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Pomerodense atuará em Cafeteria Especial

Local será em Jaraguá do Sul e tem como objetivo promover a inclusão social

23 de setembro de 2019

oportunidades no mercado de trabalho para pessoas com algum tipo de deficiência, nem sempre são comuns. Para mudar um pouco esta realidade, foi criado o projeto Cafeteria Especial, um local em que os funcionários são pessoas com Síndrome de Down. E é em um destes locais que Daniella Butzke irá trabalhar, graças à iniciativa de sua mãe, Margareth Ripp, em parceria com Cláudia Robertha Arrazão. A cafeteria Bem-me-quer estará localizada  em Jaraguá do Sul.

Margareth conta que o desejo de ter um negócio, no estilo da cafeteria especial, surgiu há cerca de dois anos, quando viu uma reportagem mostrando um negócio como este, em São Paulo. “No começo desse ano, após uma palestra com o dono da cafeteria especial de Blumenau, falei com a Cláudia, então diretora da Apae, sobre esse desejo e vimos que ele era comum. Porém, comentamos que não teríamos tempo para nos dedicar. Em junho, numa outra conversa, quando a Cláudia estava passando por um momento difícil da vida dela, eu sugeri que a gente abrisse a cafeteria. Daí começamos a pesquisar e, em um mês, já estávamos com o planejamento pronto”, conta uma das sócias do empreendimento.

A grande inspiração para a criação da cafeteria, segundo Margareth, foi a filha Daniella, para poder oportunizar a ela uma possibilidade de trabalho. Já para Cláudia, a inspiração foram todas as pessoas com deficiência que já teve o prazer de encontrar em sua história de 13 anos na educação especial. “Eles possuem direitos e capacidade de ter uma vida normal, a sociedade é que necessita se preparar, a Bem-me-quer vem para mostrar isso”, pondera Cláudia.

Na cafeteria especial Bem-me-quer, serão cinco funcionários com deficiência, incluindo Daniella, mais dois para atendimento no balcão, que não têm deficiência. “Não serão somente pessoas com Síndrome de Down e esse é um dos nossos diferenciais, comparando com as já existentes no país. Queremos envolver todas as deficiências. Mas a importância reside no fato de que o mercado de trabalho para essas pessoas é muito restrito e, com o nosso conhecimento, poderemos ajudar muitas pessoas, ajudando não somente com o emprego, mas capacitando-os para a função. Iniciaremos com deficiência intelectual, Síndrome de Down e Síndrome do X Frágil. Futuramente, se tudo der certo e nosso empreendimento expandir, queremos ter funcionários com todas as deficiências”, afirmam as sócias.

Os especiais irão fazer a parte do atendimento, levando os pedidos nas mesas. Terão outras tarefas também, como lavar louças, deixar tudo limpo e organizado. Quem cuidou da seleção foi Cláudia, que tem mais conhecimento nessa área. A seleção inicial foi feita por meio de entrevista e conversa com as mães, a partir do conhecimento que já tínhamos.

“Foi muito gratificante para mim realizar as entrevistas, o momento com as mães foi emocionante, ver o brilho no olho delas vendo que alguém irá dar oportunidade para seus filhos, não tem preço. Com certeza, um grande momento na minha vida profissional”, ressalta Cláudia.

Como mãe, Margareth exalta a alegria em poder ver a filha inserir-se no mercado de trabalho. “Ela está muito feliz com a possibilidade. Diz que quer ganhar seu dinheiro para casar (risos). Tem sonhos como todos nós e está na expectativa para essa nova vida”, conta.

Para o futuro, a expectativa é aumentar o número de deficientes que a Bem-me-quer emprega. “Além disso, mostrar para outras pessoas e empresários que é possível. Se cada um fizer um pouquinho, teremos infinitas oportunidades. E que as pessoas que vierem tomar café sintam esse aconchego e, além de oferecer boa comida, a gente consiga demonstrar toda a capacidade dos nossos atendentes. Ainda, estamos levantando, de fato, a bandeira da inclusão social, essa deve estar em todos os ambientes, não só pelo fato de pessoas com deficiência estarem trabalhando, mas também, porque teremos colaboradores sem deficiência, isso é inclusão de fato, a mistura dos pares, todo mundo junto, sem distinção”, finalizam as sócias.

 

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