Geral

Ponto a Ponto

por Karol Pinto

6 de maio de 2011

Semana turbulenta
O mundo foi bombardeado na última semana por notícias que deixaram até os mais desacreditados pasmos. A beatificação do papa João Paulo II foi ofuscada pelo assassinato de um dos maiores criminosos da história da humanidade, imagem construída pelo povo dominante, pelos americanos. Obama exibiu a cabeça de Ozama como um troféu. Ou melhor, a suposta cabeça, já que o corpo não foi mostrado em nenhuma das centenas de milhares de imagens que lotaram páginas de jornais e de sites do mundo todo. Tivemos ainda o casamento de um príncipe e de uma princesa, acompanhado pela realeza e transmitido para todos os países. E o que estes fatos têm em comum? São personagens mundiais, distantes de nós, intocáveis e inseridos em histórias que jamais saberemos se são verdadeiras.
Conversando com um amigo nesta semana, também comunicador, chegamos a conclusão que nós, aqui do outro lado do mundo, não podemos dizer se acreditamos com toda a veemência possível na versão repassada pelas religiões, pelo soberano USA e nem mesmo pela realeza. A certeza é só uma, chegou a hora de cuidarmos do ser humano, de respeitarmos nosso semelhante. Precisamos reencontrar, reconhecer, perceber o outro que existe em nós para só assim então sermos capazes de admitir que o sofrimento daqueles que vivem na pobreza extrema é o nosso próprio sofrimento. O resto, acaba sendo mais cinematográfico do que real.

Rosa Borck
Uma equipe maravilhosa, composta por professoras e demais funcionárias extremamente competentes, coordenadas por uma diretora admirável, que trabalha ao lado de uma APP atuante. Assim é hoje o Centro de Educação Rosa Borck, que completará na próxima semana 40 anos de história. Já teci este mesmo comentário em outras oportunidades, e aqui o faço novamente. A instituição de educação é um espaço onde os pais deixam seus filhos e partem para seus trabalhos com a certeza de que eles estão bem cuidados, não somente por se tratar de uma escola, mas por ser um ambiente supervisionado por educadoras extremamente qualificadas e que zelas pelas crianças como se fizessem parte de suas famílias. Parabéns a toda a comunidade Rosa Borck, que no dia 09/05, às 19 horas, revelará a comunidade um pouquinho de sua história.

Exemplo de superação
Conforme noticiado pelo portal de notícias, G1, um menino norte-americano de cinco anos conseguiu pagar o próprio tratamento de câncer vendendo três mil desenhos de monstros, palhaços e alienígenas na Internet, muitos deles feitos na cama do hospital.
Aidan Reed, que vive em Kansas City, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com leucemia em setembro do ano passado. Os pai dele, Katie e Wiley tiveram de ver o filho enfrentar semanas de sofrimento com o tratamento de quimioterapia e outros procedimentos dolorosos, mas tinham esperanças, já que os médicos haviam dito que o tipo de câncer de Aidan tem uma taxa de cura de 90%. Só que com as contas de hospital se acumulando, os Reed tiveram de colocar a casa da família à venda. Foi aí que surgiu a ideia de transformar um hobby de Aidan em fonte de recursos. No fim, foram vendidos cerca de três mil desenhos, arrecadando mais de US$ 30 mil (R$ 47 mil), o suficiente para cobrir todos os gastos com o tratamento e cancelar a venda da casa da família.

Imprensa
Na segunda-feira, Manfredo Goede, diretor do Jornal de Pomerode, representou a ADJORI-SC como vice-presidente da associação em um almoço na Casa d’agronômica, onde o Governador recebeu representantes da imprensa catarinense para explanar sobre a política de divulgação dos atos do Governo Estadual. Participaram do evento membros da ADJORI Brasil e da Acarte.

