Professor de Educação Física de Pomerode faz intercâmbio na Coréia do Sul
Depois de 15 anos de atuação em Pomerode, o professor de Educação Física, Carlos Alberto Almeida, de 44 anos, viajará à Coréia do Sul nos próximos dias.
Depois de 15 anos de atuação em Pomerode, o professor de Educação Física, Carlos Alberto Almeida, de 44 anos, viajará à Coréia do Sul nos próximos dias. Carlos fará intercâmbio no país, com contrato de um ano. Só resta esperar o término do período de quarentena na Coréia do Sul devido à gripe suína. Depois disso, embarcará com destino ao país asiático.
O professor Carlos Alberto Almeida explanou sobre suas expectativas e experiências em entrevista à redação do Jornal de Pomerode.
JP Esporte – Como funcionará o intercâmbio na Coréia do Sul?
Carlos Almeida – Irei à Coréia do Sul como preparador físico, pois também atuei como tal na modalidade de futebol de campo, em Blumenau. O contrato é de um ano de intercâmbio. Durante os três primeiros meses, trabalharei na Tae-Sung High School. Nesse período, estarei à frente de aulas de futebol de campo, na categoria sub-15 masculino, pela manhã. À tarde, estudarei o inglês coreano.
Após os três meses, passarei a lecionar tênis de campo na Universidade de Seul, em três vezes por semana. Também haverá uma grande troca de experiências em relação à Seleção Coreana de Futebol, pois ampliarei os conhecimentos na área de preparação física.
A cidade na qual atuarei se chama Jeonju e é a capital da Província de Jeollabuk-do, que possui 600 mil habitantes.
JPE – Houve alguma seleção para efetuar o intercâmbio?
CA – O convite partiu da própria Escola Tae-Sung. O critério de escolha foi pelo currículo profissional que possuo.
JPE – O que significa essa oportunidade para você?
CA – Acredito que é o auge de todo o profissional. É o que almejamos. É muito gratificante eu poder me aperfeiçoar profissionalmente, ainda mais numa Universidade.
JPE – Quais são as expectativas?
CA – As expectativas são ótimas. Irei sozinho à Coréia do Sul, mas outros brasileiros atuam em escolas de Ensino Médio no país asiático, através do projeto. Há um aprendizado mútuo entre coreanos e brasileiros e comigo também será desta forma. Eu aprenderei com eles e eles aprenderão comigo.
JPE – Sobre a experiência em Pomerode, como foi e como você a avalia?
CA – Sou natural de Limeira (SP) e trabalhei em Pomerode durante 15 anos. Lecionei aulas de educação física e de tênis de campo para alunos do Ensino Fundamental e Médio, sempre no Conjunto Educacional Doutor Blumenau. Agradeço por todo este tempo em que exerci minhas atividades aqui, em especial à Diretora do Doutor Blumenau na época, Magrit Schmidt, que é responsável pela minha vinda a Pomerode. Também agradeço aos alunos, que foram fundamentais para o desenvolvimento do meu trabalho e aos amigos, que cultivei na cidade mais alemã do Brasil.
Também deixarei em Pomerode, o trabalho que tive com a Academia do Doutor Blumenau. São quase 200 alunos na Academia e 30 no tênis de campo. Mas mesmo lá na Coréia do Sul, continuarei acompanhando todos eles. Com a tecnologia que temos atualmente, tudo fica mais fácil.