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Pelos céus brasileiros

O gosto por voar está no sangue da família de Betina Rauh, de 21 anos, que este mês sagrou-se como Aspirante da Força Aérea Brasileira. Foi através do incentivo de seu tio, Claus Kilian Hardt, que a carreira militar se tornou uma realidade para Betina.

1 de junho de 2015

O gosto por voar está no sangue da família de Betina Rauh, de 21 anos, que este mês sagrou-se como Aspirante da Força Aérea Brasileira. Foi através do incentivo de seu tio, Claus Kilian Hardt, que a carreira militar se tornou uma realidade para Betina. Meu incentivo a ingressar na carreira militar surgiu quando meu tio, Claus Kilian Hardt, Coronel Aviador da Força Aérea Brasileira e atual comandante da Base Aérea de Florianópolis, me indicou a prova da Academia da Força Aérea (AFA), afirma.

Filha de Ethel Hardt e Marcos Rauh, Betina sempre contou com o apoio da família em suas escolhas. Imediatamente minha mãe me apoiou, assim como toda a minha família, ressalta.

Apesar de, agora, estar iniciando sua carreira militar. Betina sempre teve desejo de seguir na área de meio ambiente. Então a jovem realizou provas para as duas áreas. Fiz então a prova escrita, assim como outros vestibulares aqui de Santa Catarina, uma vez que meu sonho de criança sempre tenha sido o de seguir algum curso na área do meio ambiente, como Ciências Biológicas ou Engenharia Florestal. Passei na prova escrita para a AFA, porém ainda faltavam os exames médico, psicológico, físico e psicotécnico, e ao término desses exames também vieram os resultados dos vestibulares. Havia passado para a UDESC no curso de Engenharia Florestal, o que eu sempre quis fazer. Mas Deus quis que eu descobrisse uma nova vida entrando para uma Academia Militar, afirma.

E, então, no ano de 2010, Betina iniciou uma das fases mais intensas de sua vida. No dia 24 de Janeiro de 2010, então, iniciava-se para cerca de 260 jovens uma das fases mais intensas de suas vidas: o Estágio de Adaptação, a chamada quarentena. Com pouquíssimas horas de sono, muito esforço físico, ordem unida (aprender a marchar), estudo e aprendizado do que é ser um militar da Força Aérea Brasileira (FAB). Tudo isso passou, mas a rotina não melhorou tanto. Conciliar dois cursos superiores (Administração de Empresas e Ciências Aeronáuticas) com no mínimo duas horas de educação física diárias, além do tempo despendido para a doutrina da FAB, não permite muito tempo livre. Isso sem considerar as instruções de voo, que acontecem no 2º e 4º anos, em dias alternados, explica.

Além de todo o esforço e dedicação, a rotina intensa de estudos é aliada a necessidade de aprovação para a continuidade na Academia. No 2º ano da Academia, os cadetes aprendem o básico do voo militar na aeronave T-25 Universal, e se não atingem um nível estabelecido pelo Comando da Aeronáutica, são desligados dos cursos. Dessa maneira, aproximadamente um terço das turmas fica pelo caminho apenas pela dificuldade em voo. Já no 4º ano, os cadetes têm uma instrução avançada na aeronave T-27 Tucano. Existe também a possibilidade de ser desligado por causa dos cursos superiores, já que o cadete não pode reprovar em nenhuma matéria. Muitos colegas de turma não conseguiram concluir o Curso de Formação, de modo que dos iniciais 260 jovens, apenas 168 se formaram, no dia 06 de Dezembro, enaltece.

Depois de superar todas as etapas, a declaração de Aspirante chega com o sentimento de dever cumprido, pelo menos nessa primeira etapa. A emoção que carrega a cerimônia de declaração de Aspirantes é indescritível, uma retrospectiva passa na mente e só resta agradecer. Agradecer a Deus, que me permitiu pertencer a uma família tão sensacional que me apoiasse em qualquer circunstância e a qualquer hora do dia, que permitiu que esses desafios fossem postos à minha frente, e que pudessem ter sido superados, e que me permitiu criar e manter amizades tão especiais em meio às dificuldades, completa.

O futuro de Betina, agora, está relacionado aos helicópteros. O meu futuro agora será relacionado com a Aviação de Asas Rotativas (helicópteros) na FAB. No ano de 2014, faço a adaptação aos helicópteros mediante instrução na aeronave UH-50 Esquilo, na Base Aérea de Natal-RN, e após esse ano de especialização nas Asas Rotativas, servirei em alguma Base Aérea no Brasil que contenha algum Esquadrão de Helicópteros (Manaus, Campo Grande, Rio de Janeiro, Santa Maria, Belém ou Porto Velho), conta.

E para quem pensa que o sonho chegou ao fim, muito se engana. Para Betina, o desejo de crescer sempre será uma constante. O meu maior sonho na FAB é nunca perder a vontade de crescer como pessoa, como família, como militar, e de saber conciliar família e trabalho, enaltece.

Assim como Betina, seu irmão, Mutilo Rauh, também escolheu os céus brasileiros para voar e crescer. Hoje, meu irmão Murilo Rauh também é militar pertencente à Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), frisa.

Aos interessados em seguir carreira militar na Força Aérea Brasileira, a jovem indica a vivência. Recomendo essa nova vida a todos aquele que têm um mínimo de interesse, uma realidade cheia de desafios e muito diferente de tudo que já tinha vivenciado. Existem diversas formas de ingresso na FAB, e também não necessariamente de pilotos, basta se informar – fab.mil.br, finaliza.

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