JP Pais
A reunião do JP Pais, realizada na última sexta-feira, foi extremamente positiva. Escutar dos pais presentes o testemunho do quão é importante o projeto JP Escola para seus filhos foi emocionante. Um pai saiu de Blumenau para chegar em tempo na reunião, após uma série de cobranças de sua filha para que ele não perdesse a hora. Outro pai, que estava cuidando de seus dois filhos pequenos, fez o possível e o impossível para não comparecer. Outra mãe participou do lançamento do projeto acompanhada por suas filhas. Uma jovem mãe deixou-me com os olhos cheios de lágrimas ao contar que se identificava com os tópicos publicados nesta coluna e que tinha muita vontade de me conhecer. Esse carinho não tem preço. É o reconhecimento de todo um trabalho, de muita dedicação. Obrigada pais!

Mãe de verdade!
Recebi uma notícia por e-mail. Sabe aquele tipo de notícia que nos questionamos se é verdadeira ou se é uma montagem? Pois é! Cheguei a cogitar que era mentira, mas depois, segundos após, pensei que isso nãoera o mais importante. O que verdadeiramente importa é que o fato provoca a reflexão, e que isso, por si só, já vale. Num Zoológico na Califórnia a Tigresa da foto deu cria a três tigrinhos que infelizmente não resistiram as complicações da gravidez e morreram logo após o nascimento. A Mãe-Tigresa depois de se recuperar do parto, começou a piorar seu estado de saúde, mesmo que fisicamente ela estivesse bem. Os veterinários sentiram que a perda da cria causou uma profunda depressão na tigresa. Os médicos decidiram que se a tigresa adotasse a cria de outra mãe, talvez melhorasse. Após checar com vários zoológicos pelo país,
tiveram a triste noticia de que não havia nenhuma cria de órfãos tigrinhos na mesma idade para levar para a mãe tigresa. Os veterinários então decidiram tentar algo que nunca teria sido tentado antes em um zoológico. Às vezes a mãe de uma espécie cuida dos filhotes de uma diferente espécie. Os únicos órfãos que puderam ser encontrados rapidamente foram as crias de uma porquinha. Os funcionários do Zoológico e os veterinários revestiram os porquinhos em pele de tigre e colocaram os bichinhos ao redor da mãe tigre.

 

 

 

 

 

 

Mãe de verdade!
Mãe de verdade é a minha, que mesmo longe está sempre presente. Mãe de verdade é a tigresa que adotou os porquinhos. Mãe de verdade é a senhora de 103 anos que exibe fome de vida ao lado de seus filhos e de todas as gerações que deram continuidade a sua família. Mãe de verdade é a dona Ruth e tantas outras mães adotivas espalhadas pelo mundo. Mãe de verdade são as mulheres que participam do projeto aconchego. Mãe de verdade é a que ajuda nas tarefas da escola, que acorda no meio da noite fria de inverno para cobrir seus filhos, que abre mão de seus sonhos, de suas prioridades, em prol de seus herdeiros. Mãe de verdade é aquela que enfrenta os perigos da vida para proteger seus filhos, que sorri com suas conquistas e chora com as dores daqueles seres que são suas vidas.
Mãe de mentira é a que deixa seu filho com segundo de vida na lixeira de um banheiro de hospital, que joga em um container de entulhos uma criança com dias de vida, que só sobreviveu após ser “catada” por um catador de material reciclado. Mãe de mentira é aquela que abandona na madrugada fria e chuvosa seu filho em uma rua deserta, embrulhado em panos velhos, que mais uma vez não morre por ser salvo pelas mãos de um anjo que passava no local. Mãe de mentira é aquela que entrega sua filha de nove anos, em troca de trocados, para que seja mais uma menina iniciada na prostituição. Mãe de mentira é aquela que vende seu filho para poder comprar algumas pedras de crack.
E sabe o que é pior nesta comparação toda? É que não somente as mães de verdade citadas anteriormente existem, mas as de mentira também. São mulheres como eu, como muitas leitoras desta coluna, mas que nas últimas semanas apareceram nas manchetes de jornais, algemadas ou sendo procuradas pela polícia, após vender, maltratar, renegar, abandonar, se desfazer de seus filhos. É uma frieza incompreensível. Que sinceramente me aterroriza muito mais do que qualquer personagem de filme de terror. A todas as mães de verdade, em nome da primeira e maior mãe de todos os tempos, Maria, os meus mais ternos parabéns pela passagem de seu dia.

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