Ponto a Ponto
Por Karol Pinto
Tem como esquecer um filho?
Este foi o questionamento feito por Ana Carolina Cunha de Oliveira, mãe de Isabella de Oliveira Nardoni, ao responder uma das perguntas feitas pelo G1 sobre o que ela faz para recordar da filha, três anos após a morte da menina. “Todos os dias são marcantes, pois ela não voltará nunca, e não apenas em algumas datas.” No dia 29/03 fez três anos que a menina foi encontrada morta após cair de um edifício. Pai e madrasta foram presos. Após se tornar suspeito, indiciado, acusado, denunciado e réu, o casal foi condenado pelo crime em 27/03/2010. Alexandre, atualmente com 32 anos de idade, foi sentenciado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão sob a acusação de ter atirado Isabella do apartamento ao chão. Anna Carolina Jatobá, com 27 anos, recebeu pena de 26 anos e oito meses de reclusão porque foi tida como a responsável pela esganadura antes da queda.
Tem como esquecer um filho? I
“A maior lição que ficou para a sociedade é que a Justiça existe e é eficiente. Independentemente de todas as manobras que a defesa tenha feito, a Justiça se mostrou capaz de trazer à tona a culpa dos réus para que eles fossem condenados”, afirma a advogada Cristina Christo Leite, que também foi assistente da acusação no caso. Para a mãe de Isabela, Ana Carolina Cunha de Oliveira, a vida está sendo retomada um dia de cada vez. “Com toda certeza e se Deus permitir quero ser mãe novamente. Não sei como vai ser quando isso acontecer, mas é certeza que quero realizar esse sonho novamente”, desabafa.
Tem como esquecer um filho? II
Não sou mãe, mas sou filha. Dizem que o amor mais verdadeiro é aquele de um pai e de uma mãe por seu filho. Só posso dizer, que no meu caso, a recíproca é verdadeira. Tento me colocar no papel desta mãe. Não consigo, acabo desistindo. Os pais nunca estão preparados para perder seus filhos. Refiro-me a pais de verdade, aqueles que amam, que zelam, que protegem, que veneram, que exercem o verdadeiro papel de pais. Já acompanhei de forma bem próxima o desespero de quem passa por isso. Certamente, é pior do que a morte é pior do que a dor de mil estacas cravadas no peito. É como um corte que nunca cicatriza, que eternamente ficará aberto. Não, definitivamente, não. Não consigo me colocar no lugar desta mãe, que perdeu seu anjinho com a conivência de seu ex-companheiro, pai da menina, que deveria veementemente zelar pelo seu bem-estar.
Comitiva alemã
No último fim de semana, a Cidade mais Alemã do Brasil recebeu pelo segundo ano consecutivo a visita de um grupo de alemães, com o objetivo de conhecer a agricultura local. O motivo da viagem foi visitar propriedades alemãs na região, que tenham como produção a subsistência. O Secretário de Governo e o diretor de Agropecuária de Pomerode fizeram uma apresentação sobre a história do município. Após, os visitantes degustaram as comidas típicas alemãs e conheceram a história da Fábrica de Conservas Gruetzmacher Alimentos.
Cinema itinerante
Esta semana foi a vez de Testo Central receber o cinema itinerante em seu bairro, na Sociedade Testo Central Alto, que na terça-feira, dia 29/04, às 19h30mim, abriu suas portas para receber a comunidade e promover a exibição do filme “Sem Palavras”, que relembra os 180 anos da imigração alemã em Santa Catarina e reconstrói o clima da época com cenas dramatizadas. As encenações foram realizadas com pessoas que não são atores, e sim descendentes de famílias alemãs de Blumenau.
13 anos de luta
Indiferentemente da trajetória política e de vida do nosso ex-presidente José de Alencar, algo tem que ser reconhecido, ele lutou bravamente pela vida, ou melhor, por viver. Não se entregou ao câncer, a quimioterapia, aos efeitos colaterais dos tratamentos, a uma série de cirurgias e de períodos de internação. Foi guerreiro. Cumpriu sua missão, descansou, mas serviu de exemplo. Faço uma comparação, quem sabe até incoerente. Jovens que se lançam ao crack, por motivos dos mais diferentes, sabem que iniciam uma corrida em direção aos braços da morte. Enquanto por outro lado, meninas e meninos que teriam uma vida maravilhosa pela frente acabam morrendo em decorrência de um câncer, mesmo após lutar bravamente durante anos. Não tão jovem, mas foi este também o caso de nosso ex-presidente.
Ambulantes
Os comerciantes estão revoltados com os ambulantes, que frequentemente podem ser observados no centro de Pomerode. Em conversa com um empresário, o mesmo disse que não considera justo ele pagar impostos, gerar empregos, dar retorno ao município e ter em frente ao seu estabelecimento comercial instalado um ambulante, que às vezes vende o mesmo produto que ele, só que não paga imposto algum sobre a mercadoria. Placas deixam bem claro que a legislação local proíbe expressamente a comercialização de produtos por parte dos ambulantes, em solo pomerodense. Onde está a fiscalização? Se o mal não for cortado pela raiz, teremos futuramente um ambulante em cada esquina, ou quem sabe ainda, um camelódromo.
Malhas 13
O exemplo de superação relatado nas páginas do Jornal de Pomerode da edição anterior, ainda fazendo menção as chuvas que atingiram recentemente o município, mostram toda a garra e determinação de nossa gente. A tristeza por ter perdido bens materiais não tomou o lugar da perseverança, da coragem de lutar, lavar o que sobrou, mandar a lama pra longe e reconstruir, não só casas e empresas, mas vidas, sonhos e projetos.
Do leitor…
Recebi nesta semana a reclamação de uma leitora que mora próximo a empresa Karsten. Ela relata que irregularidades existentes no acostamento, buracos de profundidades consideráveis, acumulam por dias seguidos as águas das chuvas. “Tinham que arrumar aquela buraqueira. É um absurdo, coloca duplamente a segurança das pessoas em risco, principalmente dos pedestres e ciclistas. Primeiro por apresentar perigo de acidentes de trânsito, e segundo, por estarmos em época de alerta contra a dengue”.
Badesc apresenta linhas de financiamento para Pomerode
No dia 28/03 foi realizada reunião entre os empresários de Pomerode; o Secretario Regional, Cesar Botelho; o prefeito, Paulo Maurício Pizzolatti; o presidente da ACIP, Fredi Zmazek Goede; o presidente do Badesc, Nelson Santiago; o Secretário do Estado da Fazenda, Eugenio Vicenzi; e o representante do SEBRAE, Antônio Hélio. O objetivo foi apresentar propostas de financiamento dos bancos de fomento, para as empresas atingidas na enchente do dia 10 de março. Além disso, foi apresentada a proposta de postergação por 60 dias dos impostos por parte da Secretaria Estadual da Fazenda. A Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina S.A. (Badesc) apresentou as linhas de financiamento para a compra de máquinas e equipamentos. Porém, a principal solicitação é o financiamento para a compra de matéria prima, que foi perdida durante a catástrofe. O presidente do Badesc se comprometeu em levar a necessidade dos empresários de Pomerode ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS), que tem linhas de financiamentos mais atrativas para as necessidades locais.
Para refletir…
Esta semana escutei bastante o bom, velho, sem igual e inesquecível Legião Urbana. Suas músicas não são compostas por letras e melodias, e sim, por verdadeiras poesias. Escolhi um trecho de “Metal Contra As Nuvens” para compartilhar com vocês.
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.