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Prejuízo incalculável

Na madrugada de terça-feira, 19 de fevereiro, uma casa foi atingida por um desbarrancamento de uma encosta, na Rua Nossa Senhora Aparecida, Ribeirão Clara.

1 de junho de 2015

As chuvas não aumentaram apenas o nível do Rio do Testo e alagaram diversos pontos na cidade. Na madrugada de terça-feira, 19 de fevereiro, uma casa foi atingida por um desbarrancamento de uma encosta. A residência fica na Rua Nossa Senhora Aparecida, nº 60, no Ribeirão Clara.
No local existem duas casas geminadas, onde moram sete pessoas de duas famílias. De acordo com Leila Haskel dos Santos, moradora de uma as residências, ela estava no trabalho e quando chegou em casa encontrou o barro tomando conta da casa da vizinha.
Ela conta que foi uma cena desesperadora, que nunca imaginou que pudesse acontecer, mesmo estando ciente dos riscos. 'Foi uma sensação estranha, de pânico. Minha filha estava dormindo em um dos quartos. Foi desesperador ver essa tragédia acontecendo. Mas dos males o menor, pelo menos está todo mundo bem', revela.
Antes, um muro de contenção feito de pneus velhos, segurava o barro e dava a sensação de segurança às famílias. Agora, o que a preocupa, é que a estrutura das duas residências, como elas são geminadas, é a mesma e faltou pouco para que o barro atingisse a casa da auxiliar de educação infantil. Leila conta ainda que desde a enchente de 2011, as famílias estão em contato com o órgão de Defesa Civil do município, mas ela alega que até agora não houve solução apresentada. 'Eles dizem que não dava para retirar o barro, com o risco de cair mais ainda, mas agora a situação ficou inevitável e foi perdida uma boa parte dos móveis e da casa', afirma.
Na manhã de terça-feira, a Defesa Civil de Pomerode esteve no local para fazer uma avaliação do desmoronamento e interditou o local, sugerindo que as pessoas saíssem imediatamente da residência. De acordo com Eduardo José Pandolfo, agente de Defesa Civil, será feito um laudo para avaliar se a região se encaixa nas Áreas de Risco de Pomerode. 'Sugerimos que as famílias fossem para casa de parentes e depois encaminharemos o laudo e o relatório para a Assistência Social, a fim deles fazerem o encaminhamento correto', explica.
De acordo com Eduardo, ainda não há uma data exata para que este relatório de área de risco seja entregue, mas afirma que a expectativa é que ele já esteja pronto nos próximos dias.

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