Geral

Ponto a Ponto

Por Karol Pinto

14 de abril de 2011

E nós, o que fizemos de concreto?
Pomerode vivenciou recentemente uma das piores tragédias de sua história. Várias instituições, organizações sociais e movimentos organizados tiveram suas sedes de seus instrumentos de trabalho praticamente destruídos. As perdas econômicas, históricas e emocionais foram inumeráveis. Frutos de trabalhos colhidos após anos de dedicação foram comprometidos do dia para noite. Na semana que postergou estes acontecimentos, a sociedade se comoveu, auxiliou, se mobilizou. E agora, o que estamos fazendo de concreto? Qual está sendo a nossa contribuição para que Pomerode como um todo possa se recuperar? Os idosos já retornaram ao Centro de Convivência, as famílias desabrigadas já retornaram para suas casas, os bombeiros já estão atendendo a população. E nós? Ajudamos o mínimo que podíamos? Doamos um colchão para aqueles que não tinham uma proteção para repousar seus corpos? Colaboramos com campanhas de coletas de materiais escolares? Perguntamos se os nossos vizinhos, amigos, familiares, colegas de trabalho, ou simples desconhecidos estavam precisando de algo, de meras palavras de consolo? Ou nos fechamos em nossos mundinhos egoístas e clamamos em silêncio para não sermos perturbados por nosso próximo?
Fica o questionamento.

Faixa de segurança

O desrespeito de certos motoristas com os pedestres que transitam nas faixas de segurança do município é vergonhoso. Presencio diariamente senhoras de idade, crianças, portadores de necessidades especiais terem que acelerar o passo para não serem atropelados. Na esquina da Praça (Farmalan filial), no centro, próximo a Porcelana Schmidt, o caso é ainda mais crítico. Os veículos que se dirigem sentido centro vêm em velocidade acima do permitido e não diminuem a velocidade quando chegam à rótula, onde está a faixa. Fica a sugestão que uma fiscalização por parte das autoridades competentes seja efetuada o quanto antes, pois acidentes já estão anunciados.

Amor incondicional
Falei nas últimas duas semanas, neste mesmo espaço, sobre o amor único e verdadeiro dos pais por seus filhos. Como já dito, falo sem conhecimento próprio. Hoje falo, com a mesma veemência e importância, da recíproca verdadeira. Do amor incondicional dos bons filhos por seus pais. Assim como eu, muitas pessoas moram quilômetros e quilômetros de distância de suas famílias. Mesmo com certa maturidade e vivência, ainda sofro, tenho saudade, quero colo de mãe (aquele que tudo acalma), quero abraço de pai (aquele que afasta todos os problemas do mundo). Nada mais reconfortante que a proximidade daqueles que amamos, ainda mais quando estas pessoas nos deram a vida, formaram nossos caracteres, ensinaram como são dados os primeiros passos, aqueles que fazem com que trajetos sejam percorridos e que nos levam a formação de nossos valores e princípios. Meus pais estavam em Pomerode nos últimos dias, e eu, eu estava feliz. Feijão de mãe tem outro gosto, tomar um café da manhã ao lado do pai comentando as manchetes do jornal é inigualável. Faço um apelo aos filhos, amem e demonstrem amor a seus pais, respeitem, zelem, prezem, valorizem, compreendam, mas acima de tudo, demonstrem sentimentos positivos. Amanha pode ser tarde e o tempo para estreitar ainda mais estes laços é o hoje.

Em tempo
Gostaria de destacar o comentário esclarecedor do vereador Raimundo Viebrantz na sessão de semana passada sobre o BRIC. Elucidando do que se trata a sigla, que nada mais é do que Brasil, Rússia, Índia e China, que são os países que se destacaram no cenário mundial pelo rápido crescimento das suas economias em desenvolvimento. Na ocasião o vereador ressaltou que no ano de 2009 participou da palestra promovida pela ACIRS, no encontro de Empresários e Profissionais Liberais de Pomerode, onde o tema foi abordado, e lembrou que este será o acontecimento do futuro para melhorar a situação socioeconômica dos países.

A carta que a presidenta Dilma Rousseff ainda não leu!
Um homem, 40 dias, 27 cidades e 1.040 quilômetros de caminhada com um único objetivo: entregar uma carta à presidenta eleita Dilma Rousseff. O professor de comunicação social da USP e da FAAP, Backer Ribeiro, foi a pé de São Paulo à Brasília e, ao longo do percurso, reuniu mais de 5 mil pedidos do povo brasileiro para compor uma carta que sintetizasse os principais desejos da população. Entretanto, o documento ainda não foi recebido pela presidenta.
A caminhada teve início no dia 21 de novembro de 2010 e terminou com a chegada a Brasília no dia 30 de dezembro. “Foi impossível entregar a carta no dia da posse, mas assistimos a cerimônia a convite da assessoria da Presidência da República, demonstrando grande reconhecimento ao projeto. Desde então, aguardamos o agendamento de uma audiência com o Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Sr. Gilberto Carvalho, que ficou de nos receber, mas até o momento não tivemos sequer a confirmação da data”, informou o professor.

A carta que a presidenta Dilma Rousseff ainda não leu! I
Os pedidos colhidos pelo projeto “Carta de um Brasileiro” retratam as carências enfrentadas pelos brasileiros no seu dia-a-dia. Saúde, educação, emprego, renda e segurança apareceram em grande número. Em Luziânia, no Estado de Goiás, a 100 km de Brasília, o professor encontra uma prostituta na estrada, viúva, mãe de três filhos, que pede à presidenta um emprego com carteira registrada e um salário mínimo. “Este caso é um exemplo do que encontramos pelo caminho. Inicialmente a nossa proposta foi colher os pedidos da população, mas logo nos deparamos com as histórias de vida, algo com mais profundidade e que justificava os pedidos feitos. O fato principal não é o registro em carteira, o que ela pediu foi uma ajuda para sair daquela situação miserável”, explica Backer.

A carta que a presidenta Dilma Rousseff ainda não leu! II
Muitos pedidos foram feitos pelo site (www.cartadeumbrasileiro.com.br) ou por e-mail. As pessoas respondiam a pergunta que norteou o projeto desde a sua idealização em 2008: “O que você pediria ao próximo presidente do Brasil se estivesse frente a frente com ele?”. O brasileiro Manoel Joaquim dos Santos, de Uberlândia-MG, fez seu pedido: “Exma. Dilma Rousseff faça um governo voltado para todos; mas é de suma importância que, para as classes menos abastadas, a saúde e a educação sejam prioridades. Temos que resgatar o papel da família no que se refere a educação dos filhos”.
Ao longo da caminhada, o Prof. Backer também foi recebido por prefeitos, vereadores e dirigentes de ONG’s. Aos pedidos, soma-se uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência, que entrevistou 2.002 brasileiros por todo o país. “Por todo este envolvimento, precisamos dar uma resposta a todos os brasileiros que fizeram seus pedidos. Para muitos, a entrega da carta representará a quebra de um paradigma de que o governo só atende o cidadão às vésperas das eleições”, acredita o professor.
 

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