Geral

Perigo na rua

Falta de sinalização para pedestres, alças de acessos e lombadas tornam a Rua dos Atiradores uma das localidades de
grande risco para causas de acidentes de trânsito

1 de setembro de 2015

Há dez anos que, sem sucesso, o frentista Paulo Antônio Leite pede uma solução ao poder público para conter as diversas irregularidades na Rua dos Atiradores, no Centro de Pomerode.

O trabalhador já presenciou muitos acidentes de trânsito na região. Um colega de profissão inclusive conta que já perdeu um primo atropelado em frente à sua residência, situada também na rua. “Falta muita coisa na Rua dos Atiradores. Aqui não tem alça de acesso e os carros passam em alta velocidade. Antes havia uma lombada eletrônica, mas ela foi desativada, não sei porquê. Moro em Pomerode há treze anos e há pelo menos dez anos repasso à prefeitura o que acontece por aqui e até agora nada foi feito”, se queixa Paulo.

Na rua não existem áreas de acostamento e por esse motivo, embarcar e desembarcar é um verdadeiro desafio. Para fazer a conversão, os veículos ficam parados em cima da faixa de ciclista, esperando uma brecha para entrar na continuação da rua, quando ela se torna estrada de chão. 

Enquanto a equipe do Jornal de Pomerode permaneceu no local, a dificuldade para cruzar a via foi amplamente verificada. Diversas mães, com crianças de colo, esperavam um longo período para fazer a travessia, pois ali nenhum tipo de sinalização prioriza o pedestre. A moradora local, Ivone Ribeiro, relatou que não se sente nada segura ao cruzar a via. Com a filha nos braços, olhava atentamente os dois lados antes de cruzar a via e precisou correr para conseguir chegar ao destino. “Quase fui atropelada algumas vezes. Os carros não param para a gente passar. Às vezes leva um tempão até que eu consiga atravessar”. 

A moradora Terezinha de Jesus também segurava bem forte na mão do bisneto para atravessar o trecho. Ela explica que não há nenhuma segurança para o pedestre. “Não tem faixa de pedestre, nem semáforo. Temos que tomar muito cuidado por aqui, principalmente quando tem neblina e não conseguimos enxergar nada”, relata.

De fato, não existem semáforos no trecho, tampouco faixa de pedestres. A velocidade máxima é de 60 quilômetros por hora, mas muitos motoristas não respeitam. Os pedestres não têm calçada e são obrigados a dividir o espaço com os ciclistas.
Em contato com a prefeitura, a assessoria de imprensa informou que uma análise do local foi efetuada pela Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, mas que é necessário fazer o projeto executivo. Entretanto, no momento, não é possível efetuá-lo devido à falta de recursos tanto para o projeto, quanto para a realização de obras.

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