Pomeranos trocam experiências no Espírito Santo
Um grupo de 45 pessoas, sendo a maioria membros das Comunidades Luteranas de Testo Rega e Testo Alto-Pomerode, estiveram por oito dias no mês de julho, por cidades do Espírito Santo e na região de Porto Seguro, a Bahia, e além de conhecer as belezas do litoral baiano, promoveram o…
Um grupo de 45 pessoas, sendo a maioria membros das Comunidades Luteranas de Testo Rega e Testo Alto-Pomerode, estiveram por oito dias no mês de julho, por cidades do Espírito Santo e na região de Porto Seguro, a Bahia, e além de conhecer as belezas do litoral baiano, promoveram o intercâmbio entre as comunidades de imigração pomerana no Brasil.
O grupo foi acolhido festivamente em Domingos Martins, Santa Maria de Jetibá e Lajinha de Pancas. Nestas comunidades o grupo recebeu todo apoio por parte das respectivas secretarias de Cultura e Turismo, bem como de pastores e pastoras locais. Conforme o pastor Aldo Beskow, que coordenou a viagem, em Domingos Martins, após serem recebidos e gentilmente conduzidos pela gerente de cultura, a professora Hilda Braun e o historiador Velten, o destaque foi o encontro com a comunidade em Melgaço. “Lá o pastor Anivaldo Kuhn nos recebeu na igreja com uma palestra, canto coral, trombonistas, seguido de "comes e bebes" no salão comunitário e música de concertina. Chamou-nos a atenção a simplicidade, a união, a cordialidade das pessoas e o apreço pela cultura pomerana, a começar pela preservação do plattdütsch”, comentou o pastor.
Em Santa Maria de Jetibá os pomerodense foram recepcionados pelo prefeito e pela secretária da Cultura e assistiram a um concerto de trombonistas na Rua do Artista. Os visitantes também ficaram encantados com o culto eucarístico com igreja cheia, presidido pela pastora Argéli Karsburg.
Em Pancas, onde se encontra o “Mar de Pontões Capixaba”, que são elevações graníticas que sobem a mais de 700 metros de altura, paraíso ainda não descoberto pelos turistas, o destaque foi a recepção em Lajinha de Pancas, região habitada pelos pomeranos. “Em Lajinha fomos acolhidos calorosamente pelas danças de um grupo folclórico, pelo secretário da Cultura, secretária da Educação e por Vanilda Dettmann, representante nacional dos pomeranos. A experiência foi riquíssima em termos de contatos, estímulos e aprendizado”, destacou o Aldo. Para ele, a troca de experiências, assim como foi exaltado na conversa com o pastor local, Ênio Fuchs, o fez refletir sobre a cidadania e identidade pomerana na região. Segundo Ênio, a sobrevivência da comunidade tradicional local está ligada à preservação da propriedade, da terra ,de seus membros e da preservação consciente de seus valores culturais. “Estamos convencidos de que podemos nos animar mutuamente, aprender uns dos outros nos níveis de cultura, cidadania, economia e igreja, como comunidades, como pessoas, que se desenvolveram em diferentes contextos, mas que têm uma origem e identidade comum”, concluiu indicando que não irá demorar para pomeranos capixabas visitarem Pomerode.