Paralisação permanece
Uma semana após início da greve dos bancários, a adesão ao movimento é superior a 50% em vários municípios de
Santa Catarina. Pomerode ainda permanece com duas agências fechadas
Na terça-feira, 13 de outubro, ainda não havia sido apresentada contraproposta diferente da última, cujo reajuste oferecido é de 5,5% mais um abono de R$2,5 mil. Algumas assembleias realizadas na manhã de terça-feira reafirmam a continuidade da greve por tempo indeterminado.
Na sexta-feira passada, 09 de outubro, a paralisação dos bancários foi forte em todo o país, atingindo cerca de 12 mil agências fechadas.
Este é o cenário nacional referente à greve das agências bancárias. Em Pomerode, duas agências seguem paralisadas: Caixa Econômico Federal e Banco do Brasil. Os serviços estão suspensos, exceto o atendimento eletrônico. Já as outras agências continuam atendendo normalmente.
Reivindicações – Entre as principais reivindicações estão melhores condições de trabalho, com diminuição da pressão para cumprimento de metas, e redução das taxas de juro e tarifas bancárias, segundo o secretário de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (Seeb), Cleberson Pacheco.
Além disso, a categoria reivindica reajuste de 16%, já incluída a inflação no salário, bem como novas contratações. De acordo com o sindicato, nos bancos públicos, há dois anos não são abertas novas vagas. A categoria alega enfrentar uma sobrecarga de trabalho.
A paralisação foi decidida após assembleias de sindicatos de todo o Brasil nos dias 30 de setembro e 1º de outubro.
Proposta da Febraban – A Febraban informou, por nota, que apresentou às lideranças sindicais proposta sobre a participação nos lucros dos bancos. Por ela, os funcionários receberiam de 5% a 15% do lucro líquido, além de parcela adicional que distribui mais 2,2% do lucro de cada instituição.
Em relação a salários e abono, pela proposta, os bancos pagariam um abono imediato de R$ 2,5 mil. Os salários praticados em 31 de agosto de 2015 teriam reajuste de 5,5%.
A Febraban informou ainda que continua aberta a negociações e vai avaliar contrapropostas.
Orientações do Procon/SC – Os consumidores não podem ter nenhum tipo de prejuízo por conta da greve dos bancos, mas devem fazer a sua parte, seguindo algumas orientações. É importante se prevenir de cobranças e multas por atraso, buscando canais alternativos para a quitação de contas, que podem ser as casas lotéricas e os correspondentes bancários. Lembrando que alguns serviços são limitados diariamente.
Outros meios que podem ser utilizados são os caixas eletrônicos dos bancos, a internet e o telefone. Mas se o consumidor procurar uma dessas opções e encontrar dificuldades, pode recorrer ao Procon. Mensalidades de escolas, operadoras de planos de saúde e boletos diversos podem ser pagos diretamente no emitente ou ainda por débito em conta. As empresas são obrigadas a oferecer outras opções de pagamento.
A greve não é uma situação gerada pelo consumidor. No entanto, o atraso no pagamento não deve gerar penalidades para ele. Caso esgotem todas as tentativas de pagamento, a dívida não poderá ser cobrada com juros ou multa.
Mas é interessante manter alguma prova da tentativa de pagamento, como por exemplo, uma foto tirada de um aparelho celular ou uma filmagem, mostrando que a agência estava fechada. Além disso, servem de prova as notícias publicadas pela imprensa, como filmagens e recortes de jornais.
É importante que, ao entrar em contato com a empresa, pedindo uma alternativa para pagamento, anotar o dia e a hora desse contato, além de pedir o número de protocolo do atendimento.
Em hipótese alguma, o consumidor poderá ter o nome incluído nos cadastros de proteção ao crédito. Caso isso ocorra, deverá registrar queixa no Procon ou nos Juizados Especiais Cíveis. Em caso de dúvidas ou problemas, o consumidor pode buscar orientação no Procon.