Economia

Porcelana Schmidt voltará a ter produção na fábrica em Pomerode

Plano de Recuperação Judicial foi aprovado pelos credores e prevê a absorção da produção e incorporação de atividade turística

1 de novembro de 2021

Em nova Assembleia Geral, realizada no dia 28 de outubro, o futuro da Porcelana Schmidt ganhou um novo norte. O Plano de Recuperação Judicial, apresentado pelo Grupo Schmidt aos credores, foi aprovado pelo grupo e, agora, segue para a homologação do juiz.

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De acordo com o advogado do Grupo, Eduardo Agustinho, o Plano apresentado prevê uma reestruturação significativa da empresa, com a venda dos bens imóveis não utilizados na operação da porcelana e da planta Campo Largo, vinculado a um arrendamento dessa planta por cinco a 10 anos. 

A ideia é que a unidade fabril de Pomerode tenha um papel fundamental para o futuro da marca, com a aprovação do Plano, segundo Agustinho.

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“Para a planta de Pomerode a ideia é de que venha a absorver parte da produção e incorpore uma atividade voltada para a exploração turistica do local. A expectativa do Grupo é muito otimista”, disse.

 

 

Também seria mantida a unidade de Suzano (SP), onde é produzida a massa para a fabricação das porcelanas, que forneceria o produto para a unidade de Pomerode e também para outros possíveis compradores.

O Plano de Recuperação Judicial é uma proposta do Grupo Schmidt para o pagamento de suas dívidas, cujo passivo atual chega aos R$ 71 milhões. 

 

A história

A história da fábrica em Pomerode começou em 1945, quando a Família Schmidt decidiu se mudar novamente para Santa Catarina, com a ideia fixa de fundar a Porcelana Schmidt. Esta ideia tornou-se realidade em 19 de dezembro do mesmo ano. Os fundadores, de acordo com um levantamento feito pela historiadora Angelina Wittmann, foram Hans Herwig Schmidt, Hans Ernst Schmidt, Ailhen Krämer, Arthur Leopold Schmidt e Rodolph Pedro Schmidt. Com isso, a Porcelana tornava-se a 3ª fábrica de cerâmica do Brasil.

A primeira instalação da Porcelana Schmidt foi em um galpão de madeira, no centro de Pomerode. Em pouco tempo de atividade, a empresa teve acentuado crescimento, motivada pela moderna tecnologia e aumento de sua capacidade produtiva – no período do pós-guerra.

Em 1948, a Família Schmidt admitiu novos acionistas e, com o novo quadro de entrada de capital, adquiriu as ações da Porcelana Real Ltda., de São Paulo. Em 02 de janeiro de 1954, foi fundada a Porcelana Steatita e, em 1956, a Porcelana Schmidt adquiriu o controle acionário da Cerâmica Brasileira de Campo Largo (PR), transformando-a, também, em fábrica de cerâmica, Porcelana Steatita. Em 1972, as três empresas se fundiram, surgindo o Grupo Schmidt a partir de três cidades, em três estados distintos: Pomerode, Campo Largo (PR) e Mauá (SP). Neste período, a empresa chegou a produzir mais de um milhão de peças de porcelana por mês, a partir de uma estrutura de 60.000 m2 e com, aproximadamente, 1.500 funcionários.

Em 1991, as três fabricas passaram por uma reestruturação e não usaram mais as marcas Steatita e Real, trabalhando todas sob a marca Porcelana Schmidt e sobre o símbolo da Coroa. Durante a década de 1990, a empresa detinha 80% do mercado nacional do setor de porcelana.

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