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Porcelana Schmidt: 65 anos levando o nome de Pomerode ao restante do mundo

A história da porcelana fina no Brasil, confunde-se com a própria existência do grupo Schmidt, que é composto de três fábricas. Em 1945 a família Schmidt fundou a Porcelana Schmidt, em Pomerode. As três fábricas, embora pertencessem aos mesmos controladores, eram independentes. A fusão do grupo aconteceu em 1972, passando…

25 de agosto de 2010

A história da porcelana fina no Brasil, confunde-se com a própria existência do grupo Schmidt, que é composto de três fábricas. Em 1945 a família Schmidt fundou a Porcelana Schmidt, em Pomerode. As três fábricas, embora pertencessem aos mesmos controladores, eram independentes. A fusão do grupo aconteceu em 1972, passando a denominar-se Porcelana Schmidt S/A.
A primeira exportação que a Schmidt realizou, foi para os Estados Unidos, em 1958. Hoje, a Porcelana Schmidt é a maior fabricante da América Latina e uma das maiores do mundo. Detém aproximadamente 50% do mercado brasileiro de porcelana fina de mesa. Atualmente exporta, principalmente, para Estados Unidos, Argentina, Itália e Inglaterra.
A primeira unidade foi inaugurada em 1943, quando um grupo de empresários fundou a Porcelana Real em Mauá (SP). Em 1948 a família Schmidt adquiriu o controle da Porcelana Real, ficando Real e Schmidt sob a mesma direção.
Em 1956, a Porcelana Real e Schmidt, assumiu o controle da Cerâmica Brasileira, em Campo Largo – PR, transformando-a também em fábrica de porcelana, denominando-a Porcelana Steatita.
Em 1973, teve início, em Campo Largo, a construção do maior forno de porcelana do mundo, conluído em 1976 e medindo 134 metros de comprimento, continua em funcionamento até os dias de hoje. A empresa possui aproximadamente 1.500 funcionários, divididos entre as três fábricas.

O Pioneiro

A família Schmidt chegou em Mauá através de Fritz Erwin Schmidt, que havia sido enviado por um tio à Alemanha, em 1929, com apenas 16 anos. No exterior, começou a estudar sobre as técnicas de fabricação de artigos de barro. Mas Fritz foi mais longe e em 1933 retornou ao Brasil com diploma de ceramista. Em 1937 fundou junto com empresários locais a Porcelana Mauá. Como Fritz não tinha recursos para contratar mão de obra especializada, treinou seus familiares, transformando-os em técnicos capacitados.
Em 1942, após desentendimentos com os sócios, Fritz pediu demissão e junto com ele todos os membros da família se retiraram da fábrica, que acabou fechando logo em seguida. Foi quando, em 1943, a Família Schmidt adquiriu parte da Porcelana Real em Mauá.

A unidade pomerodense

No ano de 1945 a família Schmidt fundou a primeira fábrica, instalada em um galpão de madeira, na cidade de Pomerode. Essa contou com a base técnica do seu fundador, Sr.Erwin Schmidt, além do trabalho de toda a família. Nascia a futura Porcelana Schmidt S/A.
Em poucos anos de atividade, a empresa teve acentuado crescimento, motivado pela moderna tecnologia e aumento de sua capacidade produtiva e vendas, durante o período pós-guerra.
Desta forma, em 1948, a família Schmidt admitiu novos acionistas para compor o seu quadro societário e, com esse ingresso de recursos, adquiriu a totalidade do controle acionário da Empresa Porcelana Real S.A. de São Paulo.
Mais tarde, no ano de 1956, com os negócios mantendo-se em ascendência, o Grupo Schmidt adquiriu o controle acionário da Cerâmica Brasileira, em Campo Largo PR, transformando-a também em fábrica de porcelana, denominando-a Porcelana Steatita.
Em 1991 as três fabricas passaram por uma reestruturação e aposentaram as marcas Steatita e Real, trabalhando todas, então, sob o nome Porcelana Schmidt e com o símbolo da Coroa.
 

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