Pomerodenses voltam a ter um meio de travessia seguro para pedestres
A tão esperada obra da ponte pênsil da Rua Johanes Roedel, no Centro, foi inaugurada nesta sexta-feira, dia 15 de setembro, às 16h e contou com a presença de autoridades municipais, alunos representando a comunidade e membros da família Rahn, representando o homenageado.
A tão esperada obra da ponte pênsil da Rua Johanes Roedel, no Centro, foi inaugurada nesta sexta-feira, dia 15 de setembro, às 16h e contou com a presença de autoridades municpais, alunos representando a comunidade e membros da família Rahn, representando o homenageado. Depois de seis anos sem ter a travessia entre as margens do Rio do Testo, os últimos detalhes que faltavam para a estrutura da ponte ficar completa foram concluídos na semana passada.
O Projeto foi desenvolvido por um engenheiro responsável e executado pela Empresa AGR Engenharia e Agrimensura Ltda. – ME e custou aos cofres públicos R$ 138.652,59. A ponte levará o nome de Lauro Guilherme Augusto Rahn, um morador ilustre de Pomerode que, durante anos se dedicou, voluntariamente, a cuidar da manutenção da antiga ponte pênsil, já que morou praticamente ao lado dela.
O Secretário de Obras de Pomerode, Wilhem Zilz, reforça, mais uma vez, a importância da ponte para a segurança da população, principalmente as crianças que frequentam a escola Curt Brandes e são obrigadas a atravessar o rio. “Toda a comunidade foi benefiada, mas, principalmente, os alunos, porque o trajeto que precisavam fazer antes, pela Rua Castelo Branco, era muito perigoso. Então é uma alegria poder entregar essa obra tão fundamental”, afirma Zilz.
Lauro Guilherme Augusto Rahn nasceu no dia 27 de maio de 1924, no bairro de Testo Alto. Era filho de Elsa Rahn e foi criado na roça. Casou-se em 1947 com Irma Raduenz Rahn, com quem teve seis filhos (Siegfried, Úrsula, Dietrich, Crista, Lauro Guilherme e Ruth). Logo após, começou a trabalhar na Indústria de Porcelanas Schmidt, na caldeira, sendo posteriormente promovido a motorista de caminhão e trator. Juntamente à sua função na Schmidt, atuou na serraria de seu avô.
Uma de suas maiores preocupações era de manter sempre a família unida, algo que seus filhos aprenderam e souberam retribuir aos pais. Em 1980, mudou-se para o centro da cidade, onde continuou sua vida como agricultor.
Sempre solicitava a seus filhos que nunca deixassem a ponte deteriorar ou sofrer com ações de vândalos, pois a considerava uma via extremamente necessária para travessia de pedestres e ciclistas. Foi um grande esportista e, também, sócio benemérito da Sociedade Ipiranga, localizada próximo à sua casa.
Faleceu em 28 de julho de 1999, com 75 anos, por complicações digestivas (câncer de estomago). Está sepultado no cemitério de Testo Alto II.