Geral

Ponto a Ponto

por Karol Pinto

4 de agosto de 2011

GinKyly
Parabéns aos organizadores da GinKyly 2011, que associaram a diversão com trabalho em equipe e voluntariado. Foram realizadas 114 doações de sangue através da iniciativa. A direção da empresa agradece a todos os envolvidos – amigos, comunidade e torcidas. Reconhece o empenho dos GinKyleiros, que demonstraram o verdadeiro espírito de equipe, com superação e dedicação em todas as provas, exercitando um dos valores do grupo: a parceria. Enaltece também o prestígio dos jurados, a dedicação e comprometimento que tiveram com o evento.

Nova banda na cidade
A vontade dos irmãos Jocildo e Vicente Sinhuri, de tocarem juntos em uma banda fundada por eles, foi o que deu o impulso deste projeto. Imediatamente eles chamaram dois amigos de longa data, Adriano Kwirandt e Thiago Nicolodelli, para exporem essa vontade. Foi dada a largada do Grupo Éramos. As reuniões iniciais se deram nas primeiras noites de frio deste ano. As ideias foram surgindo, a produção da banda também foi acontecendo e mais pessoas começaram a se envolver com esse projeto. Assim se deu a entrada de Andreas Bertoldi, Douglas Hornburg e Ricardo Gaedtke. O último a entrar para o time foi a importação da Banda, André Raimondi, que vem de Rodeio.
Sentindo a necessidade da região possuir um grupo musical mais eclético, é que foi formada essa banda. Além do mais, o mais importante a ser notado, é a vontade de fazer uma apresentação para um público de todas as idades, para divertimento da família, passando uma mensagem de paz, amor e alegria, sem apelações! O grupo já está trabalhando composições próprias (pois Jocildo, Thiago e Vicente são compositores) prometendo muitas novidades até fim de ano.
Lançamento em breve, na Choperia Dudonne, em Pomerode.

Alguns anjos tem asas…outros, são cadeirantes…
e tem aqueles ainda que são duplamente especiais
Como já diria o colega de profissão, Duda Rangel, “o Ministério da Saúde adverte: o Jornalismo é droga e causa dependência”. E ele tem toda razão. Jornalista de verdade ama sua profissão, não se imagina fazendo outra coisa no mundo. Sabe o que mais nos agrada? A amplitude de histórias de vida com que nos deparamos ao longo do tempo. É maravilhoso conhecer pessoas especiais e que nos passam uma energia tão gostosa, que quase chega a ser perceptível a olho nu. Sabe aquele arrepio que dá no corpo quando nos emocionamos com algo de tamanha forma que os olhos se enchem de lágrima? Pois é, isso mesmo que estou falando. Nessa hora eu pensava, no início da carreira: Meu Deus, permita que eu não chore, isso não seria profissional. Hoje, com mais confiança, mais madura, choro, abraço, brinco, me permito interagir de forma mais pessoal com as minhas fontes. Mas, voltando ao foco, como eu costumo dizer aqui na redação. Acompanhei por três horas o 2º Festival de Bocha Paraolímpica de Pomerode e me apaixonei pelos meus entrevistados. Três jovens com várias semelhanças, apreço pelo videogame, pelo computador, que interagem com colegas e amigos, que praticam esportes e que são cadeirantes. Histórias de vida maravilhosas. Mais uma vez aprendi tanto com eles e agradeço pela atenção que tiveram comigo. Tive até aula sobre a sistemática da modalidade (já que não entendo nada de esporte) e também de direção e funcionamento de uma cadeira motorizada (também não dirijo bem).
Não posso deixar de falar do meu amigo Charles, representante de nossa cidade no Festival. Estava lá, todo feliz com o expressivo número de amigos e colegas de modalidade que vieram a sua cidade participar da integração. O Ginásio Ralf Knaesel estava completamente lotado, lotado de exemplos de vida, pois na plateia, pouco mais de 50 pessoas, alternadamente durante o dia, marcaram presença. Uma pena, um verdadeiro desperdício. Tem tantas pessoas que eu gostaria de pegar pela mão e sentar à força para assistir estes atletas especiais jogando, brincando, interagindo, vivendo. Pessoas preconceituosas que acham que “todo aleijado ou retardado é incapaz”, pessoas que se acham feias “por ser magra e considerar que sempre tem que perder dois quilos”, por ser injusta e dizer “tudo dá errado comigo, não acredito que o pneu do meu carro furou”. Tem tanta gente besta nesse mundo, pessoas pequenas. Suas almas, seus princípios, seus valores, são reduzidos ao tamanho de um caroço de pitanga, como eu dizia quando era pequena. Mas em compensação (justa, diga-se de passagem), o mundo tem pessoas como a equipe da APODEF e da APAE, que não cabem em um ginásio de tão gigantes que são internamente.
Tenho certeza que muitos consideram chato falar mais uma vez do trabalho desenvolvido por estas duas entidades. Não é um assunto polêmico, não gera repercussão. Mas nunca conseguimos agradar a todos, e particularmente, não tenho a mínima vontade que assim seja e a menor intenção. O Jornal de Pomerode tem várias outras páginas que podem ser lidas, compostas por assuntos igualmente importantes, mas de conteúdo distinto. Sou repetitiva, pois eles têm tanto a nos dizer, tanto a ensinar. Aproximação, esta é a palavra. Temos que nos aproximar mais destas duas instituições, temos que nos doar. Voluntariado é o seu significado. Agora mesmo, neste sábado, a APODEF está precisando de ajuda dupla. Quem puder entrar em contato com a associação para auxiliar no evento no Pavilhão da Festa Pomerana, no dia 06/08, a partir das 18h. Está sendo feita uma escala, grupos podem trabalhar duas, três, quatro horas. O tempo que puderem, auxiliando na limpeza, decoração e tudo mais que for necessário. Se não for possível ajudar desta forma, prestigie. Às 18h terá uma partida belíssima de basquete de cadeirantes. Brinquedos infláveis serão instalados no local. A animação ficará por conta do “Musical Balada”. Terá também completo serviço de bar e cozinha.

Basquete feminino
Novamente as mulheres se destacam no município de Pomerode. Recebi nesta semana um e-mail de integrantes da equipe de basquetebol feminino do município e fui informada que nossas meninas estão entre as melhores equipes de Santa Catarina, sendo candidatas ao título do Campeonato Estadual deste ano. “Estamos precisando do apoio da comunidade para prestigiar os jogos, pois estamos apenas com uma derrota dentro de casa. Mesmo com pouca torcida, estão fazendo a diferença”.
Na próxima edição será veiculada, na editoria de esportes, uma matéria completa do time. Podem contar com a minha torcida meninas.

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