com linhas com preços mais acessíveis. “Quando o poder de consumo cai, as pessoas buscam preços mais baixos”. 

O Joca tem 24 anos de existência. Antes da crise, o crescimento anual variava em torno de 8% a 10%, mas as dificuldades não assustam Jorge. Nenhum de seus 34 funcionários foi demitido e embora o empresário considere o período turbulento, vislumbra um futuro mais promissor pela frente.

Readequação do mercado – Ricardo Fuck é gerente comercial na Auto21 e conta que, assim como a maioria dos setores da indústria e do comércio, o ramo de automóveis também vem tendo um desafio um pouco maior diante da situação econômica no Brasil. “Sabemos que há um desaquecimento na economia devido situações político-econômicas que o país vem enfrentando. O aumento constante da taxa Selic que regula a precificação das taxas de juros, a alta da inflação impulsionada principalmente pelo aumento dos preços dos combustíveis e da energia elétrica, juntamente com algumas demissões que vêm havendo no atual cenário, causam uma certa retração de mercado e consequentemente a diminuição do poder de compra de algumas classes consumidoras. Inevitavelmente nossos desafios têm aumentado no que se refere ao cumprimento dos objetivos de vendas”, conta.

Para lidar com o período, o gerente fala em readequação às novas necessidades do mercado. “Algumas de nossas estratégias são as ações de feirão com taxas subsidiadas em parceria com os agentes financeiros, flexibilidade dos preços, adequação do estoque trazendo mais competitividade ao negócio e um marketing focado são fatores que tem trazido mais assertividade no nosso negócio”, explica Ricardo.

A Auto21 Veículos está no mercado há 4 anos, atuando no comércio de veículos 0km e seminovos. “Desde o início das atividades, contamos com os esforços da Diretoria e de nossos colaboradores no sentido de consolidar nosso nome no mercado de automóveis. Esse trabalho permite apurarmos resultados positivos na conquista da confiança de nossos clientes, na satisfação proveniente de um trabalho de pós-vendas e na oferta do melhor negócio aplicável às necessidades de cada cliente”, finaliza.

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