Ponto a Ponto
por Karol Pinto
Realidade distante ou próxima? O que importa?
Grande parte da sociedade, das pessoas que moram em cidade interioranas, acaba pensando que a realidade dos grandes centros é muito distante da vivenciada em municípios como Pomerode. Ledo engano. E também, se o fosse, o que importa? Não podemos ser indiferentes a nenhum tipo de problema social. Quando o complexo do alemão foi invadido através de uma ação organizada pelas polícias brasileiras e pelo Exército, muitos nem sabiam o que estava acontecendo, tendo como base a referência de o Rio de Janeiro é distante e que aqui em Pomerode não existe favela, bandido fortemente armado e nem traficante. Drogas podem até ser encontradas, mas em pequenas quantidades, sendo os usuários pessoas de fora, vindas de outras cidades, marginais facilmente identificados por seus estereótipos. Poupe-me! Isso é um verdadeiro absurdo. É nosso problema sim o que acontece no Rio de Janeiro ou no Paquistão. Não podemos fechar os olhos para a realidade que alfineta segundo a segundo nossas costas, nossos valores, a história da humanidade que pelo menos ontem e hoje fizemos parte. Um exemplo disso é a matéria veiculada nesta edição, que conta experiência do militar pomerodense que auxiliou na pacificação do complexo do alemão. Filho de nossa terra vivenciou momentos de tensão em prol de uma sociedade melhor, de um espaço melhor, mesmo sendo este bem distante da “Cidade Mais Alemã do Brasil”. Pois afinal, o que importa?
Estamos com fome de amor
Sou fã do colunista Arnaldo Jabor. Sua forma simples de escrever me remete a ideia de que ele está falando comigo. Lendo sua coluna consigo imaginar um bate-papo informal entre dois amigos, regado a um bom vinho, com uma música tranquila e serena de fundo. Sabe aquelas pessoas que desejamos ser quando crescer? Pois é, quem dera eu tivesse um centímetro da altura conceitual que Jabor tem para mim. Sempre que tenho acesso a seus textos e comentários, sinto no final de cada contato, um gostinho de “quero mais” em minha boca. Na verdade, sinto a necessidade de responder a ele, de dizer o quão mágico é o som que saem das suas obras. Bastante criticado, Arnaldo Jabor é considerado por muitos como utópico, analfabeto político, revolucionário e arrogante. Para mim não, ele é simples, sua forma de escrita é gostosa como brigadeiro na colher. A experiência adquirida ao longo do tempo lhe permite utilizar palavras e comparações que eu não sei se faria no jornal. Tem um trecho de uma de suas crônicas que para mim configura no “Top Five”: “É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpátical, é desencanada e adora dar risada, do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps. Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade”.
E eis que novamente perdi o foco, voltando ao que me motivou a falar de Jabor. Estava conversando com três amigas minhas, também da equipe JP. As meninas têm várias semelhanças, entre elas: todas lindas, solteiras e desacreditadas no amor. E nesse bate-papo fútil e sentimental, lembrei-me de Jabor, quando ele diz que “Estamos com fome de amor”.
Diz ele em seus devaneios (que compartilho piamente), que as baladas estão recheadas de garotas lindas com seus microvestidinhos, que se bobear mostram até o útero. Elas chegam e saem sozinhas, assim como os vários homens bonitos e atraentes que lá estão. O problema não é o “ficar”, não é o “ir mais além”. Se fosse isso, como diz Jabor, seria fácil de resolver: “Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão ‘apenas’ dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a ‘sentir’, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos”.
Jabor diz que é preciso encarar os fantasmas. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega, assumir isso. “Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, pague mico, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.
Pois é meninas, a vida é feita de encontros e desencontros e por isso mesmo é maravilhosa e quando menos se espera eis que surge a tão esperada “saciedade de amor”. E sabe o que é gostoso? A procura. Mas também, e acima de tudo, a manutenção diária de todos os sentimentos construídos.
Compartilhando alegrias
Lembram-se da Dani? Nossa representante nas Paraolimpíadas que teve sua foto publicada nesta coluna na última semana: Pois é, a Dani competiu no nado costas e ficou em quarto lugar na competição, em São Paulo (maior competição paraolímpica estudantil do mundo). Mais uma vez Dani demonstrou sua superação nadando 100m pela primeira vez em um campeonato. Por pouco não trouxe uma medalha de bronze!
Dia da Caipirinha
Imperdível será o Dia da Caipirinha, neste sábado, na Dudonne. São vários sabores de uma das bebidas mais apreciadas pelos brasileiros, e o que é melhor, por apenas R$ 1,00 o copo. A animação está garantida. Confira a partir das 16h.
Interatividade
Dois assuntos movimentaram as redes sociais do Jornal de Pomerode na última semana. Através do Twitter e do Facebook os internautas e parceiros puderam opinar a respeito da falta de policiamento no município de Pomerode e do trabalho que vem sendo desenvolvido por nossos policiais. Igualmente auxiliaram a equipe da redação nos dias de chuvas a identificar na cidade pontos de alagamento e situações preocupantes em decorrência da água. Essa é a verdadeira essência jornalística presente em cada leitor participativo deste processo comunicacional. Agradecemos carinhosamente a parceria e a intenção de nossos leitores em fazer com que a informação seja construída através desta troca.
Associação de Moradores de Testo Rega
A diretoria da Associação de Moradores do Bairro de Testo Rega, convida a comunidade a participar da reunião que se realizará dia 03 de setembro, às 14h, no Ginásio de Esporte do Colégio Almirante Barroso, com a presença do Prefeito Municipal Paulo Maurício Pizzolatti. Na reunião serão apresentadas as melhorias prioritárias para o bairro.