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Prevenção é a melhor solução

Setembro Amarelo alerta para a necessidade da prevenção para evitar o suicídio

9 de setembro de 2018

Setembro é o mês de prevenção ao suicídio. A campanha Setembro Amarelo, realizada no Brasil, desde 2015, ganhou força em Santa Catarina este ano, com a aprovação do Projeto de Lei 62/2018, que oficializa a campanha e o dia estadual de prevenção ao suicídio no estado, em 10 de setembro. Conforme dados oficiais, Santa Catarina ocupa o segundo lugar nas taxas de óbito dessa natureza.

E Pomerode também está aderindo às campanhas do Setembro Amarelo, com ações especiais realizadas no município, por meio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e da Secretaria de Saúde. A primeira atividade relativa ao mês foi realizada no dia 07 de setembro, no Desfile Cívico, com a distribuição de panfletos informativos sobre o tema.

Depois, no dia 13 de setembro, também será promovida uma palestra sobre o tema, às 18h30min, no Auditório da Prefeitura. E, por fim, no dia 19 de setembro, será realizada uma panfletagem no centro da cidade. As ações, de acordo com a psicóloga e coordenadora do Caps, Michelle Vitório Marchetto, são voltadas à conscientização.

Para a coordenadora, o planejamento das ações a serem realizadas foi pensado de acordo com a necessidade de Pomerode. “Verificamos, na cidade, que ainda é preciso desmitificar o tema suicídio. Conversar sobre o assunto e mostrar onde é possível procurar ajuda, que pode ser fundamental para evitar que casos ocorram”, ressaltou. Ela também acrescentou que, caso uma pessoa perceba que alguém ameaça tirar a própria vida, pode procurar uma Unidade de Saúde da cidade, ou ainda, se a pessoa precisar de um atendimento mais pessoal, pode procurar diretamente a unidade do Caps, que atende de segunda a sexta, das 7h às 12h e das 13h às 16h. Outra forma de procurar ajuda é através do Centro de Valorização à Vida (CVV), por meio do número 188.

Michelle também afirma que é possível perceber sinais que podem indicar risco de suicídio. “A maioria das pessoas com idéias de morte comunica seus pensamentos e intenções suicidas. Elas, frequentemente, dão sinais e fazem comentários sobre ‘querer morrer’, ‘sentimento de não valer pra nada’, e assim por diante. Todos esses pedidos de ajuda não podem ser ignorados. Exemplos de frases de pessoas com ideação suicida: ‘Eu preferia estar morto’. ‘Eu não posso fazer nada’. ‘Eu não aguento mais’. ‘Eu sou um perdedor e um peso pros outros’. ‘Os outros vão ser mais felizes sem mim’”, afirma.

Nas unidades de saúde a pessoa será avaliada e, se necessário, encaminhada a um serviço especializado. No Caps, a pessoa também é avaliada e inserida em atividades para o tratamento, conforme a necessidade de cada um: consulta psiquiátrica, psicoterapia individualizada e em grupo, oficinas terapêuticas e atividades de reinserção social. A equipe ainda busca acionar os familiares e amigos para criar uma rede social de apoio, com o intuito de monitorar nas situações mais graves. Em determinadas situações, ainda é necessário o encaminhamento ao hospital para tratamento emergencial.

“Questionar sobre ideias de suicídio, fazendo-o de modo sensato e franco, aumenta o vínculo com a pessoa em sofrimento. Este se sente acolhido por um profissional, familiar, amigo cuidadoso, que se interessa pela extensão de seu sofrimento. A função dessa pessoa também será de incentivar a pessoa a procurar ajuda ou no posto de saúde ou no Caps”, coloca a psicóloga, sobre o quanto conversar ajuda no tratamento.

Mais de 800 mil pessoas cometem suicídio, por ano, no mundo. Isso representa uma morte a cada 40 segundos. O Brasil é o oitavo país com mais suicídios registrados. Em 2012, foram contabilizados 11.821 casos, conforme o relatório sobre prevenção ao suicídio da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em setembro de 2015.

 

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