Pratas da casa? Sim. Ouro e Bronze também
Elas têm o orgulho de carregar no peito as únicas medalhas genuinamente pomerodenses dos 49º Jasc.
Elas têm o orgulho de carregar no peito as únicas medalhas genuinamente pomerodenses dos 49º Jasc. Solange Zimmer, bronze no Salto em Altura e Lilian Seibert, bronze no Arremesso de Disco e ouro no Lançamento de Dardo, ajudaram Pomerode a fazer história nos Jogos Abertos de Chapecó. Isso porque, além das duas medalhas, Lilian ainda trouxe de Chapecó o recorde da competição no Arremesso de Dardo, com 47,40m, que não era quebrado desde o ano 2000.
As duas atletas contam que estes resultados foram conquistados com muita garra e perseverança, visto que as dificuldades para treinamento em nossa cidade são muito grandes. “Mesmo não havendo um treinamento rigoroso, tanto tecnicamente como fisicamente, conseguimos obter resultados acima do esperado. Eu estava apenas focada no Lançamento de Dardo, tanto que competi no Disco apenas por competir. Acabou dando certo”, afirma Lilian.
Solange também fala do alto nível da competição em Chapecó. “Eu estava competindo contra uma recordista dos Jasc, uma campeã dos Jasc e uma campeã sul-americana. Além disso, como havia chovido no dia anterior, a condição do piso não estava muito boa. Mesmo com todos estes fatores adversos, acabei indo bem e trazendo uma medalha para Pomerode”, afirma.
No entanto, o momento mais emocionante foi a quebra do recorde do Arremesso de Dardo. “Eu realmente me superei. Não sabia que a prova seria na grama e ela estava com muitos buracos, devido à chuva do dia anterior. Muitas atletas já haviam se acidentado antes, por isso fui com muita cautela. Nós temos direito a seis lançamentos, e o recorde aconteceu somente na última tentativa. Foi uma prova superação, que fechou com chave de ouro o ano de 2009”.
Apesar da alegria de ter conquistado três medalhas para Pomerode, as duas atletas falam das dificuldades que o esporte está passando no momento atual. “Infelizmente, apesar dos resultados, não conseguimos apoio nem do poder público, tampouco da iniciativa privada. A poucos dias dos Jogos Abertos, tivemos que ir a Timbó realizar treinamentos, pois a nossa pista não oferece as condições ideais”, afirma Solange.
“Quando chove, é uma semana sem poder treinar, por causa da água acumulada. O que me deixa triste é que Pomerode possuía um atletismo forte e competitivo, e hoje este quadro mudou. Hoje temos apenas um treinador, que se esforça em fazer o melhor possível. O ideal seria a contratação de mais um treinador e um auxiliar, para que possamos tornar o atletismo pomerodense uma fonte de referência, como era no passado. Eu temo pelo futuro. Não gostaria de sair da cidade, pois tenho minha família aqui. Mas, se for preciso, serei obrigada, pois quero continuar a fazer aquilo que amo”, desabafa Lilian, empunhando sua medalha de ouro, genuinamente pomerodense.